Caracterização histopatológica das lesões adrenais associadas ao hiperaldosteronismo primário
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5144/tde-27032026-120932/ |
Resumo: | Introdução: O hiperaldosteronismo primário (HP) é uma das principais causas de hipertensão secundária, com prevalência estimada entre 6% e 29% na população hipertensa. Apesar dos avanços na compreensão dos mecanismos moleculares e no manejo clínico do HP, persistem desafios relacionados à detecção precoce e ao estabelecimento de estratégias de acompanhamento individualizado para prevenir complicações cardiovasculares. A classificação histopatológica das lesões produtoras de aldosterona, baseada na imunohistoquímica para a aldosterona sintase (CYP11B2), tem se mostrado uma ferramenta promissora nesse contexto. Entretanto, a utilidade dessa classificação para predizer desfechos clínicos e bioquímicos após adrenalectomia no HP unilateral permanece controversa. Objetivo: Correlacionar os achados histopatológicos de lesões adrenais produtoras de aldosterona, definidos pela positividade para CYP11B2, com os desfechos clínicos e bioquímicos após adrenalectomia em pacientes com HP unilateral. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte com 131 pacientes consecutivos com HP unilateral submetidos à adrenalectomia em um centro terciário. As lesões adrenais produtoras de aldosterona foram classificadas segundo o International Histopathology Consensus for Unilateral Primary Aldosteronism (HISTALDO). Os desfechos clínicos e bioquímicos foram avaliados entre 6 e 12 meses após a cirurgia, conforme os critérios do Primary Aldosteronism Surgery Outcome (PASO). Resultados: Histologia clássica e não clássica foram identificadas em 101 (77,1%) e 30 (22,9%) das adrenais, respectivamente. No grupo clássico, 89 casos foram classificados como adenomas produtores de aldosterona (APA, 1cm) e 12 como nódulos produtores de aldosterona (NPA, <1 cm). No grupo não clássico, 27 casos (90%) apresentavam múltiplos micronódulos produtores de aldosterona (MPA) e 3 casos (10%) múltiplos NPAs. Os pacientes com histologia clássica eram mais jovens (média de 48,5 vs. 53,6 anos, p = 0,028), predominantemente do sexo feminino (59,4% vs. 36,7%, p = 0,028), e apresentavam menor tempo de hipertensão antes do diagnóstico de HP (mediana de 10 [IIQ 522] vs. 18,5 [9,527] anos, p = 0,034). Os pacientes desse grupo também apresentavam formas mais graves da doença, com maior frequência de hipocalemia (90% vs. 56,7%, p < 0,001) e concentrações mais elevadas de aldosterona (mediana de 33,4 [IIQ 23,449,2] vs. 23,9 [15,835,4] ng/dL, p < 0,001). Sucesso bioquímico completo (97,0% vs. 69,0%, p < 0,001) e sucesso clínico completo (34,3% vs. 10,7%, p < 0,001) após a cirurgia foram significativamente mais frequentes no grupo com histologia clássica. Na análise multivariada, a histologia clássica manteve associação independente com sucesso bioquímico completo (p < 0,001) e sucesso clínico completo (p = 0,043). A ausência de hipertensão resistente (p < 0,001) e de diabetes mellitus (p = 0,017) também se associaram de forma independente ao sucesso clínico completo. Embora os NPAs apresentassem características morfológicas distintas dos APAs com menor quantidade de células claras e maior expressão de CYP11B2, não foram observadas diferenças significativas nos desfechos clínicos ou bioquímicos. Conclusão: A histologia clássica associou-se de forma independente a maior taxa de sucesso bioquímico e remissão da hipertensão em pacientes com HP unilateral submetidos a adrenalectomia. Esses resultados reforçam o valor prognóstico da classificação HISTALDO e sugerem que a integração de fatores pré-operatórios com os achados anatomopatológicos pode orientar estratégias de acompanhamento pós-operatório individualizadas. Além disso, a estratificação das lesões CYP11B2-positivas em APA versus NPA não discriminou os desfechos clínicos ou bioquímicos, embora esses subtipos histológicos possam decorrer de vias patogenéticas distintas. |
