Artes plásticas e cultura de massas na Alemanha da República de Weimar (1918-1933)
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27160/tde-09042026-094432/ |
Resumo: | Esta pesquisa busca analisar o panorama das artes plásticas na Alemanha da República de Weimar (1918-1933) a partir de suas interrelações com a esfera da cultura de massas, em geral, e as revistas ilustradas, mais especificamente. Tal abordagem parte da hipótese de que a lida com aquele domínio corresponde a um componente, àquela altura, incontornável, em função da prevalência com que ele se fixara em todo o cenário alemão e busca, portanto, verificar como a prática artística do período responde às pressões instauradas por aquele campo. Para tanto, escolheu-se analisar a obra de três artistas alemães: George Grosz, Hannah Höch e Christian Schad. No primeiro capítulo, examinaremos os desenhos caricaturais de Grosz produzidos ao longo da República de Weimar, com foco na inflexão de estilo que sua obra assinala no início da década de 1920. Descreveremos como a adesão a uma fisionomia mais simples e clara responde aos propósitos do artista em mobilizar o regime de circulação de imagens em nome de princípios revolucionários. Será explorado, ainda, o papel que o dadaísmo berlinense e o ideário da Rússia revolucionária exercem na constituição da arte proletário-revolucionária de Grosz. O segundo capítulo é dedicado às montagens de Höch, também analisadas a partir da mudança de fisionomia que elas descrevem no começo dos anos 1920, considerando os vínculos estabelecidos entre o seu trabalho e o construtivismo russo. Abordaremos, ainda, a montagem como um expediente típico da arte de Weimar, explorando seus múltiplos sentidos e as disputas que a técnica engendra em território alemão. Serão apresentadas as ambivalências produtivas que a obra da artista descreve, sobretudo o modo como ela mobiliza o par reprodutibilidade e materialidade em suas imagens. No último capítulo, analisaremos a obra de Schad dos anos 1920, contemplando sua passagem pela Itália e o modo como o meio artístico do país informa sua produção. Tentaremos argumentar que sua transferência para Berlim, em 1927, implica uma reorientação de suas pinturas, que passam a internalizar o regime de circulação de imagens em uma cultura de massas, com destaque para as ambiguidades que esse processo revela, em relação tanto à modernidade alemã quanto à representação descontínua que ela assume nessa obra. Igualmente, abordaremos como a noção de neue Sachlichkeit se constitui e cristaliza no cenário alemão, seus compromisso ideológicos e desdobramentos para a compreensão da obra de Schad e outros artistas. Finalmente, pretendemos sugerir que a arte alemã da República de Weimar constitui uma faceta do realismo em pleno século XX, determinada pela mediação exercida pelos domínios da técnica e da cultura de massas. |
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Artes plásticas e cultura de massas na Alemanha da República de Weimar (1918-1933)-Arte Moderna AlemãCaricaturaCaricatureGerman Modern ArtMontageMontagemPaintingPinturaRepública de WeimarWeimar RepublicEsta pesquisa busca analisar o panorama das artes plásticas na Alemanha da República de Weimar (1918-1933) a partir de suas interrelações com a esfera da cultura de massas, em geral, e as revistas ilustradas, mais especificamente. Tal abordagem parte da hipótese de que a lida com aquele domínio corresponde a um componente, àquela altura, incontornável, em função da prevalência com que ele se fixara em todo o cenário alemão e busca, portanto, verificar como a prática artística do período responde às pressões instauradas por aquele campo. Para tanto, escolheu-se analisar a obra de três artistas alemães: George Grosz, Hannah Höch e Christian Schad. No primeiro capítulo, examinaremos os desenhos caricaturais de Grosz produzidos ao longo da República de Weimar, com foco na inflexão de estilo que sua obra assinala no início da década de 1920. Descreveremos como a adesão a uma fisionomia mais simples e clara responde aos propósitos do artista em mobilizar o regime de circulação de imagens em nome de princípios revolucionários. Será explorado, ainda, o papel que o dadaísmo berlinense e o ideário da Rússia revolucionária exercem na constituição da arte proletário-revolucionária de Grosz. O segundo capítulo é dedicado às montagens de Höch, também analisadas a partir da mudança de fisionomia que elas descrevem no começo dos