Predição de eventos adversos perinatais por testes de avaliação de bem-estar fetal em mulheres com hiperglicemia
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-20022025-112023/ |
Resumo: | Introdução: Hiperglicemia é a condição metabólica mais prevalente na gestação e está associada ao risco de eventos adversos maternos e perinatais. Avaliação do bem-estar fetal visa reduzir o risco óbitos perinatais, porém não há consenso na literatura quanto ao melhor protocolo em mulheres com hiperglicemia. Objetivos: Predição de eventos adversos perinatais por testes de avaliação de bemestar fetal de mulheres com hiperglicemia na gestação em serviço terciário. Casuística e métodos: Estudo de caso controle baseado na análise de prontuários de gestantes com diagnóstico de hiperglicemia na gestação e de seus respectivos recém-nascidos, acompanhadas durante o pré-natal no Ambulatório de Endocrinopatias em Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo no período de 01 de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021 e que foram submetidas a resolução da gestação nesta instituição. A análise proposta comparou as pacientes com algum evento adverso perinatal com aquelas cuja evolução foi sem complicações. A ocorrência e o tipo de eventos adversos perinatais das pacientes foram correlacionados com parâmetros cardiotocográficos e ultrassonográficos. Resultados: Foram analisados prontuários de 382 gestantes com hiperglicemia na gestação. Parâmetros tanto do último exame ultrassonográfico de pré-natal (idade gestacional, percentil da circunferência abdominal fetal, índice de líquido amniótico, maior bolsão de líquido amniótico, índice de pulsatilidade da artéria umbilical) como do exame ultrassonográfico da admissão para parto (idade gestacional, perfil biofísico fetal, valor em gramas e percentil do peso fetal estimado, índice de líquido amniótico, maior bolsão de líquido amniótico, percentil da relação cérebro-placentária), além da cardiotocografia intraparto alterada apresentaram relação com a ocorrência de eventos adversos perinatais. Porém, na análise multivariada, não foi possível definir fatores preditores de eventos adversos perinatais em mulheres com hiperglicemia na gestação nos testes de avaliação de bem-estar fetal no presente estudo. Conclusão: Na análise multivariada, não foi possível definir fatores preditores de eventos adversos perinatais em mulheres com hiperglicemia na gestação nos testes de avaliação de bem-estar fetal no presente estudo. Sugere-se que mais pesquisas sobre parâmetros de avaliação de vitalidade fetal para predição de eventos perinatais adversos em gestações complicadas pela hiperglicemia sejam realizadas. |
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Predição de eventos adversos perinatais por testes de avaliação de bem-estar fetal em mulheres com hiperglicemiaPrediction of perinatal adverse events by fetal well-being assessment tests in women with hyperglycemiaBem-estar fetalBiometria FetalFetal biometryFetal morphologyFetal vitalityFetal well-beingGestaçãoHiperglicemiaHyperglycemiaMorfologia fetalPregnancyVitalidade fetalIntrodução: Hiperglicemia é a condição metabólica mais prevalente na gestação e está associada ao risco de eventos adversos maternos e perinatais. Avaliação do bem-estar fetal visa reduzir o risco óbitos perinatais, porém não há consenso na literatura quanto ao melhor protocolo em mulheres com hiperglicemia. Objetivos: Predição de eventos adversos perinatais por testes de avaliação de bemestar fetal de mulheres com hiperglicemia na gestação em serviço terciário. Casuística e métodos: Estudo de caso controle baseado na análise de prontuários de gestantes com diagnóstico de hiperglicemia na gestação e de seus respectivos recém-nascidos, acompanhadas durante o pré-natal no Ambulatório de Endocrinopatias em Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo no período de 01 de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021 e que foram submetidas a resolução da gestação nesta instituição. A análise proposta comparou as pacientes com algum evento adverso perinatal com aquelas cuja evolução foi sem complicações. A ocorrência e o tipo de eventos adversos perinatais das pacientes foram correlacionados com parâmetros cardiotocográficos e ultrassonográficos. Resultados: Foram analisados prontuários de 382 gestantes com hiperglicemia na gestação. Parâmetros tanto do último exame ultrassonográfico de pré-natal (idade gestacional, percentil da circunferência abdominal fetal, índice de líquido amniótico, maior bolsão de líquido amniótico, índice de pulsatilidade da artéria umbilical) como do exame ultrassonográfico da admissão para parto (idade gestacional, perfil biofísico fetal, valor em gramas e percentil do peso fetal estimado, índice de líquido amniótico, maior bolsão de líquido amniótico, percentil da relação cérebro-placentária), além da cardiotocografia intraparto alterada apresentaram relação com a ocorrência de eventos adversos perinatais. Porém, na análise multivariada, não foi possível definir fatores preditores de eventos adversos perinatais em mulheres com hiperglicemia na gestação nos testes de avaliação de bem-estar fetal no presente estudo. Conclusão: Na análise multivariada, não foi possível definir fatores preditores de eventos adversos perinatais em mulheres com hiperglicemia na gestação nos testes de avaliação de bem-estar fetal no presente estudo. Sugere-se que mais pesquisas sobre parâmetros de avaliação de vitalidade fetal para predição de eventos perinatais adversos em gestações complicadas