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Caracterização histopatológica das lesões adrenais associadas ao hiperaldosteronismo primárioHistopathological characterization of adrenal lesions associated with primary aldosteronismCitocromo P-450 CYP11B2Cytochrome P-450 CYP11B2HiperaldosteronismoHipertensãoHyperaldosteronismHypertensionImmunohistochemistryImunohistoquímicaPathologyPatologiaPrognosisPrognósticoIntrodução: O hiperaldosteronismo primário (HP) é uma das principais causas de hipertensão secundária, com prevalência estimada entre 6% e 29% na população hipertensa. Apesar dos avanços na compreensão dos mecanismos moleculares e no manejo clínico do HP, persistem desafios relacionados à detecção precoce e ao estabelecimento de estratégias de acompanhamento individualizado para prevenir complicações cardiovasculares. A classificação histopatológica das lesões produtoras de aldosterona, baseada na imunohistoquímica para a aldosterona sintase (CYP11B2), tem se mostrado uma ferramenta promissora nesse contexto. Entretanto, a utilidade dessa classificação para predizer desfechos clínicos e bioquímicos após adrenalectomia no HP unilateral permanece controversa. Objetivo: Correlacionar os achados histopatológicos de lesões adrenais produtoras de aldosterona, definidos pela positividade para CYP11B2, com os desfechos clínicos e bioquímicos após adrenalectomia em pacientes com HP unilateral. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte com 131 pacientes consecutivos com HP unilateral submetidos à adrenalectomia em um centro terciário. As lesões adrenais produtoras de aldosterona foram classificadas segundo o International Histopathology Consensus for Unilateral Primary Aldosteronism (HISTALDO). Os desfechos clínicos e bioquímicos foram avaliados entre 6 e 12 meses após a cirurgia, conforme os critérios do Primary Aldosteronism Surgery Outcome (PASO). Resultados: Histologia clássica e não clássica foram identificadas em 101 (77,1%) e 30 (22,9%) das adrenais, respectivamente. No grupo clássico, 89 casos foram classificados como adenomas produtores de aldosterona (APA, 1cm) e 12 como nódulos produtores de aldosterona (NPA, <1 cm). No grupo não clássico, 27 casos (90%) apresentavam múltiplos micronódulos produtores de aldosterona (MPA) e 3 casos (10%) múltiplos NPAs. Os pacientes com histologia clássica eram mais jovens (média de 48,5 vs. 53,6 anos, p = 0,028), predominantemente do sexo feminino (59,4% vs. 36,7%, p = 0,028), e apresentavam menor tempo de hipertensão antes do diagnóstico de HP (mediana de 10 [IIQ 522] vs. 18,5 [9,527] anos, p = 0,034). Os pacientes desse grupo também apresentavam formas mais graves da doença, com maior frequência de hipocalemia (90% vs. 56,7%, p < 0,001) e concentrações mais elevadas de aldosterona (mediana de 33,4 [IIQ 23,449,2] vs. 23,9 [15,835,4] ng/dL, p < 0,001). Sucesso bioquímico completo (97,0% vs. 69,0%, p < 0,001) e sucesso clínico completo (34,3% vs. 10,7%, p < 0,001) após a cirurgia foram significativamente mais frequentes no grupo com histologia clássica. Na análise multivariada, a histologia clássica manteve associação independente com sucesso bioquímico completo (p < 0,001) e sucesso clínico completo (p = 0,043). A ausência de hipertensão resistente (p < 0,001) e de diabetes mellitus (p = 0,017) também se associaram de forma independente ao sucesso clínico completo. Embora os NPAs apresentassem características morfológicas distintas dos APAs com menor quantidade de células claras e maior expressão de CYP11B2, não foram observadas diferenças significativas nos desfechos clínicos ou bioquímicos. Conclusão: A histologia clássica associou-se de forma independente a maior taxa de sucesso bioquímico e remissão da hipertensão em pacientes com HP unilateral submetidos a adrenalectomia. Esses resultados reforçam o valor prognóstico da classificação HISTALDO e sugerem que a integração de fatores pré-operatórios com os achados anatomopatológicos pode orientar estratégias de acompanhamento pós-operatório individualizadas. Além disso, a estratificação das lesões CYP11B2-positivas em APA versus NPA não discriminou os desfechos clínicos ou bioquímicos, embora esses subtipos histológicos possam decorrer de vias patogenéticas