| Ano de defesa: | 2026 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-11052026-161003/ |
Resumo: | O objetivo geral desta Tese é avaliar a eficiência técnica (ET) da agropecuária brasileira, considerando-a por regiões e por categorias de produtores (familiares e não familiares) em 2017. Os objetivos específicos da tese são: (1) realizar uma análise da evolução histórica da formação do setor agropecuário brasileiro, buscando as raízes históricas da possível diferença, no século XXI, por categoria (agricultor familiar versus não familiar) e regional do nível tecnológico existente; (2) comparar os níveis de eficiência técnica da agricultura familiar e não familiar e suas diferenças estatísticas, para 2017, usando dados em nível dos municípios do Brasil, mediante o emprego da Análise Envoltória de Dados (DEA, em inglês) versus o emprego da Análise de Fronteira Estocástica (SFA, em inglês); (3) estimar a ET da agropecuária não familiar por tamanho de área e por município para o ano de 2017; e, (4) avaliar a distribuição espacial de clusters regionais da eficiência técnica em 2017, para a agricultura familiar versus agricultura não familiar. Para cumprir tais objetivos, foram empregadas as metodologias DEA e SFA, para a mensuração dos escores de ET; Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), para o cômputo do I de Moran e dos clusters de eficiência técnica; e Análise de Correspondência Múltipla (ACM), para a verificação das relações existentes entre os quintis de eficiência técnica, valores de produção agropecuária e região brasileira. Os dados utilizados foram coletados junto ao Censo Agropecuário de 2017 e considera-se o produtor médio representativo de cada município brasileiro. Os principais resultados da tese evidenciaram que: o processo histórico de formação econômica do Brasil e, em especial de sua agropecuária, bem como o favorecimento diferenciado de regiões e categoria de produtores agropecuários pelas políticas agrícolas, moldaram a situação atual de diferenças de desempenho e de produtividade da agropecuária entre regiões e entre categorias de produtores no país (Capítulo 1); os escores de ET obtidos pelos estabelecimentos agropecuários representativos dos municípios brasileiros e calculados sob a abordagem DEA foram inferiores àqueles estimados sob a abordagem SFA, sendo que o ordenamento dos municípios brasileiros quanto à eficiência técnica de seus produtores agropecuários e sua associação, medida via a ACM, com regiões e quintis de produção não são as mesmas quando usado DEA versus usar SFA no cômputo da eficiência técnica (Capítulo 2). O emprego desta última abordagem, para avaliar diferenças de ET entre estabelecimentos não familiares, no ano de 2017, mostra diferenças de ET entre os produtores não familiares, sendo que os com mais de 100 ha de área produtiva são menos eficientes do que aqueles com menores áreas (Capítulo 3). As estimativas realizadas nos capítulos 2 e 3 evidenciam os fatores determinantes da ineficiência técnica, em especial: o associativismo, a assistência técnica e a educação dos produtores. Para ambos os grupos de produtores (familiares e não familiares), a maior parte dos clusters alto-alto (AA) de ET entre os municípios brasileiros situa-se nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste apresentaram maior presença de clusters do tipo alto-baixo (AB) ou baixo-baixo (BB) de eficiência técnica entre seus municípios (Capítulo 4). Esses resultados permitem sugerir ao poder público uma maior atuação na orientação técnica dos agricultores, no estímulo à formação de cooperativas rurais, na expansão do acesso e melhoria da educação dos agricultores e no fortalecimento de serviços, em especial nas regiões evidenciadas com menor eficiência técnica no país, mas priorizando medidas que levem em conta as especificidades de cada região brasileira e de cada grupo de produtores, em vez de políticas de caráter genérico. |
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Diferenças por categoria (familiar versus não familiar) e por região da eficiência técnica na agropecuária brasileira em 2017Differences by category (family versus non-family) and by region in technical efficiency in Brazilian agriculture in 2017Oliveira, Renata Benicio deBacha, Carlos Jose CaetanoAgropecuáriaAnálise espacialEficiência técnicaFronteira estocásticaAgricultureSpatial analysisStochastic frontierTechnical efficiencyO objetivo geral desta Tese é avaliar a eficiência técnica (ET) da agropecuária brasileira, considerando-a por regiões e por categorias de produtores (familiares e não familiares) em 2017. Os objetivos específicos da tese são: (1) realizar uma análise da evolução histórica da formação do setor agropecuário brasileiro, buscando as raízes históricas da possível diferença, no século XXI, por categoria (agricultor familiar versus não familiar) e regional do nível tecnológico existente; (2) comparar os níveis de eficiência técnica da agricultura familiar e não familiar e suas diferenças estatísticas, para 2017, usando dados em nível dos municípios do Brasil, mediante o emprego da Análise Envoltória de Dados (DEA, em inglês) versus o emprego da Análise de Fronteira Estocástica (SFA, em inglês); (3) estimar a ET da agropecuária não familiar por tamanho de área e por município para o ano de 2017; e, (4) avaliar a distribuição espacial de clusters regionais da eficiência técnica em 2017, para a agricultura familiar versus agricultura não familiar. Para