Acordo de não persecução cível: poder regulamentar do Ministério Público
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-14112024-101828/ |
Resumo: | A presente dissertação trata do poder regulamentar do Ministério Público no âmbito da celebração dos acordos de não persecução cível previstos na Lei n. 8.429/1992. O trabalho é dividido em três capítulos. No primeiro capítulo, sem qualquer pretensão exaustiva, investiga-se o modelo contemporâneo de atuação do Ministério Público, com ênfase na sua construção histórica para o modelo de atuação democrático e resolutivo, sendo o Conselho Nacional do Ministério Público o órgão instrumentalizador do seu modelo contemporâneo. O primeiro capítulo se encerra com a introdução da relação do modelo democrático resolutivo do Ministério Público com a ação de improbidade administrativa. O segundo capítulo aborda especificamente a atuação do Ministério Público nas ações de improbidade administrativa, identificando-se a gênese da Lei n. 8.429/1992 e a expressa vedação de instrumentos autocompositivos na tutela da probidade administrativa, a qual sofreu transformações para possibilitar a atuação consensual do Ministério Público, com o consequente advento do acordo de não persecução cível. Ao final do capítulo é apresentada a atuação concreta do Conselho Nacional do Ministério Público para instrumentalizar o modelo contemporâneo do Ministério Público na tutela da probidade administrativa. O terceiro capítulo aborda o acordo de não persecução cível e o poder regulamentar do Ministério Público, iniciando-se pela estrutura regimental para a regulamentação desse instrumento consensual. Na sequência, investigam-se os parâmetros que antecedem a negociação do acordo e a moldura essencial para a sua celebração. O conteúdo sancionador do acordo de não persecução cível é apresentado na sequência, com ênfase nas sanções presentes nos atos regulamentares do acordo de não persecução cível emitidos pelos diferentes ramos do Ministério Público. O terceiro capítulo também apresenta os diferentes tipos de acordo de não persecução cível, de pura reprimenda e de colaboração, além de estudar, sem pretensão de exaurir o tema, a independência funcional do membro do Ministério Público e a transparência dos acordos celebrados. Ao final, são apresentadas conclusões a respeito do poder normativo do Ministério Público, autonomia institucional e independência funcional de seus membros e a necessidade de uniformização de elementos negociáveis e a instituição de metodologia de negociação e de transparência dos acordos de não persecução cível celebrados a fim de conferir segurança jurídica ao instrumento. |
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Acordo de não persecução cível: poder regulamentar do Ministério PúblicoCivil non-prosecution agreement: regulatory power of the Public Prosecutor\'s OfficeAcordo de não persecução cívelAdministrative improbityCivil non-prosecution agreementConselho Nacional do Ministério PúblicoImprobidade administrativaMinistério PúblicoNational Council of the Public Prosecutor's OfficePoder regulamentarPublic Prosecutor's OfficeRegulatory powerA presente dissertação trata do poder regulamentar do Ministério Público no âmbito da celebração dos acordos de não persecução cível previstos na Lei n. 8.429/1992. O trabalho é dividido em três capítulos. No primeiro capítulo, sem qualquer pretensão exaustiva, investiga-se o modelo contemporâneo de atuação do Ministério Público, com ênfase na sua construção histórica para o modelo de atuação democrático e resolutivo, sendo o Conselho Nacional do Ministério Público o órgão instrumentalizador do seu modelo contemporâneo. O primeiro capítulo se encerra com a introdução da relação do modelo democrático resolutivo do Ministério Público com a ação de improbidade administrativa. O segundo capítulo aborda especificamente a atuação do Ministério Público nas ações de improbidade administrativa, identificando-se a gênese da Lei n. 8.429/1992 e a expressa vedação de instrumentos autocompositivos na tutela da probidade administrativa, a qual sofreu transformações para possibilitar a atuação consensual do Ministério Público, com o consequente advento do acordo de não persecução cível. Ao final do capítulo é apresentada a atuação concreta do Conselho Nacional do Ministério Público para instrumentalizar o modelo contemporâneo do Ministério Público na tutela da probidade administrativa. O terceiro capítulo aborda o acordo de não persecução cível e o poder regulamentar do Ministério Público, iniciando-se pela estrutura regimental para a regulamentação desse instrumento consensual. Na sequência, investigam-se os parâmetros que antecedem a negociação do acordo e a moldura essencial para a sua celebração. O conteúdo sancionador do acordo de não persecução cível é apresentado na sequência, com ênfase nas sanções presentes nos atos regulamentares do acordo de não persecução cível emitidos pelos diferentes ramos do Ministério Público. O terceiro capítulo também apresenta os diferentes tipos de acordo de não persecução cível, de pura reprimenda e de colaboração, além de estudar, sem pretensão de exaurir o tema, a independência funcional do membro do Ministério Público e a transparência dos acordos celebrados. Ao final, são apresentadas conclusões a respeito do poder normativo do Ministério Público, autonomia institucional e independência funcional de seus membros e a necessidade de uniformização de elementos negociáveis e a instituição de metodologia de negociação e de transparência dos acordos de não persecução cível celebrados a fim de conferir segurança jurídica ao instrumento.This dissertation deals with the regulatory power of the Public Prosecutor\'s Office in the context of the conclusion of agreements not to prosecute under Law 8.429/1992. The work is divided into three chapters. The first chapter, without claiming to be exhaustive, investigates the contemporary model of action of the Public Prosecutor\'s Office, with an emphasis on its historical construction towards a democratic and resolutive model of action, with the National Council of the Public Prosecutor\'s Office being the instrumentalizing body of its contemporary model. The first chapter closes by introducing the relationship between the Public Prosecutor\'s resolutive democratic model and administrative improbity actions. The second chapter deals specifically with the role of the Public Prosecutor\'s Office in administrative improbity actions, identifying the genesis of Law 8.429/1992 and the express prohibition of self-compositional instruments in the protection of administrative probity, which underwent transformations to enable the consensual role of the Public Prosecutor\'s Office, with the consequent advent of the civil non-prosecution agreement. At the end of the chapter, the concrete action of the National Council of the Public Prosecutor\'s Office to instrumentalize the contemporary model of the Public Prosecutor\'s Office in the protection of administrative probity is presented. The third chapter deals with the civil non-prosecution agreement and the regulatory power of the Public Prosecutor\'s Office, starting with the regulatory structure for this consensual instrument. Next, the parameters that precede the negotiation of the agreement and the essential framework for its conclusion are investigated. The sanctioning content of the civil non-prosecution agreement is then presented, with emphasis on the sanctions present in the regulatory acts of the civil non-prosecution agreement issued by the different branches of the Public Prosecutor\'s Office. The third chapter also presents the different types of civil non-prosecution agreement, pure reprimand and collaboration, as well as studying, without pretending to exhaust the subject, the functional independence of the member of the Public Prosecutor\'s Office and the transparency of the agreements entered into. At the end, conclusions are presented regarding the normative power of the Public Prosecutor\'s Office, the institutional autonomy and functional independence of its members and the need to standardize the negotiable elements and establish a negotiation methodology and transparency of the civil non-prosecution agreements entered into in order to give legal certainty to the instrument.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Gustavo Henrique Justino deDi Salvo, Maria Beatriz Picarelli Gonçalves Johonsom2024-08-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-14112024-101828/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-12T09:03:03Zoai:teses.usp.br:tde-14112024-101828Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-12T09:03:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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