Ritos fúnebres no contexto de pandemia da COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Larissa Neri
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-18022025-120405/
Resumo: Os rituais fazem parte de todos os processos sociais. Eles organizam o caos, dão sentido e iniciam fases da vida e marcam seu término. Marcam mudanças individuais como também evidenciam relações de pessoas conectadas por laços sociais (DA SILVA apud TURNER, 1953), como no caso dos ritos de casamento. Em relação à morte, o historiador João José Reis, nos conta que os ritos fúnebres existem não apenas para que a alma do morto possa passar para o outro mundo, seja ele qual for, mas para que os vivos possam ser reinseridos na lógica do cotidiano novamente. Estes ritos compõem simbologias de como o morto será visto pela última vez, não apenas fisicamente, mas enquanto \"corpo social\". A partir dessa perspectiva, essa pesquisa pretende discutir diante das mortes causadas pela covid-19, sobre os corpos impossibilitados de passar pelos ritos de morte. Como a sociedade se reorganizará para suprir essa falta. Como a cultura católica, mais especificamente da população da região sul da capital de São Paulo, passará a enlutar seus mortos. Em um momento que não tem sido possível que o morto mantenha sua individualidade, como foi o caso das covas coletivas, e ao não receber um funeral nos modelos tradicionais, e assim então, como se desenvolve no imaginário a ideia de impureza que vem com a morte, e o desligamento do morto do mundo dos vivos, que vem com a morte
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