anos 1920, considerando os vínculos estabelecidos entre o seu trabalho e o construtivismo russo. Abordaremos, ainda, a montagem como um expediente típico da arte de Weimar, explorando seus múltiplos sentidos e as disputas que a técnica engendra em território alemão. Serão apresentadas as ambivalências produtivas que a obra da artista descreve, sobretudo o modo como ela mobiliza o par reprodutibilidade e materialidade em suas imagens. No último capítulo, analisaremos a obra de Schad dos anos 1920, contemplando sua passagem pela Itália e o modo como o meio artístico do país informa sua produção. Tentaremos argumentar que sua transferência para Berlim, em 1927, implica uma reorientação de suas pinturas, que passam a internalizar o regime de circulação de imagens em uma cultura de massas, com destaque para as ambiguidades que esse processo revela, em relação tanto à modernidade alemã quanto à representação descontínua que ela assume nessa obra. Igualmente, abordaremos como a noção de neue Sachlichkeit se constitui e cristaliza no cenário alemão, seus compromisso ideológicos e desdobramentos para a compreensão da obra de Schad e outros artistas. Finalmente, pretendemos sugerir que a arte alemã da República de Weimar constitui uma faceta do realismo em pleno século XX, determinada pela mediação exercida pelos domínios da técnica e da cultura de massas.The purpose of this research is to examine the visual arts in Germany during the Weimar Republic (1918-1933) from its interrelations with the sphere of mass culture, in general, and the illustrated press, in particular. This approach stems from the hypothesis that handling with that domain had become, by that time, inevitable due to its prevalence in the German scenario. Therefore, it seeks to verify in which ways the artistic practice of that period addresses pressures established by that field. For that purpose, the work of three German artists will be analyzed: George Grosz, Hannah Höch, and Christian Schad. In the first chapter, we will examine caricatural drawings by Grosz produced throughout the Weimar Republic, focusing on the stylistic turning point that they describe at the beginning of the 1920s. It will be signaled how the adherence to a simple and clear physiognomy derives from the artists intentions to mobilize the regime of circulation of images in the name of revolutionary principles. It will also be considered the role played by Berlin dadaism and revolutionary Russia in the creation of Groszs proletarian-revolutionary art. The second chapter is dedicated to Höchs montages, also analyzed from the physiognomy change that they describe by the beginning of the 1920s, considering the ties between her work and Russian constructivism. Montage will also be explored as a technic typical from the art of Weimar and addressed from its multiple meanings and the disputes it engenders in German territory. It will also be presented the productive ambivalences of her work, mainly the ways in which she handles the pair reproducibility and materiality in her images. In the final chapter, it will be analyzed the work of Schad from the 1920s, contemplating his stay in Italy and the ways in which the countrys artistic environment informs his work. We will try to show how his moving to Berlin in 1927 entails a reorientation in his paintings, which begin to internalize the dynamics of circulation of images in mass culture, with focus on the ambiguities this process revealswhich refer both to German modernity and its discontinuous representation in his work. In the same way, the notion of neue Sachlichkeit will be addressed considering its constitution and consolidation in German scenario, its ideological commitments and implications to the comprehension of the work of Schad and other artists. Finally, it will be suggested that German art during the Weimar Republic corresponds to a facet of realism in the 20th century, which is determined by the mediation of the fields of technic and mass culture.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGoldberg, Sonia SalzsteinRivetti, Lara Cristina Casares2026-02-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27160/tde-09042026-094432/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-13T11:46:02Zoai:teses.usp.br:tde-09042026-094432Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-13T11:46:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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