distintas.Introduction: Primary aldosteronism (PA) is among the leading causes of secondary hypertension, with an estimated prevalence of 629% among hypertensive patients. Despite significant progress in understanding the molecular mechanisms and clinical management of PA, challenges remain in optimizing early detection and implementing personalized follow-up strategies to prevent long-term cardiovascular morbidity. The histopathological classification of aldosterone-producing lesions based on aldosterone synthase (CYP11B2) immunostaining has emerged as a potentially valuable tool within this context. Nevertheless, its utility for predicting clinical and biochemical outcomes after adrenalectomy for unilateral PA remains controversial. Objective: To correlate the histopathological findings of aldosterone-producing adrenal lesions, defined by CYP11B2 immunostaining, with clinical and biochemical outcomes after adrenalectomy in patients with unilateral PA. Methods: We conducted a cohort study of 131 consecutive patients with unilateral PA who underwent adrenalectomy at a tertiary center. Aldosterone-producing lesions were classified according to the International Histopathology Consensus for Unilateral Primary Aldosteronism (HISTALDO). Biochemical and clinical outcomes were assessed 6 to 12 months after surgery using the Primary Aldosteronism Surgery Outcome (PASO) criteria. Results: Classical and non-classical histology were identified in 101 (77.1%) and 30 (22.9%) of the 131 adrenal lesions, respectively. In the classical group, 89 cases were aldosterone-producing adenomas (APA, 1cm) and 12 were aldosterone producing nodules (APN, < 1cm). In the non-classical group, 27 cases (90%) had multiple aldosterone-producing micronodules (APM) and 3 (10%) had multiple APNs. Patients with classical histology were younger (mean 48.5 vs. 53.6 years, p = 0.028), more frequently female (59.4% vs. 36.7%, p = 0.028), and had a shorter duration of hypertension before PA diagnosis (median 10 [IQR 522] vs. 18.5 [9.527] years, p = 0.034). PA was more severe in the classical histology group, with a higher frequency of hypokalemia at diagnosis (90% vs. 56.7%, p < 0.001) and higher aldosterone concentrations (median 33.4 [IQR 23.449.2] vs. 23.9 [15.835.4] ng/dL, p < 0.001). Complete biochemical success (97.0% vs. 69.0%, p < 0.001) and complete clinical success (34.3% vs. 10.7%, p < 0.001) were significantly more common in the classical histology group. In the multivariable analysis, classical histology remained independently associated with complete biochemical success (p < 0.001) and complete clinical success (p = 0.043). The absence of resistant hypertension (p < 0.001) and absence of diabetes mellitus (p = 0.017) were also independent predictors of complete clinical success. Although APNs exhibited distinct morphological featureswith fewer clear cells and stronger CYP11B2 expression compared to APAs no significant differences were observed in clinical or biochemical outcomes. Conclusion: Classical histology was independently associated with complete biochemical success and hypertension remission in surgically treated patients with unilateral PA. These results underscore the prognostic value of the HISTALDO classification and suggest that integrating preoperative factors with postoperative pathology may guide individualized follow-up strategies. Moreover, stratifying CYP11B2-positive lesions as APA versus APN did not discriminate clinical or biochemical outcomes, although these entities may arise from distinct pathogenetic pathways.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlmeida, Madson Queiroz deZerbini, Maria Claudia NogueiraGoldbaum, Tatiana Silva2025-12-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5144/tde-27032026-120932/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-27T15:23:02Zoai:teses.usp.br:tde-27032026-120932Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-27T15:23:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Caracterização histopatológica das lesões adrenais associadas ao hiperaldosteronismo primário Goldbaum, Tatiana Silva Citocromo P-450 CYP11B2 Cytochrome P-450 CYP11B2 Hiperaldosteronismo Hipertensão Hyperaldosteronism Hypertension Immunohistochemistry Imunohistoquímica Pathology Patologia Prognosis Prognóstico |
