Análise de cobertura vacinal em menores de um ano no Município de Santo André - São Paulo
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5179/tde-26082025-142611/ |
Resumo: | Introdução: O ato de vacinar é complexo, considerando que envolve cuidado, vínculo de afeto e amor entre o cuidador e a criança, confiança entre os profissionais de saúde e a população, dentre outros fatores. A vacinação é uma importante estratégia de Saúde Pública, sendo uma das medidas mais eficazes contra doenças, sendo responsáveis por salvar vidas e tornar favorável o crescimento e desenvolvimento saudável da criança. Objetivos: Estimar as coberturas vacinais por territórios de saúde do município. Identificar nascidos com baixo peso e se houve interferência na vacinação. Descrever os territórios e identificar áreas de vulnerabilidade que possam interferir na vacinação. Identificar os motivos que levam a atrasos vacinais ou não vacinação de crianças menores de um ano. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico e transversal, realizado no município de Santo André com análise de 413 fichas registro de salas de vacina quanto a não vacinação ou atraso vacinal e entrevista de 92 mães sobre os motivos que levaram ao atraso ou não vacinação. Os dados foram agrupados em territórios a fim de estabelecer uma relação entre as características de saúde e as variáveis de interesse. Resultados: As coberturas vacinais analisadas estão acima das coberturas vacinais extraídas do sistema de informação. As crianças que mais tiveram vacinas em atraso foram as nascidas em 2020, época de pandemia, quando o isolamento social exacerbou desigualdades e vulnerabilidades. O atraso vacinal atingiu todas as vacinas e doses e tende a crescer nas doses subsequentes e idade da criança. A vacina contra Febre Amarela apresentou a menor cobertura e maior índice de atraso do que as outras vacinas, podendo estar relacionada a hesitação vacinal. A média de idade das mães que participaram da entrevista é maior que a das que não participaram. As mães que trabalham fora não vacinaram menos do que as que não trabalham. As mães com maior escolaridade atrasam menos as doses de vacina. Isso pode estar relacionado ao conhecimento sobre as doenças circulantes ou aos benefícios que as vacinas trazem aos seus filhos. Conclusão: As coberturas vacinais podem ser maiores do que as coberturas divulgadas pelo SIPNI, possivelmente por falhas de digitação ou problemas nos sistemas de informação. Os territórios com coberturas vacinais mais baixas são os menos vulneráveis e com menor cobertura de estratégia saúde da família o que demonstra que o acompanhamento das famílias é efetivo na melhoria da qualidade de saúde da população, incluindo a vacinação. Os atrasos vacinais são maiores nas vacinas multidoses e a taxa de abandono aumenta a cada dose, comprometendo a imunização. O estudo das coberturas vacinais contribui para o diagnóstico situacional dos territórios e pode ser utilizado para o desenvolvimento de estratégias que minimizem os problemas encontrados, favorecendo a implementação de ações que possibilitem colaborar para que haja sensibilização, segurança e acessibilidade à vacinação |
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Análise de cobertura vacinal em menores de um ano no Município de Santo André - São PauloAnalysis of vaccination coverage in children under oneyear of age in the Municipality of Santo André - São PauloChildren under one year oldCobertura vacinalHesitação vacinalMenores de um anoTerritórioTerritoryVaccinationVaccine coverageVaccine hesitancyVacinaçãoIntrodução: O ato de vacinar é complexo, considerando que envolve cuidado, vínculo de afeto e amor entre o cuidador e a criança, confiança entre os profissionais de saúde e a população, dentre outros fatores. A vacinação é uma importante estratégia de Saúde Pública, sendo uma das medidas mais eficazes contra doenças, sendo responsáveis por salvar vidas e tornar favorável o crescimento e desenvolvimento saudável da criança. Objetivos: Estimar as coberturas vacinais por territórios de saúde do município. Identificar nascidos com baixo peso e se houve interferência na vacinação. Descrever os territórios e identificar áreas de vulnerabilidade que possam interferir na vacinação. Identificar os motivos que levam a atrasos vacinais ou não vacinação de crianças menores de um ano. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico e transversal, realizado no município de Santo André com análise de 413 fichas registro de salas de vacina quanto a não vacinação ou atraso vacinal e entrevista de 92 mães sobre os motivos que levaram ao atraso ou não vacinação. Os dados foram agrupados em territórios a fim de estabelecer uma relação entre as características de saúde e as variáveis de interesse. Resultados: As coberturas vacinais analisadas estão acima das coberturas vacinais extraídas do sistema de informação. As crianças que mais tiveram vacinas em atraso foram as nascidas em 2020, época de pandemia, quando o isolamento social exacerbou desigualdades e vulnerabilidades. O atraso vacinal atingiu todas as vacinas e doses e tende a crescer nas doses subsequentes e idade da criança. A vacina contra Febre Amarela apresentou a menor cobertura e maior índice de atraso do que as outras vacinas, podendo estar relacionada a hesitação vacinal. A média de idade das mães que participaram da entrevista é maior que a das que não participaram. As mães que trabalham fora não vacinaram menos do que as que não trabalham. As mães com maior escolaridade atrasam menos as doses de vacina. Isso pode estar relacionado ao conhecimento sobre as doenças circulantes ou aos benefícios que as vacinas trazem aos seus filhos. Conclusão: As coberturas vacinais podem ser maiores do que as coberturas divulgadas pelo SIPNI, possivelmente por falhas de digitação ou problemas nos sistemas de informação. Os territórios com coberturas vacinais mais baixas são os menos vulneráveis e com menor cobertura de estratégia saúde da família o que demonstra que o acompanhamento das famílias é efetivo na melhoria da qualidade de saúde da população, incluindo a vacinação. Os atrasos vacinais são maiores nas vacinas multidoses e a taxa de abandono aumenta a cada dose, comprometendo a imunização. O estudo das coberturas vacinais contribui para o diagnóstico situacional dos territórios e pode ser utilizado para o desenvolvimento de estratégias que minimizem os problemas encontrados, favorecendo a implementação de ações que possibilitem colaborar para que haja