Prevalência de deficiência auditiva em crianças com fissura palatina corrigida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Miyashita, Débora Longo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/61/61132/tde-18092025-151504/
Resumo: Objetivo: Determinar a prevalência, tipo e grau de perda auditiva em crianças e adolescentes com fissura palatina corrigida cirurgicamente, e avaliar sua associação com fatores clínicos e cirúrgicos. Método: Estudo transversal retrospectivo realizado em centro de referência nacional para anomalias craniofaciais (HRAC/USP), com análise de 183 prontuários de pacientes entre 3 e 18 anos, com histórico de palatoplastia e registros audiológicos completos nos últimos 12 meses. A perda auditiva foi classificada por tipo (condutiva, neurossensorial ou mista) e grau (leve, moderado, severo, profundo). Os dados foram analisados por testes de proporções, qui-quadrado e ANOVA, com nível de significância de 5%. Resultados: A perda auditiva foi identificada em 21,8% dos pacientes, predominantemente do grau leve e tipo condutiva. A prevalência aumentou com a idade (33,3% em 13-18 anos), embora essa tendência não tenha sido estatisticamente significativa (p = 0,080). Não foi encontrada associação significativa entre o subtipo de fissura e a perda auditiva (p = 0,755). A técnica cirúrgica mostrou associação significativa (p = 0,008): a técnica de Furlow apresentou a menor prevalência (8,3%), em comparação com Sommerlad (16,7%) e Von Langenbeck (27,4%). Anormalidades timpanométricas (tipos B ou C) foram fortemente correlacionadas com a perda auditiva (43,8% vs. 10,9% com curvas tipo A). Conclusão. A perda auditiva é prevalente em pacientes com fissura palatina corrigida, especialmente do tipo condutivo. Técnicas cirúrgicas funcionais e o acompanhamento audiológico contínuo são cruciais para minimizar os impactos auditivos e de desenvolvimento a longo prazo.
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