Não-binariedade, organizações e sociedade: análise da literatura, teorização e proposição de uma categoria analítica crítica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Galvão, Akira Aikyo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-16032026-144810/
Resumo: Esta tese investiga a não-binariedade como fenômeno social, político e epistemológico, articulando organizações, dispositivos de poder e violência de gênero. Está organizada em três artigos interrelacionados, em um fio condutor que se aprofunda no estudo da não-binariedade, que vão da análise do indivíduo, às organizações e às estruturas sociais amplas. O primeiro artigo apresenta revisão integrativa da literatura sobre pessoas não-binárias no mercado de trabalho, evidenciando a marginalização estrutural perpetuada por práticas organizacionais cisnormativas. O segundo artigo propõe o conceito de dispositivo de gênero na perspectiva foucaultiana, argumentando que organizações co-produzem cisnormatividade mediante estratégias de exclusão e assimilação. Introduz-se o conceito de insurgênero como categoria analítica e política para desestabilizar tanto a matriz cisbinária quanto os modos regulados de inclusão. O terceiro artigo opera o deslocamento epistemológico da não-binariedade, do campo da identidade para a categoria analítica da violência de gênero, articulando os conceitos adornianos de falsa projeção e não-idêntico. Argumenta-se que a existência não-binária opera como má consciência para sujeitos cuja identidade se ancora na suposta naturalidade do binarismo, produzindo violência como mecanismo projetivo. A tese contribui aos estudos organizacionais críticos ao evidenciar como dispositivos de gênero regulam subjetividades e delimitam os contornos da existência possível nas organizações, propondo ferramentas teóricas para análise da violência estrutural contra dissidências de gênero.
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