cumprir tais objetivos, foram empregadas as metodologias DEA e SFA, para a mensuração dos escores de ET; Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), para o cômputo do I de Moran e dos clusters de eficiência técnica; e Análise de Correspondência Múltipla (ACM), para a verificação das relações existentes entre os quintis de eficiência técnica, valores de produção agropecuária e região brasileira. Os dados utilizados foram coletados junto ao Censo Agropecuário de 2017 e considera-se o produtor médio representativo de cada município brasileiro. Os principais resultados da tese evidenciaram que: o processo histórico de formação econômica do Brasil e, em especial de sua agropecuária, bem como o favorecimento diferenciado de regiões e categoria de produtores agropecuários pelas políticas agrícolas, moldaram a situação atual de diferenças de desempenho e de produtividade da agropecuária entre regiões e entre categorias de produtores no país (Capítulo 1); os escores de ET obtidos pelos estabelecimentos agropecuários representativos dos municípios brasileiros e calculados sob a abordagem DEA foram inferiores àqueles estimados sob a abordagem SFA, sendo que o ordenamento dos municípios brasileiros quanto à eficiência técnica de seus produtores agropecuários e sua associação, medida via a ACM, com regiões e quintis de produção não são as mesmas quando usado DEA versus usar SFA no cômputo da eficiência técnica (Capítulo 2). O emprego desta última abordagem, para avaliar diferenças de ET entre estabelecimentos não familiares, no ano de 2017, mostra diferenças de ET entre os produtores não familiares, sendo que os com mais de 100 ha de área produtiva são menos eficientes do que aqueles com menores áreas (Capítulo 3). As estimativas realizadas nos capítulos 2 e 3 evidenciam os fatores determinantes da ineficiência técnica, em especial: o associativismo, a assistência técnica e a educação dos produtores. Para ambos os grupos de produtores (familiares e não familiares), a maior parte dos clusters alto-alto (AA) de ET entre os municípios brasileiros situa-se nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste apresentaram maior presença de clusters do tipo alto-baixo (AB) ou baixo-baixo (BB) de eficiência técnica entre seus municípios (Capítulo 4). Esses resultados permitem sugerir ao poder público uma maior atuação na orientação técnica dos agricultores, no estímulo à formação de cooperativas rurais, na expansão do acesso e melhoria da educação dos agricultores e no fortalecimento de serviços, em especial nas regiões evidenciadas com menor eficiência técnica no país, mas priorizando medidas que levem em conta as especificidades de cada região brasileira e de cada grupo de produtores, em vez de políticas de caráter genérico.This Doctoral thesis has the main purpose of evaluating the technical efficiency (TE) of Brazilian agriculture, considering regions and categories of producers (family and nonfamily) in 2017. The specific objectives of the thesis were: (1st) to conduct an analysis of the historical evolution of the formation of the Brazilian agricultural sector, looking over the historical roots of the possible differences, in the twenty-first century, by category (family versus non-family farmers) and by region, in the existing technological level; (2nd) to compare the levels of TE of family versus non-family agriculture and their statistical differences in 2017, using municipality-level data for Brazil, through the application of Data Envelopment Analysis (DEA) versus Stochastic Frontier Analysis (SFA); (3rd) to estimate the technical efficiency of non-family agriculture by farm size and by municipality for the year 2017; and (4th) to assess the spatial distribution of regional clusters of technical efficiency in 2017 for family versus non-family agriculture. To achieve these objectives, the following methodologies were employed: DEA and SFA for the measurement of TE scores; Exploratory Spatial Data Analysis (ESDA) for the computation of Morans I and technical efficiency clusters; and Multiple Correspondence Analysis (MCA) to verify the relationships between quintiles of technical efficiency, agricultural production values, and Brazilian regions. The data used were collected from the 2017 Agricultural Census and the representative average producer of each Brazilian municipality was considered. The main findings of the study showed that the historical process of Brazils economic formation, and particularly that of its agricultural sector, as well as the differentiated support given to regions and categories of agricultural producers by agricultural policies, shaped the current situation of differences in performance and productivity across regions and producer categories in the country (Chapter 1). The TE scores recorded by agricultural establishments representative of Brazilian municipalities under the DEA approach were lower than those estimated under the SFA approach (Chapter 2). Moreover, the ranking of Brazilian municipalities in terms of their producers´ technical efficiency as well as the association among technical efficiency, regions and production quintiles differ when using DEA versus SFA, according MCA results. The use of the latter approach to evaluate differences in TE among non-family establishments in 2017 shows differences in TE among non-family producers, with those operating more than 100 hectares of productive area being less efficient than those with smaller areas (Chapter 