Ensaios em custos de bem-estar da incerteza macroeconômica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96131/tde-23012026-085901/ |
Resumo: | Na medida em que o consumidor é avesso ao risco, as incertezas inerentes aos ciclos de negócios acarretam perdas de bem-estar. Em trabalho seminal, Lucas (1987) propôs uma abordagem para quantificar tais perdas, concluindo que, para o caso norte-americano, seriam muito reduzidas. Esse resultado foi interpretado como evidência de que não haveria necessidade de intensificar políticas de estabilização. A literatura subsequente revisou as estimativas de Lucas (1987), relaxando hipóteses restritivas: adicionou-se persistência ao processo de consumo, funções utilidade alternativas e heterogeneidade de agentes. Embora importantes avanços tenham sido alcançados, esta Tese contribui em três frentes principais. No Capítulo 2, relaxamos a hipótese de choques homocedásticos ao descrever a variância das inovações do consumo como um processo heterocedástico, mostrando que a variância da série de consumo dos EUA possui características de heterocedásticas que implicam em mudança no calculo dos custos de bem-estar. No Capítulo 3, incorporamos heterogeneidade de agentes ao introduzir consumidores rule of thumb, que consomem apenas a renda corrente, e os resultados sugerem que sua presença amplia os custos de flutuação por reduzir a capacidade de suavização intertemporal. No Capítulo 4, avançamos em relação à literatura que se concentra em um único agregado de consumo, ao distinguir três categorias: bens não duráveis, serviços e estoque de bens duráveis. A partir de um modelo multivariado e heterocedástico, com cointegração e correlações dinâmicas, os resultados sugerem que a desagregação capta melhor a dinâmica das séries e produz custos de bem-estar mais elevados que aqueles obtidos sob hipóteses simplificadoras. Por fim, o Capítulo 5 apresenta um artigo de ensino motivado pela escassez de material didático no nível de graduação acerca dos custos de bem-estar dos ciclos econômicos, ressaltando a conexão do tema com políticas de estabilização. |
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Ensaios em custos de bem-estar da incerteza macroeconômicaEssays on welfare cost of macroeconomic uncertaintyAgentes heterogêneosBem-estarBens duráveisCiclos econômicosDurable goodsHeterogeneous agentsSéries temporaisTime seriesWelfare costs of business cyclesNa medida em que o consumidor é avesso ao risco, as incertezas inerentes aos ciclos de negócios acarretam perdas de bem-estar. Em trabalho seminal, Lucas (1987) propôs uma abordagem para quantificar tais perdas, concluindo que, para o caso norte-americano, seriam muito reduzidas. Esse resultado foi interpretado como evidência de que não haveria necessidade de intensificar políticas de estabilização. A literatura subsequente revisou as estimativas de Lucas (1987), relaxando hipóteses restritivas: adicionou-se persistência ao processo de consumo, funções utilidade alternativas e heterogeneidade de agentes. Embora importantes avanços tenham sido alcançados, esta Tese contribui em três frentes principais. No Capítulo 2, relaxamos a hipótese de choques homocedásticos ao descrever a variância das inovações do consumo como um processo heterocedástico, mostrando que a variância da série de consumo dos EUA possui características de heterocedásticas que implicam em mudança no calculo dos custos de bem-estar. No Capítulo 3, incorporamos heterogeneidade de agentes ao introduzir consumidores rule of thumb, que consomem apenas a renda corrente, e os resultados sugerem que sua presença amplia os custos de flutuação por reduzir a capacidade de suavização intertemporal. No Capítulo 4, avançamos em relação à literatura que se concentra em um único agregado de consumo, ao distinguir três categorias: bens não duráveis, serviços e estoque de bens duráveis. A partir de um modelo multivariado e heterocedástico, com cointegração e correlações dinâmicas, os resultados sugerem que a desagregação capta melhor a dinâmica das séries e produz custos de bem-estar mais elevados que aqueles obtidos sob hipóteses simplificadoras. Por fim, o Capítulo 5 apresenta um artigo de ensino motivado pela escassez de material didático no nível de graduação acerca dos custos