Protagonismo e estratégias semióticas no discurso de jovens brasileiros: liberdade, semiliberdade e juventude indígena
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-21022020-153434/ |
Resumo: | Para a realização desta pesquisa, entrevistamos 25 jovens brasileiros de perfis variados, de ambos os sexos, segundo uma metodologia compreensiva de coleta de dados. As conversas trataram de assuntos variados, de cunho autobiográfico. Nosso principal objetivo de investigação era compreender como esses indivíduos conferiam valor às principais atividades feitas cotidianamente ao tempo das entrevistas, tendo em vista também a elaboração de planejamentos futuros. O ponto de vista teórico aqui adotado é o da semiótica de linha francesa. Entre os principais autores com os quais trabalhamos estão Fontanille, Greimas, Landowski e Zilberberg. Antes de realizar as análises, exploramos a etimologia e a origem do termo protagonismo, cujo uso contemporâneo apresenta uma difusão no campo das práticas educativas. Em seguida, vislumbramos as possibilidades de descrição de duas acepções identificadas para o vocábulo na atualidade. Estas estão referidas 1) ao personagem principal de um texto (protagonismo textual); ou 2) a um mecanismo de valoração complexo e de difícil apreensão, que viemos denominando protagonismo de si. Quanto às conclusões a respeito dessa parte da investigação, postulamos, para a efetivação do fenômeno, a necessidade do estabelecimento de um contrato reflexivo no programa narrativo de base e um esforço estratégico para a seleção de PNs, entre outros pontos. Com relação aos perfis de entrevistados, tivemos A) jovens de São Paulo em liberdade, que moravam na capital ou região metropolitana; B) adolescentes em semiliberdade, que cumpriam medidas socioeducativas em unidades da Fundação CASA; e C) indivíduos indígenas da etnia xavante, residentes em reserva localizada no Estado do Mato Grosso. No que tange aos relatos dos entrevistados do primeiro perfil, eles conferiram um valor destacado à convivência com as suas famílias, à religião e ao lazer. Quase todos tinham expectativas de cursar universidade. Em meio aos adolescentes em semiliberdade, encontramos construções identitárias com um forte componente retrospectivo. Diferentemente dos demais jovens, estes estariam mais ocupados de processar, afetiva e intelectualmente, acontecimentos do passado e muitos pretendiam recuperar laços familiares no futuro. Por sua vez, a juventude indígena masculina (aibö) declarou acompanhar os adolescentes da aldeia, como previsto por seu sistema cultural tradicional. No caso das jovens do sexo feminino (pi\'õ), a realização de serviços domésticos e o convívio comunitário foram algumas das principais atividades citadas. Os entrevistados desse grupo também mencionaram, de maneira contundente, as práticas de rituais tradicionais e de esportes. |
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Protagonismo e estratégias semióticas no discurso de jovens brasileiros: liberdade, semiliberdade e juventude indígenaProtagonism and semiotic strategies in the discourse of Brazilian young people: liberty, semi-liberty and indigenous youthAdolescent offenders. Xavante.Adolescente infratorAnthropologyAntropologiaDiscursoJuventudeProtagonismProtagonismoSemióticaSemioticsSpeechSubjectivitySubjetividadeXavanteYouthPara a realização desta pesquisa, entrevistamos 25 jovens brasileiros de perfis variados, de ambos os sexos, segundo uma metodologia compreensiva de coleta de dados. As conversas trataram de assuntos variados, de cunho autobiográfico. Nosso principal objetivo de investigação era compreender como esses indivíduos conferiam valor às principais atividades feitas cotidianamente ao tempo das entrevistas, tendo em vista também a elaboração de planejamentos futuros. O ponto de vista teórico aqui adotado é o da semiótica de linha francesa. Entre os principais autores com os quais trabalhamos estão Fontanille, Greimas, Landowski e Zilberberg. Antes de realizar as análises, exploramos a etimologia e a origem do termo protagonismo, cujo uso contemporâneo apresenta uma difusão no campo das práticas educativas. Em seguida, vislumbramos as possibilidades de descrição de duas acepções identificadas para o vocábulo na atualidade. Estas estão referidas 1) ao personagem principal de um texto (protagonismo textual); ou 2) a um mecanismo de valoração complexo e de difícil apreensão, que viemos denominando protagonismo de si. Quanto às conclusões a respeito dessa parte da investigação, postulamos, para a efetivação do fenômeno, a necessidade do