Hipertensão arterial pulmonar associada ao lúpus eritematoso sistêmico : reversibilidade com uso de imunossupressor

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Assad, Ana Paula Luppino
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-30042025-165146/
Resumo: Introdução: A Hipertensão Arterial Pulmonar associada ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (HAP-LES) é uma condição grave, que apesar da conhecida resposta com uso de imunossupressor (IS), não é considerada um critério de atividade da doença e sim um item no escore de danos permanentes do LES. A magnitude do benefício com IS varia entre os estudos, porém a possibilidade de reversão da HAP ainda não foi avaliada como desfecho primário. Objetivo: avaliar a frequência de reversão da HAP-LES após terapia de indução com IS e possíveis preditores de resposta. Métodos: Uma análise retrospectiva de 2.074 pacientes com LES, seguidos prospectivamente entre 2000 e 2021, identificou 28 indivíduos com HAP-LES (1,3%) que receberam tratamento de indução com IS. A reversão da HAP foi definida como a normalização da pressão arterial pulmonar (PAP), seja por PAPsistólica(PsAP)<40mmHg no ecocardiograma transtorácico (ETT) ou PAPmédia(PmAP)<20mmHg no cateterismo cardíaco direito (CCD). Baseado neste critério, os pacientes foram divididos em dois grupos para análise comparativa: Reversão da HAP-LES e Não-Reversão da HAP-LES. Dados demográficos, clínicos e laboratoriais do LES (duração da doença, características clínicas e laboratoriais, características imunológicas/autoanticorpos, índice de atividade da doença pelo SLEDAI-2K, índice de danos pelo SDI e tratamento IS) foram coletados. Em relação aos dados referentes a HAP, foram analisados parâmetros ecocardiográficos e hemodinâmicos, dosagem de BNP e estratificação de risco de mortalidade. Os dados foram avaliados no início do estudo e após tratamento com IS. A análise estatística apropriada foi aplicada, através do SigmaStat 14.5 (Systat Software Inc), e considerado significância estatística quando P<0,05. Resultados: Dos 28 pacientes, 10 (35,7%) alcançaram reversão da HAP. Os dados demográficos, média do SLEDAI-2K e do SDI foram semelhantes entre os grupos Reversão e Não-Reversão (p>0,05). No momento basal, o grupo Reversão da HAP-LES apresentava menor média de PsAP (62,3±19,7 vs. 80,8±22,mmHg, p=0,032), menor prevalência de hipocinesia (37,5% vs. 88,2%,p=0,017) e de dilatação (28,5% vs. 93,8%,p=0,001) do Ventrículo Direito no ETT; e também, menor média de BNP (p=0,041) e do escore de estratificação de risco (p=0,014). Os parâmetros hemodinâmicos (pressão atrial direita, PAP, resistência vascular pulmonar, débito cardíaco e índice cardíaco) foram semelhantes em ambos os grupos (p>0,05). Na comparação entre antes e após o IS em cada grupo, os dois grupos evoluíram com melhora do SLEDAI-2K (13,0 ± 9,3 vs. 3,6 ± 3,5;p=0,028 e 7,3 ± 4,5 vs. 2,5 ± 3,5;p=0,003) e com redução do níveis de proteína-C reativa, porém com significância apenas no grupo Reversão da HAP-LES (32,8±35,2 vs. 8,0±9,4mg/L;p=0,013 e 24,3±30,8 vs. 11,9±15,2mg/L;p=0,192). O grupo Reversão da HAP-LES apresentou melhor sobrevida (p=0,047), apesar de ambos apresentarem melhora significativa na estratificação de risco de mortalidade (p<0,001 e p=0,003, respectivamente). Conclusão: Este é o primeiro estudo que demonstrou que a reversão da HAP pode ocorrer em mais de um terço dos pacientes com LES, com impacto significativo na sobrevida. Estes resultados apoiam fortemente a noção de mecanismos imunomediados e potencialmente reversíveis com controle inflamatório adequado em HAP-LES e reforça o uso de tratamento imunossupressor para todos os pacientes com LES no início da HAP
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Métodos: Uma análise retrospectiva de 2.074 pacientes com LES, seguidos prospectivamente entre 2000 e 2021, identificou 28 indivíduos com HAP-LES (1,3%) que receberam tratamento de indução com IS. A reversão da HAP foi definida como a normalização da pressão arterial pulmonar (PAP), seja por PAPsistólica(PsAP)<40mmHg no ecocardiograma transtorácico (ETT) ou PAPmédia(PmAP)<20mmHg no cateterismo cardíaco direito (CCD). Baseado neste critério, os pacientes foram divididos em dois grupos para análise comparativa: Reversão da HAP-LES e Não-Reversão da HAP-LES. Dados demográficos, clínicos e laboratoriais do LES (duração da doença, características clínicas e laboratoriais, características imunológicas/autoanticorpos, índice de atividade da doença pelo SLEDAI-2K, índice de danos pelo SDI e tratamento IS) foram coletados. Em relação aos dados referentes a HAP, foram analisados parâmetros ecocardiográficos e hemodinâmicos, dosagem de BNP e estratificação de risco de mortalidade. Os dados foram avaliados no início do estudo e após tratamento com IS. A análise estatística apropriada foi aplicada, através do SigmaStat 14.5 (Systat Software Inc), e considerado significância estatística quando P<0,05. Resultados: Dos 28 pacientes, 10 (35,7%) alcançaram reversão da HAP. Os dados demográficos, média do SLEDAI-2K e do SDI foram semelhantes entre os grupos Reversão e Não-Reversão (p>0,05). No momento basal, o grupo Reversão da HAP-LES