Avaliação da imunogenicidade e proteção de uma vacina inativada contra a febre amarela em associação com o domínio de helicase da proteína não estrutural 3 (ns3)
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04042025-114759/ |
Resumo: | A febre amarela é uma arbovirose causada pelo vírus da febre amarela (YFV), pertencente à família Flaviviridae e ao gênero Orthoflavivirus, sendo considerado o protótipo desta família viral. O YFV possui dois ciclos de transmissão, urbano e silvestre, dependendo do vetor responsável pela transmissão do vírus aos seres humanos. O genoma do YFV é constituído de uma fita simples de RNA de sentido positivo, que codifica uma poliproteína clivada em 10 proteínas, 3 estruturais e 7 não estruturais, que contêm epítopos importantes para a indução das respostas resposta imunológica humoral e celular. A forma mais grave da doença é marcada por insuficiência de múltiplos órgãos, principalmente hepática e renal, e pode envolver sistemas nervoso, cardiopulmonar e digestivo, com sangramentos graves resultando no \"vômito negro\". Manifestações clínicas menos graves incluem febre, mialgia, cefaleia e dor retroorbital, comuns a outras infecções por flavivírus. A prevenção da febre amarela baseia-se principalmente no controle do Aedes aegypti para evitar a febre urbana e na vacina de vírus vivo atenuado (17D/YFV-17DD), desenvolvida na década de 1930. Esta vacina é altamente imunogênica, mas também é uma das mais reatogênicas, podendo causar efeitos adversos graves, como doença viscerotrópica ou neurológica, que podem levar ao óbito. Apesar dos riscos, ela continua sendo a principal estratégia de proteção, especialmente após recentes surtos de febre amarela silvestre, levando o Ministério da Saúde do Brasil a recomendar a vacinação em todo o país. No entanto, a segurança da vacina 17D/YFV-17DD em indivíduos imunocomprometidos é questionável. Vacinas de vírus inativado representam uma alternativa mais segura, mas atualmente não estão disponíveis para a febre amarela. Este projeto visa desenvolver uma vacina inativada usando a cepa YFV-17DD do YFV, combinada com um peptídeo não estrutural (NS3Hel), para induzir uma resposta imunológica humoral e celular. Experimentos, conduzidos em nosso estudo, usando camundongos C57BL/6 mostraram que a vacinação com NS3Hel ou 17DD isolados induziu uma forte resposta celular, e a vacina proporcionou 100% de proteção em camundongos IFNAR/B6 desafiados com uma cepa selvagem do YFV. Embora anticorpos neutralizantes estivessem presentes no grupo vacinado com a vacina inativada (Vip), esta não conferiu proteção ao desafio, enquanto a combinação Vip + NS3Hel protegeu 60% dos animais sem anticorpos neutralizantes detectáveis, sugerindo que o peptídeo NS3Hel pode modular a proteção contra o vírus selvagem, destacando a importância da resposta imune celular na proteção contra o YFV. |
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Avaliação da imunogenicidade e proteção de uma vacina inativada contra a febre amarela em associação com o domínio de helicase da proteína não estrutural 3 (ns3)Evaluation of the immunogenicity and protection of an inactivated yellow fever vaccine in combination with the helicase domain of the non-structural protein 3 (ns3)Febre amarelaHelicaseHelicaseNS3NS3VaccineVacinaYellow feverA febre amarela é uma arbovirose causada pelo vírus da febre amarela (YFV), pertencente à família Flaviviridae e ao gênero Orthoflavivirus, sendo considerado o protótipo desta família viral. O YFV possui dois ciclos de transmissão, urbano e silvestre, dependendo do vetor responsável pela transmissão do vírus aos seres humanos. O genoma do YFV é constituído de uma fita simples de RNA de sentido positivo, que codifica uma poliproteína clivada em 10 proteínas, 3 estruturais e 7 não estruturais, que contêm epítopos importantes para a indução das respostas resposta imunológica humoral e celular. A forma mais grave da doença é marcada por insuficiência de múltiplos órgãos, principalmente hepática e renal, e pode envolver sistemas nervoso, cardiopulmonar e digestivo, com sangramentos graves resultando no \"vômito negro\". Manifestações clínicas menos graves incluem febre, mialgia, cefaleia e dor retroorbital, comuns a outras infecções por flavivírus. A prevenção da febre amarela baseia-se principalmente no controle do Aedes aegypti para evitar a febre urbana e na vacina de vírus vivo atenuado (17D/YFV-17DD), desenvolvida na década de 1930. Esta vacina é altamente