Impacto da avaliação da imunoglobulina estimuladora da tireoide em pacientes com doença de Graves antes e após a radioiodoterapia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Marcus Vinícius Rodrigues de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-25092025-142134/
Resumo: Introdução: A doença de Graves (DG) decorre da ação de anticorpos contra o receptor de TSH (TRAb), destacando-se a participação da imunoglobulina estimuladora da tireoide (TSI). A detecção de TSI era feita apenas por bioensaios, mas recentemente foi desenvolvido um ensaio automatizado capaz de mensurá-la (TSI/Immulite®). A radioiodoterapia (RIT) é segura e eficaz no tratamento do hipertireoidismo na DG. Entretanto, esse tratamento promove aumento de autoanticorpos, cuja natureza e valor prognóstico não estão bem estabelecidos no desfecho terapêutico. Objetivos: Correlacionar parâmetros clínico-laboratoriais e de imagem com as concentrações de TSI/Immulite® em pacientes com DG antes e após a RIT; comparar a performance do TSI/Immulite® com o TRAb/Elecsys® e avaliar parâmetros determinantes de refratariedade a RIT. Métodos: De janeiro/2018 a janeiro/2022 incluíram-se 156 pacientes com DG. Avaliação clínica, função e autoimunidade tireoidianas foram realizadas antes, 3, 6 e 12 meses após o tratamento com radioiodo. A atividade terapêutica foi calculada baseada na captação e volume tireoidianos obtidos em até 15 dias antes. Definiu-se refratariedade a RIT na presença de hipertireoidismo 6 meses após e na ausência de medicações. TRAb/Elecsys® foi dosado por imunoensaio eletroquimioluminescente competitivo e o TSI/Immulite® foi dosado por quimioluminescência. Resultados: Completaram o estudo 126 pacientes. As determinações do TSI/Immulite® correlacionaram-se com o TRAb/Elecsys® (rho=0,65, p<0,0001), apresentando boa concordância (Bland-Altman viés:3,7, limites:-12,5 a 19,9 UI/l), embora não foram intercambiáveis (Passing-Bablok: y=0,430+1,491x). A sensibilidade e acurácia clínicas do TSI/Immulite® foram superiores ao TRAb/Elecsys® (93,2 e 82,7%; 93,6 e 85,6%, respectivamente), demonstrando menor variabilidade em baixas concentrações. Sucesso terapêutico ocorreu em 88,9% dos pacientes com DG. Maiores níveis de TSI/Immulite® e TRAb/Elecsys®, maior volume tireoidiano, menor dose absorvida de 131I e hipertireoidismo mais grave antes da RIT foram associadas à resposta terapêutica em um ano (p<0,05). Maiores concentrações de TSI/Immulite® e TRAb/Elecsys® ocorreram aos 3 e 6 meses, respectivamente, no grupo de sucesso terapêutico, com aumento progressivo do TSI/Immulite® entre refratários. A avaliação seriada do TSI/Immulite® ou TRAb/Elecsys® não colaborou para predizer refratariedade, mas a cada 1 mUI/l de aumento no TSH, reduziu-se o risco de refratariedade em 9,2% (p=0,008). Ao final de 12 meses, 88,2% mantinham TSI/Immulite® positivo e 72,2% TRAb/Elecsys® positivo. Piora ou surgimento de orbitopatia de Graves ocorreram em 2,8% e 5,6%, respectivamente, que foram relacionados com tabagismo (p=0,06), mas não à variação de TSI/TRAb ou função tireoidiana. O percentual de obesos subiu de 24,3% para 40% após RIT e o ganho associou-se às concentrações mais elevadas de T3 antes da terapia (p=0,018) e menores concentrações de T4 livre 3 meses após RIT (p=0,003). Conclusões: Refratariedade à RIT foi associada a níveis mais altos de TRAb/Elecsys® e TSI/Immulite® antes da RIT. Embora a área sob curva dos testes seja equivalente, o TSI/Immulite® demonstrou superior sensibilidade e precisão clínicas. Apesar de padrões distintos dos autoanticorpos após a RIT, o monitoramento longitudinal não previu a resposta terapêutica após um ano, diferentemente do TSH, mas detectamos concentrações persistentemente altas. Monitorização da função tireoidiana, orbitopatia e peso corpóreo são fundamentais no seguimento desses pacientes para minimizar efeitos colaterais dessa terapia
