Efeito do metotrexato carreado por nanoemulsão lipídica no remodelamento ventricular esquerdo pós infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ferrari, Aline Gehlen
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-07102025-112226/
Resumo: Introdução: A inflamação desempenha um papel central na fisiopatologia do infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSSST) contribuindo para maior tamanho do infarto e pior remodelamento ventricular esquerdo (RVE). O metotrexato (MTX) é um potente anti-inflamatório com potencial benefício no tratamento do IAMCSSST. Estudos experimentais sugerem que uma formulação de MTX incorporada em nanoemulsão lipídica (LDE-MTX) poderia ser benéfica e segura neste contexto. Objetivos: Avaliar a eficácia e a segurança do LDE-MTX em pacientes com IAMCSSST. Métodos: Estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e prova de conceito. Os pacientes foram randomizados 4±2 dias após o primeiro IAMCSSST de parede anterior para receber LDE-MTX (40mg/m2 em infusão intravenosa) ou LDE-Placebo semanalmente por 6 semanas. O desfecho primário de eficácia foi o volume diastólico final do ventrículo esquerdo (VDFVE) analisado por ressonância magnética cardíaca 90±7 dias após a randomização. Os desfechos secundários de eficácia incluíram análises de outros parâmetros de RVE e tamanho do infarto. Os principais desfechos de segurança foram eventos adversos graves, toxicidade hematológica, renal e hepática. Resultados: Devido à pandemia de COVID- 19, o estudo foi interrompido precocemente, com 32 pacientes randomizados completando o protocolo (15 no grupo LDE-placebo, 17 no grupo LDE-MTX). Aos 90 dias, não houve diferença no VDFVE entre os grupos (LDE-Placebo 163,93 ± 62,52 vs LDE-MTX 158,19 ± 40,55, p=0,408). Dentre os desfechos secundários préespecificados, notou-se aparente redução do tamanho do infarto (% do VE) a favor do grupo LDE-MTX [-2,61 (-6,46; 0,12) vs -6,40 (-13,22; -3,86), p=0,030]. O LDE-MTX foi bem tolerado e não houve diferenças nos parâmetros de segurança entre os grupos. Conclusões: Em pacientes com IAMCSSST, o LDE-MTX parece ser seguro, mas não influenciou o VDFVE e outros parâmetros de RVE, embora aparentemente tenha reduzido o tamanho do infarto aos 90 dias pós-infarto. Esses resultados geradores de hipóteses apoiam futura a investigação de uma abordagem inovadora de nanomedicina para IAMCSSST em ensaios clínicos maiores.
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Objetivos: Avaliar a eficácia e a segurança do LDE-MTX em pacientes com IAMCSSST. Métodos: Estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e prova de conceito. Os pacientes foram randomizados 4±2 dias após o primeiro IAMCSSST de parede anterior para receber LDE-MTX (40mg/m2 em infusão intravenosa) ou LDE-Placebo semanalmente por 6 semanas. O desfecho primário de eficácia foi o volume diastólico final do ventrículo esquerdo (VDFVE) analisado por ressonância magnética cardíaca 90±7 dias após a randomização. Os desfechos secundários de eficácia incluíram análises de outros parâmetros de RVE e tamanho do infarto. Os principais desfechos de segurança foram eventos adversos graves, toxicidade hematológica, renal e hepática. Resultados: Devido à pandemia de COVID- 19, o estudo foi interrompido precocemente, com 32 pacientes randomizados completando o protocolo (15 no grupo LDE-placebo, 17 no grupo LDE-MTX). Aos 90 dias, não houve diferença no VDFVE entre os grupos (LDE-Placebo 163,93 ± 62,52 vs LDE-MTX 158,19 ± 40,55, p=0,408). Dentre os desfechos secundários préespecificados, notou-se aparente redução do tamanho do infarto (% do VE) a favor do grupo LDE-MTX [-2,61 (-6,46; 0,12) vs -6,40 (-13,22; -3,86), p=0,030]. O LDE-MTX foi bem tolerado e não houve diferenças nos parâmetros de segurança entre os grupos. Conclusões: Em pacientes com IAMCSSST, o LDE-MTX parece ser seguro, mas não influenciou o VDFVE e outros parâmetros de RVE, embora aparentemente tenha reduzido o tamanho do infarto aos 90 dias pós-infarto. Esses resultados geradores de hipóteses apoiam futura a investigação de uma abordagem inovadora de nanomedicina para IAMCSSST em ensaios clínicos maiores.Background: Inflammation plays a central role in the pathophysiology of ST-elevation myocardial infarction (STEMI), contributing to greater infarct size (IS) and left ventricular remodeling (LVR). Methotrexate (MTX) is a potent anti-inflammatory drug with a potential benefit in the treatment of STEMI. Experimental studies suggested that a formulation of MTX incorporated into lipid nanoemulsion (LDE-MTX), could be beneficial and safe. Objectives: To evaluate the efficacy and safety of LDE-MTX in patients with STEMI. Methods: Randomized, double-blinded, placebo-controlled, proof of concept study. Patients were randomized 4±2 days after first anterior STEMI to receive LDE-MTX (40 mg/m2 intravenous infusion) or LDE-placebo weekly for 6 weeks. The primary efficacy endpoint was left ventricle end-diastolic volume (LVEDV) analyzed by cardiac magnetic resonance at 90±7 days after randomization. Main secondary endpoints were other LVR parameters and IS. Main safety endpoints were serious adverse events and toxicity (hematological, renal and hepatic). Results: Due to the COVID-19 pandemic, the study was stopped prematurely, with 32 randomized patients (15 LDE-placebo, 17 LDE-MTX) completing the protocol. At 90 days there was no difference in LVEDV between groups (LDE-Placebo 163,93 ± 62,52 vs LDE-MTX 158,19 ± 40,55, p=0,408). Amongst other secondary endpoints, there appeared to be a greater reduction of IS (% of LV) in favor of the LDE-MTX LDE-MTX [-2,61 (-6,46; 0,12) vs -6,40 (-13,22; -3,86), p=0,030]. LDE-MTX was well tolerated and there were no differences between groups regarding safety endpoints. Conclusions: In patients with STEMI, LDE-MTX appears to be safe but did not influence LVEDV and other LVR parameters, although it possibly reduced infarct size at 90 days. These hypothesisgenerating results support continued investigation of a novel nanomedicine approach to STEMI in larger trials.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNicolau, José CarlosFerrari, Aline Gehlen2025-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-07102025-112226/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-07T14:54:01Zoai:teses.usp.br:tde-07102025-112226Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-07T14:54:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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