imunogênica, mas também é uma das mais reatogênicas, podendo causar efeitos adversos graves, como doença viscerotrópica ou neurológica, que podem levar ao óbito. Apesar dos riscos, ela continua sendo a principal estratégia de proteção, especialmente após recentes surtos de febre amarela silvestre, levando o Ministério da Saúde do Brasil a recomendar a vacinação em todo o país. No entanto, a segurança da vacina 17D/YFV-17DD em indivíduos imunocomprometidos é questionável. Vacinas de vírus inativado representam uma alternativa mais segura, mas atualmente não estão disponíveis para a febre amarela. Este projeto visa desenvolver uma vacina inativada usando a cepa YFV-17DD do YFV, combinada com um peptídeo não estrutural (NS3Hel), para induzir uma resposta imunológica humoral e celular. Experimentos, conduzidos em nosso estudo, usando camundongos C57BL/6 mostraram que a vacinação com NS3Hel ou 17DD isolados induziu uma forte resposta celular, e a vacina proporcionou 100% de proteção em camundongos IFNAR/B6 desafiados com uma cepa selvagem do YFV. Embora anticorpos neutralizantes estivessem presentes no grupo vacinado com a vacina inativada (Vip), esta não conferiu proteção ao desafio, enquanto a combinação Vip + NS3Hel protegeu 60% dos animais sem anticorpos neutralizantes detectáveis, sugerindo que o peptídeo NS3Hel pode modular a proteção contra o vírus selvagem, destacando a importância da resposta imune celular na proteção contra o YFV.Yellow fever is an arboviral disease caused by the yellow fever virus (YFV), which belongs to the Flaviviridae family and the Flavivirus genus, and it is considered the prototype of this viral family. YFV has two transmission cycles, urban and sylvatic, depending on the vector responsible for the transmission of the virus to humans. The YFV genome consists of a single-stranded, positive-sense RNA, which encodes a polyprotein cleaved into 10 proteins, 3 structural and 7 non-structural, containing important epitopes for eliciting both humoral and cellular immune responses. The most severe form of the disease is characterized by multiple organ failure, primarily hepatic and renal, and can involve the nervous, cardiopulmonary, and digestive systems, with severe bleeding leading to \"black vomit.\" Milder clinical manifestations include fever, myalgia, headache, and retro-orbital pain, common to other flavivirus infections. Yellow fever prevention is primarily based on vector control, to prevent urban Yellow Fever, and the use of a live attenuated virus vaccine (17D/YFV-17DD), developed in the\'30s. This vaccine is highly immunogenic but is also one of the most reactogenic, potentially causing severe adverse effects such as viscerotropic or neurotropic disease, which can be fatal. Despite the risks, it remains the main protective strategy, especially following recent outbreaks of sylvatic yellow fever, leading theBrazilian Ministry of Health to recommend vaccination to the whole country. However, the safety of the 17D/YFV-17DD vaccine in immunocompromised individuals is questionable. Inactivated virus vaccines represent a safer alternative, but they are currently unavailable for yellow fever. This project aims to develop an inactivated vaccine using the YFV-17DD strain of YFV, combined with a non-structural peptide (NS3Hel), to induce both cellular and humoral immune responses. Experiments carried out in our study using C57BL/6 mice showed that vaccination either with NS3Hel or YFV-17DD alone induced a strong cellular response and provided 100% protection in IFNAR/B6 mice challenged with the virus. While neutralizing antibodies were present in the group vaccinated with the inactivated vaccine (Vip) they did not confer protection against challenge. In contrast, the Vip + NS3Hel combination protected 60% of the animals without detectable neutralizing antibodies, suggesting that NS3Hel peptide may modulate protection against the wild-type virus, highlighting the importance of the cellular immune response in protection against YFV.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFonseca, Benedito Antonio Lopes daFloriano, Vitor Gonçalves2024-12-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04042025-114759/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-23T19:20:02Zoai:teses.usp.br:tde-04042025-114759Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-23T19:20:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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