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spelling Impacto da avaliação da imunoglobulina estimuladora da tireoide em pacientes com doença de Graves antes e após a radioiodoterapiaImpact of thyroid-stimulating immunoglobulin assessment in patients with Graves\' disease before and after radioiodine therapyDoença de GravesGraves' diseaseImunoglobulinas estimuladoras da glândula tireoideIodo radioativoPrognosisPrognósticoRadioactive iodineThyroid stimulating immunoglobulinsTratamentoTreatmentIntrodução: A doença de Graves (DG) decorre da ação de anticorpos contra o receptor de TSH (TRAb), destacando-se a participação da imunoglobulina estimuladora da tireoide (TSI). A detecção de TSI era feita apenas por bioensaios, mas recentemente foi desenvolvido um ensaio automatizado capaz de mensurá-la (TSI/Immulite®). A radioiodoterapia (RIT) é segura e eficaz no tratamento do hipertireoidismo na DG. Entretanto, esse tratamento promove aumento de autoanticorpos, cuja natureza e valor prognóstico não estão bem estabelecidos no desfecho terapêutico. Objetivos: Correlacionar parâmetros clínico-laboratoriais e de imagem com as concentrações de TSI/Immulite® em pacientes com DG antes e após a RIT; comparar a performance do TSI/Immulite® com o TRAb/Elecsys® e avaliar parâmetros determinantes de refratariedade a RIT. Métodos: De janeiro/2018 a janeiro/2022 incluíram-se 156 pacientes com DG. Avaliação clínica, função e autoimunidade tireoidianas foram realizadas antes, 3, 6 e 12 meses após o tratamento com radioiodo. A atividade terapêutica foi calculada baseada na captação e volume tireoidianos obtidos em até 15 dias antes. Definiu-se refratariedade a RIT na presença de hipertireoidismo 6 meses após e na ausência de medicações. TRAb/Elecsys® foi dosado por imunoensaio eletroquimioluminescente competitivo e o TSI/Immulite® foi dosado por quimioluminescência. Resultados: Completaram o estudo 126 pacientes. As determinações do TSI/Immulite® correlacionaram-se com o TRAb/Elecsys® (rho=0,65, p<0,0001), apresentando boa concordância (Bland-Altman viés:3,7, limites:-12,5 a 19,9 UI/l), embora não foram intercambiáveis (Passing-Bablok: y=0,430+1,491x). A sensibilidade e acurácia clínicas do TSI/Immulite® foram superiores ao TRAb/Elecsys® (93,2 e 82,7%; 93,6 e 85,6%, respectivamente), demonstrando menor variabilidade em baixas concentrações. Sucesso terapêutico ocorreu em 88,9% dos pacientes com DG. Maiores níveis de TSI/Immulite® e TRAb/Elecsys®, maior volume tireoidiano, menor dose absorvida de 131I e hipertireoidismo mais grave antes da RIT foram associadas à resposta terapêutica em um ano (p<0,05). Maiores concentrações de TSI/Immulite® e TRAb/Elecsys® ocorreram aos 3 e 6 meses, respectivamente, no grupo de sucesso terapêutico, com aumento progressivo do TSI/Immulite® entre refratários. A avaliação seriada do TSI/Immulite® ou TRAb/Elecsys® não colaborou para predizer refratariedade, mas a cada 1 mUI/l de aumento no TSH, reduziu-se o risco de refratariedade em 9,2% (p=0,008). Ao final de 12 meses, 88,2% mantinham TSI/Immulite® positivo e 72,2% TRAb/Elecsys® positivo. Piora ou surgimento de orbitopatia de Graves ocorreram em 2,8% e 5,6%, respectivamente, que foram relacionados com tabagismo (p=0,06), mas não à variação de TSI/TRAb ou função tireoidiana. O percentual de obesos subiu de 24,3% para 40% após RIT e o ganho associou-se às concentrações mais elevadas de T3 antes da terapia (p=0,018) e menores concentrações de T4 livre 3 meses após RIT (p=0,003). Conclusões: Refratariedade à RIT foi associada a níveis mais altos de TRAb/Elecsys® e TSI/Immulite® antes da RIT. Embora a área sob curva dos testes seja equivalente, o TSI/Immulite® demonstrou superior sensibilidade e precisão clínicas. Apesar de padrões distintos dos autoanticorpos após a RIT, o monitoramento longitudinal não previu a resposta terapêutica após um ano, diferentemente do TSH, mas detectamos concentrações persistentemente altas. Monitorização da função tireoidiana, orbitopatia e peso corpóreo são fundamentais no seguimento desses pacientes para minimizar efeitos colaterais dessa terapiaIntroduction: Graves disease (GD) arises from