Cultivo in vitro e potencial ornamental de frutíferas nativas de biomas brasileiros
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-04022026-115451/ |
Resumo: | Nas décadas mais recentes, o interesse pelas frutíferas nativas brasileiras da família Myrtaceae tem crescido devido ao seu valor ecológico, alimentar e ornamental. Apesar disso, essas espécies ainda enfrentam desafios relacionados à multiplicação vegetativa e à conservação em ambientes naturais e urbanos. Nesse contexto, a micropropagação surge como uma ferramenta promissora para a produção de mudas em larga escala, contribuindo para programas de conservação, domesticação e uso paisagístico de espécies nativas. Este trabalho foi estruturado em dois capítulos com o objetivo de avançar no conhecimento sobre o cultivo in vitro e a valorização ornamental de espécies da família Myrtaceae. O primeiro capítulo abordou o cultivo in vitro de cambucá verdadeiro (Plinia edulis) e cereja-do-cerrado (Eugenia calycina), investigando protocolos de assepsia, uso de antibióticos, reguladores de crescimento e estratégias para enraizamento. Em P. edulis, o choque térmico reduziu a contaminação, mas elevou significativamente a oxidação dos explantes, enquanto a combinação de antibióticos foi mais eficiente no controle microbiano. Em E. calycina, a combinação de cefotaxima e timentin reduziu a contaminação, e a adição de BAP favoreceu a indução e o alongamento de brotações, sendo 2 mg L-1 a concentração mais eficiente para o número de brotações e 1 mg L-1 para o comprimento médio. A formação de calos foi elevada em ambas as espécies, independentemente do protocolo, e o enraizamento de E. calycina apresentou baixa eficiência, com apenas quatro explantes enraizados e falhas na aclimatização devido à contaminação fúngica. O segundo capítulo concentrou-se na avaliação do potencial ornamental de 12 espécies nativas da família Myrtaceae, por meio do cálculo do Índice de Valor Paisagístico (IVP) e da análise de atributos morfoestéticos. Os resultados demonstraram que todas as espécies avaliadas apresentaram alto potencial ornamental, com destaque para o cambucá verdadeiro (Plinia edulis), a jabuticaba (Plinia cauliflora) e a pitanga (Eugenia uniflora), que obtiveram os maiores IVPs. De forma integrada, os resultados reforçam o potencial das mirtáceas nativas tanto para o desenvolvimento de protocolos de propagação biotecnológica quanto para aplicações ornamentais e conservacionistas, contribuindo para a valorização e preservação da flora brasileira. |
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Cultivo in vitro e potencial ornamental de frutíferas nativas de biomas brasileirosIn vitro cultivation and ornamental potential of native fruit species from Brazilian biomesCultura de tecidosMicropropagaçãoMicropropagationMyrtaceaeMyrtaceaePaisagismo sustentávelSustainable landscapingTissue cultureNas décadas mais recentes, o interesse pelas frutíferas nativas brasileiras da família Myrtaceae tem crescido devido ao seu valor ecológico, alimentar e ornamental. Apesar disso, essas espécies ainda enfrentam desafios relacionados à multiplicação vegetativa e à conservação em ambientes naturais e urbanos. Nesse contexto, a micropropagação surge como uma ferramenta promissora para a produção de mudas em larga escala, contribuindo para programas de conservação, domesticação e uso paisagístico de espécies nativas. Este trabalho foi estruturado em dois capítulos com o objetivo de avançar no conhecimento sobre o cultivo in vitro e a valorização ornamental de espécies da família Myrtaceae. O primeiro capítulo abordou o cultivo in vitro de cambucá verdadeiro (Plinia edulis) e cereja-do-cerrado (Eugenia calycina), investigando protocolos de assepsia, uso de antibióticos, reguladores de crescimento e estratégias para enraizamento. Em P. edulis, o choque térmico reduziu a contaminação, mas elevou significativamente a oxidação dos explantes, enquanto a combinação de antibióticos foi mais eficiente no controle microbiano. Em E. calycina, a combinação de cefotaxima e timentin reduziu a contaminação, e a adição de BAP favoreceu a indução e o alongamento de brotações, sendo 2 mg L-1 a concentração mais eficiente para o número de brotações e 1 mg L-1 para o comprimento médio. A formação de calos foi elevada em ambas as espécies, independentemente do protocolo, e o enraizamento de E. calycina apresentou baixa eficiência, com apenas quatro explantes enraizados e falhas na aclimatização devido à contaminação fúngica. O segundo capítulo concentrou-se na avaliação do potencial ornamental de 12 espécies nativas da família Myrtaceae, por meio do cálculo do Índice de Valor Paisagístico (IVP) e da análise de atributos morfoestéticos. Os resultados demonstraram que todas as espécies avaliadas apresentaram alto potencial ornamental, com destaque para o cambucá verdadeiro (Plinia edulis), a jabuticaba (Plinia cauliflora) e a pitanga (Eugenia uniflora), que obtiveram os maiores IVPs. De forma integrada, os resultados reforçam o potencial das mirtáceas nativas tanto para o desenvolvimento de protocolos de propagação biotecnológica quanto para aplicações ornamentais e conservacionistas, contribuindo para a valorização