A paisagem na Baixada Santista: urbanização transformação e conservação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Afonso, Cintia Maria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-03102025-143301/
Resumo: Muitas das regiões metropolitanas historicamente localizadas na costa brasileira convivem com importantes remanescentes de florestas tropicais. Na zona costeira do Estado de São Paulo esta condição é verificada pela presença da Mata Atlântica que recobre as escarpas da Serra do Mar e pelos ecossistemas associados de restinga e manguezal que convivem com a Região Metropolitana da Baixada Santista e com as extensas áreas de veraneio ali situadas graças à proximidade com a metrópole de São Paulo. Mas a permanência dessas florestas tem sido constantemente ameaçada pelo processo de urbanização, seja através da expansão das áreas urbanas seja através dos processos de poluição do solo, ar e água. Tomando como área de estudo a Região Metropolitana da Baixada Santista, a análise apresentada busca comprovar três pontos principais: 1) São processos de urbanização da Baixada Santista associados a diversos processos de degradação do sistema natural; 2) na construção da paisagem urbana regional repetem-se modelos consagrados nas grandes cidades brasileiras, funcionalmente eficientes mas que dificultam a identificação dos processos de degradação; 3) a repetição dos mesmos padrões urbanos faz com que a expansão urbana ocorra de forma descontínua, evitando as áreas íngremes e alagadiças e, desta forma, ainda permitindo a conservação do sistema natural regional. A análise desenvolve-se fundamentada nos conceitos de espaço, ambiente e paisagem, relacionando padrões urbanos e processos naturais para chegar à identificação do processo de transformação ambiental e paisagística regional e à desconsideração do sistema natural na expansão urbana. ) Também são estudados os processos de urbanização e degradação, identificando-se os problemas de degradação das áreas naturais relacionados com as atividades urbanas regionais. Por fim, analisam-se as possibilidades de conservação para chegar à constatação de que o sistema legal de proteção às áreas naturais é pouco eficaz na prática, mas que a presença de áreas conservadas ainda permite que seja constituído um sistema de conservação.
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