the action of antibodies against the TSH receptor (TRAb), with thyroid-stimulating immunoglobulin (TSI) playing a key role. TSI detection was previously only performed using bioassays, but an automated assay capable of measuring was recently developed (TSI/Immulite®). Radioiodine therapy (RIT) is a safe and effective treatment for hyperthyroidism in GD. However, this treatment promotes an increase in autoantibodies, whose nature and prognostic value in therapeutic outcomes remain unclear. Objectives: To correlate clinical, laboratory, and imaging parameters with TSI/Immulite® concentrations in patients with GD before and after RIT; to compare the performance of TSI/Immulite® with TRAb/Elecsys®; and to evaluate determinants of refractoriness to RIT. Methods: From January 2018 to January 2022, 156 patients with GD were included. Clinical evaluations, thyroid function and thyroid autoimmunity assessments were performed before and 3, 6, and 12 months after RIT. Therapeutic activity was calculated based on thyroid uptake and volume measured up to 15 days before. Refractoriness to RIT was defined as persistent hyperthyroidism 6 months post-treatment without medications. TRAb/Elecsys® was measured using a competitive electrochemiluminescent immunoassay, and TSI/Immulite® was measured by chemiluminescence. Results: A total of 126 patients completed the study. TSI/Immulite® determinations correlated with TRAb/Elecsys® (rho=0.65, p<0.0001), showing good agreement (Bland-Altman bias: 3.7, limits: -12.5 to 19.9 IU/L), although they were not interchangeable (Passing-Bablok: y=0.430+1.491x). The clinical sensitivity and accuracy of TSI/Immulite® were superior to TRAb/Elecsys® (93.2% and 82.7%; 93.6% and 85.6%, respectively), with lower variability at low concentrations. Therapeutic success was achieved in 88.9% of patients with GD. Higher levels of TSI/Immulite® and TRAb/Elecsys®, larger thyroid volume, lower absorbed dose of I-131, and more severe hyperthyroidism before RIT were associated with therapeutic outcomes at one year (p<0.05). Higher concentrations of TSI/Immulite® and TRAb/Elecsys® were observed at 3 and 6 months, respectively, in the therapeutic success group, with progressive increases in TSI/Immulite® in refractory patients. Serial evaluation of TSI/Immulite® or TRAb/Elecsys® did not predict refractoriness, but each 1 mIU/L increase in TSH reduced the risk of refractoriness by 9.2% (p=0.008). At 12 months, 88.2% had persistent positive TSI/Immulite®, and 72.2% had positive TRAb/Elecsys®. Worsening or new-onset Graves orbitopathy occurred in 2.8% and 5.6% of patients, respectively, and was associated with smoking (p=0.06) but not with changes in TSI/TRAb or thyroid function. The percentage of obese patients increased from 24.3% to 40% after RIT, with weight gain associated with higher pre-treatment T3 concentrations (p=0.018) and lower free T4 concentrations 3 months after RIT (p=0.003). Conclusions: Refractoriness to RIT was associated with higher pre-treatment levels of TRAb/Elecsys® and TSI/Immulite®. Although the area under the curve was equivalent for both tests, TSI/Immulite® demonstrated superior clinical sensitivity and precision. Despite distinct patterns of autoantibodies after RIT, longitudinal monitoring did not predict therapeutic outcomes after one year, unlike TSH, but persistently high concentrations were detected. Monitoring thyroid function, orbitopathy, and body weight are essential in the follow-up of these patients to minimize side effects of this therapyBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMarui, SuemiSouza, Marcus Vinícius Rodrigues de2025-03-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-25092025-142134/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-25T19:01:02Zoai:teses.usp.br:tde-25092025-142134Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-25T19:01:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Souza, Marcus Vinícius Rodrigues de
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