Prática psicológica clínica interventiva no judiciário: possibilidade de ação em Varas de Família

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Costa, Ana Clara Hermogenes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-09092024-124731/
Resumo: A presente pesquisa nasceu de questionamentos emergentes na experiência como psicóloga judiciária no Setor de Psicologia das Varas de Família e Sucessões do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Partiu-se da necessidade de compreender a ação do psicólogo no contexto institucional judiciário, interrogando-se sobre as possibilidades de ação psicológica nesse campo ainda pouco contemplado pelo ensino em Psicologia. A prática dos psicólogos no judiciário ainda é predominantemente avaliativa de natureza pericial e observa-se que os profissionais da área têm questionado os limites da abordagem pericial frente à demanda da clientela do judiciário que, aparentemente, não está restrita à dimensão alocativa do direito, mas que adentra a instituição com este pedido. Destaca-se, no entanto, pela doutrina da Proteção Integral da infância e juventude, a importância social, jurídica e política do trabalho do psicólogo que atua diretamente com famílias em litígio, envolvendo crianças e adolescentes. É nesse contexto que a pesquisa se insere e se justifica pelo objetivo de ampliar a compreensão sobre as possibilidades da prática psicológica no judiciário e das relações entre a Psicologia e o Direito no atendimento à demanda social por Justiça e atenção psicológica, desvelada nesta investigação. Diante das transformações da sociedade que refletem mudanças em nosso ordenamento jurídico e convocam a Psicologia a contribuir como área de saber e atuação, questiona-se: quais as possibilidades da prática psicológica no contexto das Varas de Família? O percurso metodológico e compreensivo da pesquisa se ampara na Abordagem Fenomenológica Existencial, como compreensão ontológica da existência humana e pelo referencial psicossociológico da Psicologia Social Clínica, como metodologia interventiva de pesquisa e prática psicológica em instituições. Assim, compreendemos como possibilidade realizada da prática psicológica a ação clínica e interventiva como metodologia avaliativa que vem transcendendo a demanda judicial e se construindo no encontro de psicólogos com a demanda psicológica emergente no atendimento em Varas de Família, constituindo-se uma prática que se orienta, não apenas pela designação judiciária, mas também pelo sentido da ação psicológica em contexto.
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A prática dos psicólogos no judiciário ainda é predominantemente avaliativa de natureza pericial e observa-se que os profissionais da área têm questionado os limites da abordagem pericial frente à demanda da clientela do judiciário que, aparentemente, não está restrita à dimensão alocativa do direito, mas que adentra a instituição com este pedido. Destaca-se, no entanto, pela doutrina da Proteção Integral da infância e juventude, a importância social, jurídica e política do trabalho do psicólogo que atua diretamente com famílias em litígio, envolvendo crianças e adolescentes. É nesse contexto que a pesquisa se insere e se justifica pelo objetivo de ampliar a compreensão sobre as possibilidades da prática psicológica no judiciário e das relações entre a Psicologia e o Direito no atendimento à demanda social por Justiça e atenção psicológica, desvelada nesta investigação. 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Assim, compreendemos como possibilidade realizada da prática psicológica a ação clínica e interventiva como metodologia avaliativa que vem transcendendo a demanda judicial e se construindo no encontro de psicólogos com a demanda psicológica emergente no atendimento em Varas de Família, constituindo-se uma prática que se orienta, não apenas pela designação judiciária, mas também pelo sentido da ação psicológica em contexto.The present research emerged from questions arising in the experience as a forensic psychologist in the Psychology Department of the Family and Succession Courts of the Court of Justice of the State of São Paulo. The need to understand the psychologists role in the judicial institutional context led to an inquiry into the possibilities of psychological action in this field, which is still not widely addressed in psychology education. Psychologists practice in the judiciary is still predominantly evaluative and of a forensic nature. It is observed that professionals in the field have been questioning the limits of the forensic approach in response to the demands of the judiciary clientele, seemingly extending beyond the allocative dimension of the law and penetrating the institution with this request. However, the doctrine of the Comprehensive Protection of Children and Adolescents emphasizes the social, legal, and political importance of the work of psychologists directly involved with families in litigation, including children and adolescents. It is within this context that the research is situated and justified by the goal of expanding the understanding of the possibilities of psychological practice in the judiciary and the relationships between Psychology and Law in addressing societal demands for justice and psychological attention, as revealed in this investigation. Given the transformations in society that reflect changes in our legal system and call upon Psychology to contribute as a field of knowledge and practice, the question arises: what are the possibilities of psychological practice in the context of Family Courts? The methodological and comprehensive approach of the research is grounded in the Existential Phenomenological Approach as an ontological understanding of human existence and the psychosociological framework of Clinical Social Psychology as an interventional methodology for research and psychological practice in institutions. Thus, we understand clinical and interventional action as a realized possibility of psychological practice, transcending the judicial demand and evolving in the encounter of psychologists with the emerging psychological demand in Family Courts. It constitutes a practice guided not only by judicial designation but also by the meaning of psychological action in context.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMorato, Henriette Tognetti PenhaCosta, Ana Clara Hermogenes2024-05-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-09092024-124731/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-09-09T16:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-09092024-124731Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-09-09T16:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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