Efeitos do estresse de imobilização sobre as funções reprodutoras do rato macho púbere e adulto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1999
Autor(a) principal: Almeida, Simone Acrani de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-20032025-093313/
Resumo: O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos do estresse sobre a instalação da puberdade e os parâmetros reprodutivos de ratos machos adultos, analisando as alterações provocadas pela imobilização prolongada intermitente iniciada na pré-puberdade e prolongada até o início da puberdade e a idade adulta. Para isto, ratos machos pré-púberes foram imobilizados dentro de tubos de PVC (6 horas diárias) por períodos de 15 dias (sacrifício na puberdade) ou 60 dias (sacrifício na idade adulta). A condição de estresse foi comprovada pelo aumento das concentrações plasmáticas de ACTH, corticosterona e Prl. O estresse não alterou a concentração de FSH mas provocou diminuição significativa na concentração plasmática de LH. A concentração plasmática de testosterona foi diferente conforme a fase do desenvolvimento sexual: diminuiu nos ratos adultos (corroborando a maioria dos dados da literatura) mas elevou-se nos animais pré-púberes estressados; esta elevação foi discutida em termos de um possível aumento da estimulação simpática. Os ratos púberes estressados exibiram menor grau de maturação testicular, que não teve correlação direta com a alteração dos hormônios do eixo hipófise-testicular e foi discutida em termos de uma possível interferência com o controle parácrino da espermatogênese. Analisados quanto ao comportamento sexual, apresentaram maior freqüência de intromissões, sugestiva de maior motivação sexual e discutida em termos do aumento dos níveis plasmáticos de testosterona (observado nos ratos estressados) e do provável aumento de serotonina e catecolaminas (esperado em situações de estresse). Exibiram, no entanto, um atraso para iniciar o comportamento de cópula (aumento de latência para realização da primeira monta), provavelmente relacionado às repetidas experiências aversivas em que a mudança de ambiente vinha sempre acompanhada de imobilização. Na idade adulta, os ratos estressados apresentaram diminuição da produção de espermátides maduras e da densidade espermática, ocasionada, provavelmente, pela menor secreção de testosterona somada à menor quantidade de células de Sertoli. Cruzados com fêmeas normais, resultaram em uma progênie com maior taxa de perdas pré- e pós-implantação. A diminuição de fertilidade dos ratos estressados foi discutida em termos de distúrbios na maturação epididimária dos gametas, que é dependente de uma alta estimulação androgênica, garantida pela secreção de testosterona somada a secreção da androgen-binding protein (ABP) pelas células de Sertoli.
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A concentração plasmática de testosterona foi diferente conforme a fase do desenvolvimento sexual: diminuiu nos ratos adultos (corroborando a maioria dos dados da literatura) mas elevou-se nos animais pré-púberes estressados; esta elevação foi discutida em termos de um possível aumento da estimulação simpática. Os ratos púberes estressados exibiram menor grau de maturação testicular, que não teve correlação direta com a alteração dos hormônios do eixo hipófise-testicular e foi discutida em termos de uma possível interferência com o controle parácrino da espermatogênese. Analisados quanto ao comportamento sexual, apresentaram maior freqüência de intromissões, sugestiva de maior motivação sexual e discutida em termos do aumento dos níveis plasmáticos de testosterona (observado nos ratos estressados) e do provável aumento de serotonina e catecolaminas (esperado em situações de estresse). Exibiram, no entanto, um atraso para iniciar o comportamento de cópula (aumento de latência para realização da primeira monta), provavelmente relacionado às repetidas experiências aversivas em que a mudança de ambiente vinha sempre acompanhada de imobilização. Na idade adulta, os ratos estressados apresentaram diminuição da produção de espermátides maduras e da densidade espermática, ocasionada, provavelmente, pela menor secreção de testosterona somada à menor quantidade de células de Sertoli. Cruzados com fêmeas normais, resultaram em uma progênie com maior taxa de perdas pré- e pós-implantação. A diminuição de fertilidade dos ratos estressados foi discutida em termos de distúrbios na maturação epididimária dos gametas, que é dependente de uma alta estimulação androgênica, garantida pela secreção de testosterona somada a secreção da androgen-binding protein (ABP) pelas células de Sertoli.The objective of the present study was to investigate the effects of stress on the onset of puberty and on the reproductive parameters of adult male rats by determining the changes provoked by intermittent prolonged immobilization starting during pre-puberty and continuing until the beginning of puberty or of adulthood. Pre-pubertal male rats were immobilized inside PVC tubes for 6 hours a day for periods of 15 days (sacrifice at puberty) or 60 days (sacrifice during adulthood). The stress condition was confirmed by the increase in plasma ACTH, corticosterone and Prl concentrations. Stress did not change FSH concentration but significantly reduced plasma LH concentration. Plasma testosterone concentration differed according to sexual development phase: it was reduced in adult rats (confirming most of the data reported in the literature) but it increased in stressed pre-pubertal animals. This elevation is discussed in terms of a possible increase in sympathetic stimulation. Stressed pubertal rats exhibited a higher degree of testicular maturation which was not directly correlated with the changes in hormones of the pituitary-testicular axis and which is discussed in terms of a possible interference with the paracrine control of spermatogenesis. When examined for sexual behavior, these rats presented a higher frequency of intromissions suggestive of greater sexual motivation related to the increase in plasma testosterone levels. However, they exhibited a delayed copulation behavior (increased latency to first mount) attributed to the observed increase in PRL and to an assumed increase in CRH, noradrenaline and serotonin. During adulthood, stressed rats presented a decreased production of mature spermatids probably caused by a lower testosterone secretion added to a smaller amount of Sertoli cells. When mated with normal females, they exhibited reduced fertility (increased pre- and post-implantation losses) attributed to a possible disorder of gamete maturation due to insufficient androgenic stimulation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLamano, Teresa Lucia ColussiAlmeida, Simone Acrani de1999-09-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-20032025-093313/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-20T12:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-20032025-093313Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-20T12:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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