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Introdução: O hiperaldosteronismo primário (HP) é uma das principais causas de hipertensão secundária, com prevalência estimada entre 6% e 29% na população hipertensa. Apesar dos avanços na compreensão dos mecanismos moleculares e no manejo clínico do HP, persistem desafios relacionados à detecção precoce e ao estabelecimento de estratégias de acompanhamento individualizado para prevenir complicações cardiovasculares. A classificação histopatológica das lesões produtoras de aldosterona, baseada na imunohistoquímica para a aldosterona sintase (CYP11B2), tem se mostrado uma ferramenta promissora nesse contexto. Entretanto, a utilidade dessa classificação para predizer desfechos clínicos e bioquímicos após adrenalectomia no HP unilateral permanece controversa. Objetivo: Correlacionar os achados histopatológicos de lesões adrenais produtoras de aldosterona, definidos pela positividade para CYP11B2, com os desfechos clínicos e bioquímicos após adrenalectomia em pacientes com HP unilateral. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte com 131 pacientes consecutivos com HP unilateral submetidos à adrenalectomia em um centro terciário. As lesões adrenais produtoras de aldosterona foram classificadas segundo o International Histopathology Consensus for Unilateral Primary Aldosteronism (HISTALDO). Os desfechos clínicos e bioquímicos foram avaliados entre 6 e 12 meses após a cirurgia, conforme os critérios do Primary Aldosteronism Surgery Outcome (PASO). Resultados: Histologia clássica e não clássica foram identificadas em 101 (77,1%) e 30 (22,9%) das adrenais, respectivamente. No grupo clássico, 89 casos foram classificados como adenomas produtores de aldosterona (APA, 1cm) e 12 como nódulos produtores de aldosterona (NPA, <1 cm). No grupo não clássico, 27 casos (90%) apresentavam múltiplos micronódulos produtores de aldosterona (MPA) e 3 casos (10%) múltiplos NPAs. Os pacientes com histologia clássica eram mais jovens (média de 48,5 vs. 53,6 anos, p = 0,028), predominantemente do sexo feminino (59,4% vs. 36,7%, p = 0,028), e apresentavam menor tempo de hipertensão antes do diagnóstico de HP (mediana de 10 [IIQ 522] vs. 18,5 [9,527] anos, p = 0,034). Os pacientes desse grupo também apresentavam formas mais graves da doença, com maior frequência de hipocalemia (90% vs. 56,7%, p < 0,001) e concentrações mais elevadas de aldosterona (mediana de 33,4 [IIQ 23,449,2] vs. 23,9 [15,835,4] ng/dL, p < 0,001). Sucesso bioquímico completo (97,0% vs. 69,0%, p < 0,001) e sucesso clínico completo (34,3% vs. 10,7%, p < 0,001) após a cirurgia foram significativamente mais frequentes no grupo com histologia clássica. Na análise multivariada, a histologia clássica manteve associação independente com sucesso bioquímico completo (p < 0,001) e sucesso clínico completo (p = 0,043). A ausência de hipertensão resistente (p < 0,001) e de diabetes mellitus (p = 0,017) também se associaram de forma independente ao sucesso clínico completo. Embora os NPAs apresentassem características morfológicas distintas dos APAs com menor quantidade de células claras e maior expressão de CYP11B2, não foram observadas diferenças significativas nos desfechos clínicos ou bioquímicos. Conclusão: A histologia clássica associou-se de forma independente a maior taxa de sucesso bioquímico e remissão da hipertensão em pacientes com HP unilateral submetidos a adrenalectomia. Esses resultados reforçam o valor prognóstico da classificação HISTALDO e sugerem que a integração de fatores pré-operatórios com os achados anatomopatológicos pode orientar estratégias de acompanhamento pós-operatório individualizadas. Além disso, a estratificação das lesões CYP11B2-positivas em APA versus NPA não discriminou os desfechos clínicos ou bioquímicos, embora esses subtipos histológicos possam decorrer de vias patogenéticas distintas. |
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