e preservação da flora brasileira.In recent decades, interest in Brazilian native fruit species of the Myrtaceae family has increased due to their ecological, nutritional, and ornamental value. Nevertheless, these species still face challenges related to vegetative propagation and conservation in both natural and urban environments. In this context, micropropagation emerges as a promising tool for large-scale seedling production, contributing to conservation, domestication, and landscaping programs involving native species. This study was structured in two chapters with the aim of advancing knowledge on the in vitro cultivation and ornamental potential of Myrtaceae species. The first chapter focused on the in vitro cultivation of cambucá (Plinia edulis) and cerrado cherry (Eugenia calycina), investigating disinfection protocols, the use of antibiotics, growth regulators, and rooting strategies. In P. edulis, thermal shock significantly reduced contamination but markedly increased explant oxidation, while the combination of antibiotics proved more effective for microbial control. However, shoot induction was limited, and the species showed sensitivity to physical stresses. In E. calycina, the combination of cefotaxime and timentin reduced contamination, and the addition of BAP promoted shoot induction and elongation, with 2 mg L-1 being the most efficient concentration for shoot number and 1 mg L-1 for shoot length. Callus formation was high in both species regardless of the protocol, and rooting in E. calycina was inefficient, with only four explants producing roots and unsuccessful acclimatization due to fungal contamination. The second chapter focused on assessing the ornamental potential of 12 native Myrtaceae species through the calculation of the Landscape Value Index (LVI) and the analysis of morpho-aesthetic attributes. The results showed that all species demonstrated high ornamental potential, with emphasis on cambucá (Plinia edulis), jabuticaba (Plinia cauliflora), and pitanga (Eugenia uniflora), which obtained the highest LVI values. Taken together, these findings reinforce the potential of native Myrtaceae both for the development of biotechnological propagation protocols and for ornamental and conservation applications, contributing to the valorization and preservation of Brazilian flora.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMourao Filho, Francisco de Assis AlvesCaballero Martins, Pedro Enrique 2025-11-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11136/tde-04022026-115451/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-05T12:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-04022026-115451Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-05T12:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Nas décadas mais recentes, o interesse pelas frutíferas nativas brasileiras da família Myrtaceae tem crescido devido ao seu valor ecológico, alimentar e ornamental. Apesar disso, essas espécies ainda enfrentam desafios relacionados à multiplicação vegetativa e à conservação em ambientes naturais e urbanos. Nesse contexto, a micropropagação surge como uma ferramenta promissora para a produção de mudas em larga escala, contribuindo para programas de conservação, domesticação e uso paisagístico de espécies nativas. Este trabalho foi estruturado em dois capítulos com o objetivo de avançar no conhecimento sobre o cultivo in vitro e a valorização ornamental de espécies da família Myrtaceae. O primeiro capítulo abordou o cultivo in vitro de cambucá verdadeiro (Plinia edulis) e cereja-do-cerrado (Eugenia calycina), investigando protocolos de assepsia, uso de antibióticos, reguladores de crescimento e estratégias para enraizamento. Em P. edulis, o choque térmico reduziu a contaminação, mas elevou significativamente a oxidação dos explantes, enquanto a combinação de antibióticos foi mais eficiente no controle microbiano. Em E. calycina, a combinação de cefotaxima e timentin reduziu a contaminação, e a adição de BAP favoreceu a indução e o alongamento de brotações, sendo 2 mg L-1 a concentração mais eficiente para o número de brotações e 1 mg L-1 para o comprimento médio. A formação de calos foi elevada em ambas as espécies, independentemente do protocolo, e o enraizamento de E. calycina apresentou baixa eficiência, com apenas quatro explantes enraizados e falhas na aclimatização devido à contaminação fúngica. O segundo capítulo concentrou-se na avaliação do potencial ornamental de 12 espécies nativas da família Myrtaceae, por meio do cálculo do Índice de Valor Paisagístico (IVP) e da análise de atributos morfoestéticos. Os resultados demonstraram que todas as espécies avaliadas apresentaram alto potencial ornamental, com destaque para o cambucá verdadeiro (Plinia edulis), a jabuticaba (Plinia cauliflora) e a pitanga (Eugenia uniflora), que obtiveram os maiores IVPs. De forma integrada, os resultados reforçam o potencial das mirtáceas nativas tanto para o desenvolvimento de protocolos de propagação biotecnológica quanto para aplicações ornamentais e conservacionistas, contribuindo para a valorização e preservação da flora brasileira. |
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