sensibilização, segurança e acessibilidade à vacinaçãoIntroduction: The act of vaccinating is complex, considering that it involves care, bonds of affection and love between the caregiver and the child, trust between health professionals and the population, among other factors. Vaccination is an important Public Health strategy, being one of the most effective measures against diseases, being responsible for saving lives and making the healthy growth and development of the child favorable. Objectives: To estimate vaccination coverage by health territories in the municipality. Identify low birth weight infants and whether there was interference with vaccination. Describe the territories and identify areas of vulnerability that may interfere with vaccination. Identify the reasons that lead to delays in vaccination or non-vaccination of children under one year of age. Methodology: This is an ecological and cross-sectional study, carried out in the city of Santo André with analysis of 413 forms, registration of vaccination rooms regarding non-vaccination or vaccination delay, and interviews with 92 mothers about the reasons that led to the delay or non-vaccination. The data were grouped into territories in order to establish a relationship between health characteristics and the variables of interest. Results: The vaccination coverage analyzed is above the vaccination coverage extracted from the information system. The children who had the most vaccines in arrears were those born in 2020, a time of the pandemic, when social isolation exacerbated inequalities and vulnerabilities. The vaccine delay has reached all vaccines and doses and tends to grow in subsequent doses and the age of the child. The Yellow Fever vaccine had the lowest coverage and the highest delay rate than the other vaccines, which may be related to vaccine hesitancy. The mean age of the mothers who participated in the interview is higher than that of those who did not. Working mothers did not vaccinate less than those who do not work. Mothers with higher education delay vaccine doses less. This may be related to knowledge about circulating diseases or the benefits that vaccines bring to their children. Conclusion: Vaccination coverage may be higher than the coverage reported by the SIPNI, possibly due to typing errors or problems in the information systems. The territories with lower vaccination coverage are the least vulnerable and with the lowest coverage of the family health strategy, which demonstrates that the monitoring of families is effective in improving the quality of health of the population, including vaccination. Vaccine delays are greater in multidose vaccines and the dropout rate increases with each dose, compromising immunization. The study of vaccination coverage contributes to the situational diagnosis of the territories and can be used for the development of strategies that minimize the problems encountered, favoring the implementation of actions that make it possible to collaborate so that there is awareness, safety and accessibility to vaccinationBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLuna, Expedito José de AlbuquerqueBastos, Andréia Aparecida Tavares2024-11-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5179/tde-26082025-142611/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-27T14:05:02Zoai:teses.usp.br:tde-26082025-142611Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-27T14:05:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: O ato de vacinar é complexo, considerando que envolve cuidado, vínculo de afeto e amor entre o cuidador e a criança, confiança entre os profissionais de saúde e a população, dentre outros fatores. A vacinação é uma importante estratégia de Saúde Pública, sendo uma das medidas mais eficazes contra doenças, sendo responsáveis por salvar vidas e tornar favorável o crescimento e desenvolvimento saudável da criança. Objetivos: Estimar as coberturas vacinais por territórios de saúde do município. Identificar nascidos com baixo peso e se houve interferência na vacinação. Descrever os territórios e identificar áreas de vulnerabilidade que possam interferir na vacinação. Identificar os motivos que levam a atrasos vacinais ou não vacinação de crianças menores de um ano. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico e transversal, realizado no município de Santo André com análise de 413 fichas registro de salas de vacina quanto a não vacinação ou atraso vacinal e entrevista de 92 mães sobre os motivos que levaram ao atraso ou não vacinação. Os dados foram agrupados em territórios a fim de estabelecer uma relação entre as características de saúde e as variáveis de interesse. Resultados: As coberturas vacinais analisadas estão acima das coberturas vacinais extraídas do sistema de informação. As crianças que mais tiveram vacinas em atraso foram as nascidas em 2020, época de pandemia, quando o isolamento social exacerbou desigualdades e vulnerabilidades. O atraso vacinal atingiu todas as vacinas e doses e tende a crescer nas doses subsequentes e idade da criança. A vacina contra Febre Amarela apresentou a menor cobertura e maior índice de atraso do que as outras vacinas, podendo estar relacionada a hesitação vacinal. A média de idade das mães que participaram da entrevista é maior que a das que não participaram. As mães que trabalham fora não vacinaram menos do que as que não trabalham. As mães com maior escolaridade atrasam menos as doses de vacina. Isso pode estar relacionado ao conhecimento sobre as doenças circulantes ou aos benefícios que as vacinas trazem aos seus filhos. Conclusão: As coberturas vacinais podem ser maiores do que as coberturas divulgadas pelo SIPNI, possivelmente por falhas de digitação ou problemas nos sistemas de informação. Os territórios com coberturas vacinais mais baixas são os menos vulneráveis e com menor cobertura de estratégia saúde da família o que demonstra que o acompanhamento das famílias é efetivo na melhoria da qualidade de saúde da população, incluindo a vacinação. Os atrasos vacinais são maiores nas vacinas multidoses e a taxa de abandono aumenta a cada dose, comprometendo a imunização. O estudo das coberturas vacinais contribui para o diagnóstico situacional dos territórios e pode ser utilizado para o desenvolvimento de estratégias que minimizem os problemas encontrados, favorecendo a implementação de ações que possibilitem colaborar para que haja sensibilização, segurança e acessibilidade à vacinação |
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