estabelecimento de um contrato reflexivo no programa narrativo de base e um esforço estratégico para a seleção de PNs, entre outros pontos. Com relação aos perfis de entrevistados, tivemos A) jovens de São Paulo em liberdade, que moravam na capital ou região metropolitana; B) adolescentes em semiliberdade, que cumpriam medidas socioeducativas em unidades da Fundação CASA; e C) indivíduos indígenas da etnia xavante, residentes em reserva localizada no Estado do Mato Grosso. No que tange aos relatos dos entrevistados do primeiro perfil, eles conferiram um valor destacado à convivência com as suas famílias, à religião e ao lazer. Quase todos tinham expectativas de cursar universidade. Em meio aos adolescentes em semiliberdade, encontramos construções identitárias com um forte componente retrospectivo. Diferentemente dos demais jovens, estes estariam mais ocupados de processar, afetiva e intelectualmente, acontecimentos do passado e muitos pretendiam recuperar laços familiares no futuro. Por sua vez, a juventude indígena masculina (aibö) declarou acompanhar os adolescentes da aldeia, como previsto por seu sistema cultural tradicional. No caso das jovens do sexo feminino (pi\'õ), a realização de serviços domésticos e o convívio comunitário foram algumas das principais atividades citadas. Os entrevistados desse grupo também mencionaram, de maneira contundente, as práticas de rituais tradicionais e de esportes.For this research we interviewed twenty-five young Brazilian individuals from varied social profiles using a comprehensive methodology of data collection, taking into account both male and female genders. The interviews dealt with a variety of issues associated with different areas of the individuals\' lives. Our primary objective of the investigation was to understand how these individuals attributed value to the principal activities that they performed on a daily basis at the time of the interviews, in addition to their creation of plans made for the future. The theorical perspective adopted here is that of French Semiotics. The main authors we worked with were Fontanille, Greimas, Landowski and Zilberberg. First, we explored the etymology of the term \"protagonism\", whose contemporary use is found throughout the educational field. Thereafter, we theoretically explored the descriptive possibilities of two meanings of the term. These meanings referred to either (1) the main character of a text (textual protagonism); or, (2) a complex valuation mechanism, which we referred to as \"self protagonism\". In drawing conclusions about this last one, we postulated that, for its effectuation, the establishment of a reflexive contract within the plan of the base narrative program is necessary, and also a strategic approach in order to choose from different programs, among other issues. The different interview profiles observed were (A) youth from Sao Paulo \"in liberty\", with no legal issues; (B) adolescent offenders in \"semi-liberty\", that were involved in socioeconomic programs of the CASA Foundation; and (C) indigenous youth of Xavante ethnicity, residing in a reservation in the state of Mato Grosso. Regarding the subjects in the first profile, an outstanding value was attributed to spending time with their families; and almost all interviewees had expectations of attending University in the future. Within the second interview profile, we found constructions of identity with a strong retrospective component. In contrast to the other two profiles, these individuals were more occupied with \"processing\" past events emotionally and intellectually. Moreover, in discussing their plans for the future, some stated that they hoped to recover family bonds. As for the third profile, the male youth (aibö) stated that they used to take care of adolescents in their villages, according to the expectations of their traditional cultural system. For the indigenous female (pi\'õ), the performance of domestic services and community living duties were the principal activities cited. The individuals from this third profile stated that they also engaged in the practice of rituals and sports.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLopes, Ivã CarlosLeite, Daniel Carmona2019-12-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-21022020-153434/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2020-02-21T21:40:02Zoai:teses.usp.br:tde-21022020-153434Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212020-02-21T21:40:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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