apresentava menor média de PsAP (62,3±19,7 vs. 80,8±22,mmHg, p=0,032), menor prevalência de hipocinesia (37,5% vs. 88,2%,p=0,017) e de dilatação (28,5% vs. 93,8%,p=0,001) do Ventrículo Direito no ETT; e também, menor média de BNP (p=0,041) e do escore de estratificação de risco (p=0,014). Os parâmetros hemodinâmicos (pressão atrial direita, PAP, resistência vascular pulmonar, débito cardíaco e índice cardíaco) foram semelhantes em ambos os grupos (p>0,05). Na comparação entre antes e após o IS em cada grupo, os dois grupos evoluíram com melhora do SLEDAI-2K (13,0 ± 9,3 vs. 3,6 ± 3,5;p=0,028 e 7,3 ± 4,5 vs. 2,5 ± 3,5;p=0,003) e com redução do níveis de proteína-C reativa, porém com significância apenas no grupo Reversão da HAP-LES (32,8±35,2 vs. 8,0±9,4mg/L;p=0,013 e 24,3±30,8 vs. 11,9±15,2mg/L;p=0,192). O grupo Reversão da HAP-LES apresentou melhor sobrevida (p=0,047), apesar de ambos apresentarem melhora significativa na estratificação de risco de mortalidade (p<0,001 e p=0,003, respectivamente). Conclusão: Este é o primeiro estudo que demonstrou que a reversão da HAP pode ocorrer em mais de um terço dos pacientes com LES, com impacto significativo na sobrevida. Estes resultados apoiam fortemente a noção de mecanismos imunomediados e potencialmente reversíveis com controle inflamatório adequado em HAP-LES e reforça o uso de tratamento imunossupressor para todos os pacientes com LES no início da HAPIntroduction: Pulmonary Arterial Hypertension associated with Systemic Lupus Erythematosus (PAH-SLE) is a severe condition. Despite the known response to immunosuppressive therapy (IST), it is not considered a disease activity criterion but rather an item in the irreversible damage score of SLE. The magnitude of benefit with IS varies among studies, but the potential for reversibility of PAH has not yet been evaluated as a primary outcome. Objective: To assess the frequency of reversion of PAH-SLE after induction with IS therapy and potential predictors of response. Methods: A retrospective analysis of 2,074 SLE patients, prospectively followed between 2000 and 2021, identified 28 individuals with PAH-SLE (1.3%) who received induction with IST. PAH reversal was defined as normalization of pulmonary arterial pressure (PAP), either by a systolic PAP(sPAP)<40mmHg on echocardiogram (TTE) or mean PAP<20mmHg on right heart catheterization (RHC). Based on this criterion, patients were divided into two groups: Reversion of PAH-SLE and No-Reversion of PAH-SLE for comparative analysis. Demographic, clinical, and laboratory data of SLE (disease duration, clinical, laboratory and immunological/autoantibody characteristics, disease activity index by SLEDAI-2K, damage index by SDI, and IS treatment) were collected. Regarding PAH data, echocardiographic and hemodynamic parameters, BNP levels, and mortality risk stratification were analyzed. Data were assessed at baseline and after IST. Appropriate statistical analysis was applied using SigmaStat 14.5 (Systat Software Inc), with statistical significance considered at P<0.05. Results: Of the 28 patients, 10 (35.7%) achieved reversion of PAH. Demographic data, mean SLEDAI-2K, and SDI scores were similar between the Reversion and No-Reversion groups (p>0.05). At baseline, the Reversion of PAH-SLE group had a lower sPAP (62.3±19.7 vs. 80.8±22.1 mmHg, p=0.032), lower prevalence of hypokinesia (37.5 vs. 88.2%, p=0.017) and right ventricular dilation (28.5% vs. 93.8%, p=0.001) on TTE; and also, a lower mean BNP level (142.2±278.7 vs. 480.2±355.7pg/mL, p=0.041) and risk stratification score (p=0.014). Hemodynamic parameters (right atrial pressure; PAP; pulmonary vascular resistance; cardiac output and cardiac index) were similar between the groups (p>0.05). Data comparison before and after IST revealed significant improvement in SLEDAI-2K (13.0±9.3 vs. 3.6±3.5; p=0.028 and 7.3±4.5 vs. 2.5±3.5; p=0.003) for both groups and also reduction in C-reactive protein levels, however with significance only in Reversion of PAH-SLE group (32.8±35.2 vs. 8.0±9.4mg/L; p=0.013 and 24.3±30.8 vs. 11.9±15.2 mg/L; p=0.192 in No-Reversion group). Reversion of PAH-SLE group had better survival (p=0.047), although both groups showed significant improvement in mortality risk stratification (p<0.001 and p=0.003, respectively). Conclusion: This is the first study to demonstrate that reversibility of PAH can occur in more than one-third of patients with SLE, with a significant impact on survival. These results strongly support the notion of an immunomediated mechanisms that are potentially reversible with adequate inflammatory control in PAH-SLE, reinforcing the use of immunosuppressive treatment for all SLE patients at the onset of PAHBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBorba Neto, Eduardo FerreiraSouza, Rogério deAssad, Ana Paula Luppino2024-11-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-30042025-165146/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-09T19:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-30042025-165146Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-09T19:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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