3). The estimates generated in Chapters 2 and 3 highlight the determinants of technical inefficiency, especially: affiliation with cooperatives, technical assistance, and producers schooling. For both groups of producers (family and non-family), most of the high-high (HH) clusters of TE among Brazilian municipalities are located in the South, Southeast, and Center-West regions. In contrast, the North and Northeast regions showed a greater presence of high-low (HL) or low-low (LL) clusters of technical efficiency among their municipalities (Chapter 4). The results obtained in the Thesis allow suggesting greater Government´s engagement in providing technical guidance to farmers, encouraging the formation of rural cooperatives, expanding access to and improving farmers education, and strengthening services, especially in regions identified as having lower technical efficiency in the country, while prioritizing measures that take into account the specificities of each Brazilian region and each group of producers, rather than generic policy approaches.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz2026-05-122026-05-12T14:17:02Z2026-03-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11132/tde-11052026-161003/10.11606/T.11.2026.tde-11052026-161003tde-11052026-161003Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPDoutoradodoctoralUniversidade de São PauloBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-12T14:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)falseoai:teses.usp.br:tde-11052026-161003 |
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O objetivo geral desta Tese é avaliar a eficiência técnica (ET) da agropecuária brasileira, considerando-a por regiões e por categorias de produtores (familiares e não familiares) em 2017. Os objetivos específicos da tese são: (1) realizar uma análise da evolução histórica da formação do setor agropecuário brasileiro, buscando as raízes históricas da possível diferença, no século XXI, por categoria (agricultor familiar versus não familiar) e regional do nível tecnológico existente; (2) comparar os níveis de eficiência técnica da agricultura familiar e não familiar e suas diferenças estatísticas, para 2017, usando dados em nível dos municípios do Brasil, mediante o emprego da Análise Envoltória de Dados (DEA, em inglês) versus o emprego da Análise de Fronteira Estocástica (SFA, em inglês); (3) estimar a ET da agropecuária não familiar por tamanho de área e por município para o ano de 2017; e, (4) avaliar a distribuição espacial de clusters regionais da eficiência técnica em 2017, para a agricultura familiar versus agricultura não familiar. Para cumprir tais objetivos, foram empregadas as metodologias DEA e SFA, para a mensuração dos escores de ET; Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), para o cômputo do I de Moran e dos clusters de eficiência técnica; e Análise de Correspondência Múltipla (ACM), para a verificação das relações existentes entre os quintis de eficiência técnica, valores de produção agropecuária e região brasileira. Os dados utilizados foram coletados junto ao Censo Agropecuário de 2017 e considera-se o produtor médio representativo de cada município brasileiro. Os principais resultados da tese evidenciaram que: o processo histórico de formação econômica do Brasil e, em especial de sua agropecuária, bem como o favorecimento diferenciado de regiões e categoria de produtores agropecuários pelas políticas agrícolas, moldaram a situação atual de diferenças de desempenho e de produtividade da agropecuária entre regiões e entre categorias de produtores no país (Capítulo 1); os escores de ET obtidos pelos estabelecimentos agropecuários representativos dos municípios brasileiros e calculados sob a abordagem DEA foram inferiores àqueles estimados sob a abordagem SFA, sendo que o ordenamento dos municípios brasileiros quanto à eficiência técnica de seus produtores agropecuários e sua associação, medida via a ACM, com regiões e quintis de produção não são as mesmas quando usado DEA versus usar SFA no cômputo da eficiência técnica (Capítulo 2). O emprego desta última abordagem, para avaliar diferenças de ET entre estabelecimentos não familiares, no ano de 2017, mostra diferenças de ET entre os produtores não familiares, sendo que os com mais de 100 ha de área produtiva são menos eficientes do que aqueles com menores áreas (Capítulo 3). As estimativas realizadas nos capítulos 2 e 3 evidenciam os fatores determinantes da ineficiência técnica, em especial: o associativismo, a assistência técnica e a educação dos produtores. Para ambos os grupos de produtores (familiares e não familiares), a maior parte dos clusters alto-alto (AA) de ET entre os municípios brasileiros situa-se nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste apresentaram maior presença de clusters do tipo alto-baixo (AB) ou baixo-baixo (BB) de eficiência técnica entre seus municípios (Capítulo 4). Esses resultados permitem sugerir ao poder público uma maior atuação na orientação técnica dos agricultores, no estímulo à formação de cooperativas rurais, na expansão do acesso e melhoria da educação dos agricultores e no fortalecimento de serviços, em especial nas regiões evidenciadas com menor eficiência técnica no país, mas priorizando medidas que levem em conta as especificidades de cada região brasileira e de cada grupo de produtores, em vez de políticas de caráter genérico. |
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