Desenvolvimento e caracterização de filme biodegradável à base de amido de mandioca como suporte de liberação de NO.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Aguiar, Helena de Fazio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-08092025-110426/
Resumo: Neste trabalho foram desenvolvidos e caracterizados filmes compostos por materiais bioabsorvíveis (amido de mandioca, glicerol e carboximetilcelulose) para serem utilizados como suporte externo na cirurgia de revascularização do miocárdio, liberando óxido nítrico (NO) durante a regeneração do tecido. Esse material deve posteriormente ser degradado, para evitar complicações devido à presença de corpo estranho ao organismo. Foram realizados ensaios de caracterização mecânica, de barreira, microestrutura, físico-química e térmica nos materiais desenvolvidos. A porcentagem de perda de massa foi avaliada em testes de degradação conduzidos sob condições fisiológicas (pH 7,4 e 37°C). A adição de carboximetilcelulose (CMC) aumentou a resistência máxima à tração em 119% nos filmes de amido de mandioca nativo a concentração de 10g CMC/100g amido. A modificação do amido de mandioca nativo com trimetafosfato de sódio (STMP), na concentração de 15g/100g amido, reduziu a variação de perda de massa em 38 % após 30 dias de imersão. O estudo da adição de complexos metálicos de rutênio, trans-[Ru\"(NO)(NH)isn](BF) e trans-[Ru\"(NO)(NH)(imN)](BF), como doadores de NO foi avaliado por microscopia eletrônica de varredura (scanning electron microscope) e a banda de vibração de NO foi observada pela técnica espectroscópica de infravermelho (FT-IR). Foi verificado que o complexo comporta-se de forma similar em meio aquoso e quando incorporado ao filme de amido de mandioca, libera o NO por reação fotoquímica e também por redução. Foram realizados ensaios para avaliação da degradação dos filmes in vivo e foi observada a presença de células inflamatórias ao redor do implante após 1 e 7 dias, sendo que o material foi completamente absorvido após 30 dias de implante.
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