A vivência do tempo em universitárias deprimidas em situação de crise a partir da psicopatologia fenômeno-estrutural
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-02042025-163005/ |
Resumo: | O tempo foi amplamente investigado por diversas áreas do conhecimento científico. Eugène Minkowski retomou o conceito de Henri Bergson de tempo vivido, que considera a introspecção e a experiência de vida dos indivíduos. A observação da desagregação da noção do tempo na melancolia esquizofrênica levou Minkowski a compreender os pacientes com transtornos mentais na perspectiva fenomenológica do tempo, o que influenciou a compreensão da experiência depressiva. Além dessa experiência, a vivência do tempo pode se manifestar de forma alterada em outras situações, incluindo a pandemia de Covid-19. Tendo isso em vista, o objetivo deste estudo foi investigar a vivência do tempo em universitárias deprimidas nessa situação de crise por meio do estudo de casos com três estudantes universitárias. A vivência do tempo das jovens foi captada em 30 atendimentos clínicos, compreendidos pela psicopatologia fenômeno-estrutural, desenvolvida por Minkowski. Considerando as vivências predominantes na psicoterapia, Mariana apresentou uma vivência do tempo marcada pela antecipação e pela aceleração, utilizando o presente como um meio de sacrifício para alcançar o futuro, que parecia ser um credor e carecia de um sentido autêntico. Lara sentia o futuro em uma perspectiva fechada, não parecia vinculada ao presente nem presa ao passado, parecia estar desapropriada do tempo. Olívia apresentou uma vivência do presente de forma expandida, o passado foi vivido como pesar e o futuro como ameaça e portador de catástrofes. Esses resultados mostraram que a alteração na vivência do tempo pela pandemia não se manifestou de forma direta na linguagem das pacientes. No entanto, a relação interpessoal estabelecida com a terapeuta mostrou que, apesar de as jovens apresentarem vivências do tempo singulares, a vivência do futuro não sentido como abertura foi comum entre elas, o que pode ter sido consequência da pandemia, período permeado por um futuro incerto. Dessa forma, é possível dizer que esse aspecto temporal da pandemia pode ter relação com a experiência de depressão percebida nas jovens. |
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A vivência do tempo em universitárias deprimidas em situação de crise a partir da psicopatologia fenômeno-estruturalThe experience of time in depressed university students in a crisis situation from the phenomeno-structural psychopathology perspectiveCovid-19Covid-19DepressãoDepressionPhenomeno-structural psychopathologyPsicopatologia fenômeno-estruturalTempoTimeUniversidadeUniversityO tempo foi amplamente investigado por diversas áreas do conhecimento científico. Eugène Minkowski retomou o conceito de Henri Bergson de tempo vivido, que considera a introspecção e a experiência de vida dos indivíduos. A observação da desagregação da noção do tempo na melancolia esquizofrênica levou Minkowski a compreender os pacientes com transtornos mentais na perspectiva fenomenológica do tempo, o que influenciou a compreensão da experiência depressiva. Além dessa experiência, a vivência do tempo pode se manifestar de forma alterada em outras situações, incluindo a pandemia de Covid-19. Tendo isso em vista, o objetivo deste estudo foi investigar a vivência do tempo em universitárias deprimidas nessa situação de crise por meio do estudo de casos com três estudantes universitárias. A vivência do tempo das jovens foi captada em 30 atendimentos clínicos, compreendidos pela psicopatologia fenômeno-estrutural, desenvolvida por Minkowski. Considerando as vivências predominantes na psicoterapia, Mariana apresentou uma vivência do tempo marcada pela antecipação e pela aceleração, utilizando o presente como um meio de sacrifício para alcançar o futuro, que parecia ser um credor e carecia de um sentido autêntico. Lara sentia o futuro em uma perspectiva fechada, não parecia vinculada ao presente nem presa ao passado, parecia estar desapropriada do tempo. Olívia apresentou uma vivência do presente de forma expandida, o passado foi vivido como pesar e o futuro como ameaça e portador de catástrofes. Esses resultados mostraram que a alteração na vivência do tempo pela pandemia não se manifestou de forma direta na linguagem das pacientes. No entanto, a relação interpessoal estabelecida com a terapeuta mostrou que, apesar de as jovens apresentarem vivências do tempo singulares, a vivência do futuro não sentido como abertura foi comum entre elas, o que pode ter sido consequência da pandemia, período permeado por um futuro incerto. Dessa forma, é possível dizer que esse aspecto temporal da pandemia pode ter relação com a experiência de depressão percebida nas jovens.Time has been widely investigated by various areas of scientific knowledge. Eugène Minkowski took up Henri Bergson\'s concept of lived time, which considers the introspection and life experience of individuals. Observing the disintegration of the notion of time in schizophrenic melancholia led Minkowski to understand patients with mental disorders from the phenomenological perspective of time, which influenced his understanding of the depressive experience. In addition to this experience, the experience of time can manifest itself in an altered way in other situations, including the Covid-19 pandemic. With this in mind, the aim of this study was to investigate the experience of time in depressed university students in this crisis situation through a case study with three university students. The young women\'s experience of time was captured in 30 clinical consultations, understood by the phenomeno-structural psychopathology developed by Minkowski. Considering the predominant experiences in psychotherapy, Mariana\'s experience of time was marked by anticipation and acceleration, using the present as a means of sacrifice in order to reach the future, which seemed to be a creditor and lacked authentic meaning. Lara felt the future from a closed perspective, she didn\'t seem connected to the present or attached to the past, she seemed to be dispossessed of time. Olivia\'s experience of the present was expanded, the past was experienced as sorrow and the future as a threat and the bearer of catastrophes. These results showed that the change in the experience of time due to the pandemic did not manifest itself directly in the patients\' language. However, the interpersonal relationship established with the therapist showed that, although the young women had unique experiences of time, the experience of the future not feeling open was common among them, which may have been a consequence of the pandemic, a period permeated by an uncertain future. In this way, it is possible to say that this temporal aspect of the pandemic may be related to the experience of depression perceived by the young women.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAntúnez, Andrés Eduardo AguirrePaião, Ariane Voltolini2024-11-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-02042025-163005/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-02T20:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-02042025-163005Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-02T20:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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