pela hiperglicemia sejam realizadas.Introduction: Hyperglycemia is the most prevalent metabolic condition during pregnancy and is directly associated with adverse maternal and perinatal events. The assessment of fetal well-being aims to reduce the risk of perinatal deaths; however, there is no consensus in the literature regarding the best protocol for women with hyperglycemia. Aim: To predict adverse perinatal events through fetal well-being assessment tests in women with hyperglycemia during pregnancy at a tertiary care center. Methods: This case-control study is based on the analysis of medical records of pregnant women diagnosed with hyperglycemia during pregnancy and their respective newborns. They were monitored during prenatal care at the Endocrinopathies in Obstetrics Outpatient Clinic of the Clinical Hospital of the Faculty of Medicine of Ribeirão Preto, University of São Paulo between January 1, 2020, and December 31, 2021, and underwent delivery at this institution. The proposed analysis compared patients with some perinatal adverse event with those whose pregnancy progressed without complications. The occurrence and type of perinatal adverse events in patients diagnosed with hyperglycemia during pregnancy were correlated with the results of cardiotocography and ultrasound. Results: Results: Medical records of 382 pregnant women with hyperglycemia during pregnancy were analyzed. Parameters from the last prenatal ultrasound examination (gestational age, fetal abdominal circumference percentile, amniotic fluid index, largest amniotic fluid pocket, umbilical artery pulsatility index) and from the ultrasound examination at admission for delivery (gestational age, fetal biophysical profile, value in grams and percentile of estimated fetal weight, amniotic fluid index, largest amniotic fluid pocket, percentile of the cerebroplacental ratio), in addition to altered intrapartum cardiotocography, were related to the occurrence of perinatal adverse events. However, in the multivariate analysis, it was not possible to define predictors of perinatal adverse events in women with hyperglycemia during pregnancy in the fetal well-being assessment tests in the present study. Conclusion: In the multivariate analysis, it was not possible to define predictors of adverse perinatal events in women with hyperglycemia during pregnancy in the fetal well-being assessment tests in the present study. It is suggested that further research on fetal well-being assessment parameters for predicting adverse perinatal events in pregnancies complicated by hyperglycemia be carried out.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoisés, Elaine Christine DantasMacedo, Ana Caroline Ferreira2024-10-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-20022025-112023/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-17T19:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-20022025-112023Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-17T19:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Hiperglicemia é a condição metabólica mais prevalente na gestação e está associada ao risco de eventos adversos maternos e perinatais. Avaliação do bem-estar fetal visa reduzir o risco óbitos perinatais, porém não há consenso na literatura quanto ao melhor protocolo em mulheres com hiperglicemia. Objetivos: Predição de eventos adversos perinatais por testes de avaliação de bemestar fetal de mulheres com hiperglicemia na gestação em serviço terciário. Casuística e métodos: Estudo de caso controle baseado na análise de prontuários de gestantes com diagnóstico de hiperglicemia na gestação e de seus respectivos recém-nascidos, acompanhadas durante o pré-natal no Ambulatório de Endocrinopatias em Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo no período de 01 de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021 e que foram submetidas a resolução da gestação nesta instituição. A análise proposta comparou as pacientes com algum evento adverso perinatal com aquelas cuja evolução foi sem complicações. A ocorrência e o tipo de eventos adversos perinatais das pacientes foram correlacionados com parâmetros cardiotocográficos e ultrassonográficos. Resultados: Foram analisados prontuários de 382 gestantes com hiperglicemia na gestação. Parâmetros tanto do último exame ultrassonográfico de pré-natal (idade gestacional, percentil da circunferência abdominal fetal, índice de líquido amniótico, maior bolsão de líquido amniótico, índice de pulsatilidade da artéria umbilical) como do exame ultrassonográfico da admissão para parto (idade gestacional, perfil biofísico fetal, valor em gramas e percentil do peso fetal estimado, índice de líquido amniótico, maior bolsão de líquido amniótico, percentil da relação cérebro-placentária), além da cardiotocografia intraparto alterada apresentaram relação com a ocorrência de eventos adversos perinatais. Porém, na análise multivariada, não foi possível definir fatores preditores de eventos adversos perinatais em mulheres com hiperglicemia na gestação nos testes de avaliação de bem-estar fetal no presente estudo. Conclusão: Na análise multivariada, não foi possível definir fatores preditores de eventos adversos perinatais em mulheres com hiperglicemia na gestação nos testes de avaliação de bem-estar fetal no presente estudo. Sugere-se que mais pesquisas sobre parâmetros de avaliação de vitalidade fetal para predição de eventos perinatais adversos em gestações complicadas pela hiperglicemia sejam realizadas. |
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