O ensino de medicina veterinária e bem-estar animal no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Macedo, Érika Lage de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-16092025-160737/
Resumo: O ensino superior brasileiro tem passado por ampla expansão em número de instituições, cursos, vagas e territorialidade. A Medicina Veterinária tem experenciado o mesmo processo. Na última década, o aumento de vagas tem sido impulsionado pela introdução da modalidade à distância. O bem-estar animal, área recente da ciência que acompanha os avanços de diversas áreas do conhecimento, articulando reflexões éticas, científicas e avanços normativos, vem se sedimentando como área essencial ao exercício profissional, com necessidade premente de inserção e reconhecimento pelos cursos de Medicina Veterinária. Esse estudo, buscou caracterizar os cursos de Medicina Veterinária na modalidade EaD, as percepções e conhecimentos de estudantes de Medicina Veterinária da FMVZ/USP sobre bem-estar animal e verificar o modelo de introdução da disciplina nos cursos de Medicina Veterinária das instituições federais e estaduais. Os resultados indicam que apesar do número de cursos em EaD, 28, no Brasil ainda ser reduzido em comparação aos cursos presenciais, as vagas autorizadas, 35.120, já correspondem a 41,10% das para os cursos presenciais. Há pouca informação disponibilizada pelos sites das instituições sobre a estrutura e diferenciais que poderiam conferir qualidade e aprendizagem significativa, o corpo docente é reduzido e a evasão alcança 100% para a maioria dos cursos, demonstrando não ser uma modalidade sustentável no formato em que vem sendo implantada. O estudo de percepção do bem-estar animal revelou predominância do sexo feminino, mesmo perfil encontrado em outros países. A maioria dos estudantes indicou elevada importância para o bem-estar animal em sua formação e para diferentes táxons e categorias taxonômicas. A maioria dos cursos públicos de Medicina Veterinária do Brasil ofertam a disciplina de bem-estar animal, ainda que não exista consenso quanto à oferta individualizada, o semestre de inserção na matriz curricular ou os conteúdos ministrados. Muitos cursos ainda precisam inserir a carga horária prática na disciplina. O diagnóstico fornecido por esse trabalho pode subsidiar reflexões para a construção de novos caminhos para o ensino de Medicina Veterinária e de bem-estar animal no Brasil.
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Esse estudo, buscou caracterizar os cursos de Medicina Veterinária na modalidade EaD, as percepções e conhecimentos de estudantes de Medicina Veterinária da FMVZ/USP sobre bem-estar animal e verificar o modelo de introdução da disciplina nos cursos de Medicina Veterinária das instituições federais e estaduais. Os resultados indicam que apesar do número de cursos em EaD, 28, no Brasil ainda ser reduzido em comparação aos cursos presenciais, as vagas autorizadas, 35.120, já correspondem a 41,10% das para os cursos presenciais. Há pouca informação disponibilizada pelos sites das instituições sobre a estrutura e diferenciais que poderiam conferir qualidade e aprendizagem significativa, o corpo docente é reduzido e a evasão alcança 100% para a maioria dos cursos, demonstrando não ser uma modalidade sustentável no formato em que vem sendo implantada. O estudo de percepção do bem-estar animal revelou predominância do sexo feminino, mesmo perfil encontrado em outros países. A maioria dos estudantes indicou elevada importância para o bem-estar animal em sua formação e para diferentes táxons e categorias taxonômicas. A maioria dos cursos públicos de Medicina Veterinária do Brasil ofertam a disciplina de bem-estar animal, ainda que não exista consenso quanto à oferta individualizada, o semestre de inserção na matriz curricular ou os conteúdos ministrados. Muitos cursos ainda precisam inserir a carga horária prática na disciplina. O diagnóstico fornecido por esse trabalho pode subsidiar reflexões para a construção de novos caminhos para o ensino de Medicina Veterinária e de bem-estar animal no Brasil.Brazilian higher education has been undergoing a significant expansion in recent decades, with growth in the number of institutions, courses, places, and geographical coverage. This expansion has similarly affected veterinary medicine education, particularly in the last ten years, where the increase in student places has been driven by the emergence of distance learning courses. Animal welfare, as an emerging scientific field that combines ethical considerations with scientific advancements and regulatory progress, has been progressively established as an essential component of veterinary education. However, its incorporation into veterinary curricula remains inconsistent, creating an urgent need for its formal recognition and systematic inclusion in academic programs. This study aimed to characterize distance learning in veterinary medicine, in Brazil, examine veterinary students\' perceptions and knowledge of animal welfare at FMVZ/USP, and analyze how animal welfare is being introduced into veterinary curricula at federal and state higher education institutions. The results indicates that while the number of distance learning courses remains relatively small (28) compared to traditional in-person, their 35,120 enrolments already represent 41.10% of all available placements in veterinary education. However, in these distance learning programs there is little information available on the institutions\' websites about the structure and differentials that could confer quality and meaningful learning, the teaching staff is reduced and the dropout rate reaches 100% for most courses, demonstrating that it is not a sustainable modality in the format in which it has been implemented. Regarding animal welfare education, the study found that most participating veterinary students recognized its fundamental importance in their professional training across different animal species and taxonomic categories. The student population surveyed showed a predominance of female participants, mirroring global trends in veterinary education. While most public veterinary courses in Brazil now include animal welfare in their curricula, there remains considerable variation in how it is taught. Institutions lack consensus on whether it should be a standalone discipline, which academic semester is most appropriate for its inclusion, or what specific content should be covered. Additionally, many programs have yet to incorporate practical activities, in the discipline of animal welfare. These findings provide valuable insights for rethinking veterinary education in Brazil, particularly regarding the challenges of distance learning implementation and the need for more standardized, comprehensive approaches to animal welfare education.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMondadori, Rafael GianellaZanella, Adroaldo JoséMacedo, Érika Lage de2025-06-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-16092025-160737/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-09T20:30:02Zoai:teses.usp.br:tde-16092025-160737Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-09T20:30:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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