de bem-estar dos ciclos econômicos, ressaltando a conexão do tema com políticas de estabilização.As consumers are risk-averse, the uncertainties inherent to business cycles entail welfare losses. In a seminal contribution, Lucas (1987) proposed a method to quantify such losses and, for the U.S. case, concluded they are quite small. This finding was interpreted as evidence against the need for stronger stabilization policies. Subsequent work revisited Lucas (1987)\'s estimates by relaxing restrictive assumptions - introducing persistence in the consumption process, alternative utility specifications, and agent heterogeneity. This Thesis advances the literature along three main fronts. In Chapter 2, we relax the assumption of homoskedastic shocks by modeling the variance of consumption innovations as a heteroskedastic process, showing that the U.S. consumption series exhibits heteroskedastic features that alter the calculation of welfare costs. In Chapter 3, we incorporate agent heterogeneity by introducing rule-of-thumb consumers who consume current income only; the results suggest their presence amplifies welfare losses by limiting intertemporal smoothing. In Chapter 4, we move beyond the literature that focuses on a single consumption aggregate by distinguishing three categories - nondurable goods, services, and the stock of durables. Using a multivariate, heteroskedastic framework with cointegration and dynamic correlations, we find that disaggregation better captures the series\' dynamics and yields higher welfare costs than those obtained under simplifying assumptions. Finally, Chapter 5 presents a teaching paper motivated by the scarcity of undergraduate-level instructional material on the welfare costs of business cycles, highlighting the connection between the topic and stabilization policy.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGomes, Fabio Augusto ReisJúnior, Fernando Antônio de BarrosMacedo, Antonio Ricciardi2025-12-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96131/tde-23012026-085901/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-10T17:41:02Zoai:teses.usp.br:tde-23012026-085901Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-10T17:41:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Na medida em que o consumidor é avesso ao risco, as incertezas inerentes aos ciclos de negócios acarretam perdas de bem-estar. Em trabalho seminal, Lucas (1987) propôs uma abordagem para quantificar tais perdas, concluindo que, para o caso norte-americano, seriam muito reduzidas. Esse resultado foi interpretado como evidência de que não haveria necessidade de intensificar políticas de estabilização. A literatura subsequente revisou as estimativas de Lucas (1987), relaxando hipóteses restritivas: adicionou-se persistência ao processo de consumo, funções utilidade alternativas e heterogeneidade de agentes. Embora importantes avanços tenham sido alcançados, esta Tese contribui em três frentes principais. No Capítulo 2, relaxamos a hipótese de choques homocedásticos ao descrever a variância das inovações do consumo como um processo heterocedástico, mostrando que a variância da série de consumo dos EUA possui características de heterocedásticas que implicam em mudança no calculo dos custos de bem-estar. No Capítulo 3, incorporamos heterogeneidade de agentes ao introduzir consumidores rule of thumb, que consomem apenas a renda corrente, e os resultados sugerem que sua presença amplia os custos de flutuação por reduzir a capacidade de suavização intertemporal. No Capítulo 4, avançamos em relação à literatura que se concentra em um único agregado de consumo, ao distinguir três categorias: bens não duráveis, serviços e estoque de bens duráveis. A partir de um modelo multivariado e heterocedástico, com cointegração e correlações dinâmicas, os resultados sugerem que a desagregação capta melhor a dinâmica das séries e produz custos de bem-estar mais elevados que aqueles obtidos sob hipóteses simplificadoras. Por fim, o Capítulo 5 apresenta um artigo de ensino motivado pela escassez de material didático no nível de graduação acerca dos custos de bem-estar dos ciclos econômicos, ressaltando a conexão do tema com políticas de estabilização. |
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