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Retalho pediculado em ilha: um modelo experimental de congestão venosa, utilizando a orelha de coelho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Amaral, Ana Patrícia Carvalho Araújo do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-19122025-102204/
Resumo: A dificuldade técnica básica na microcirurgia é a realização da anastomose de vasos de pequeno calibre, especialmente as veias. Mesmo quando o reparo venoso é possível, há um risco elevado de trombose venosa no período pós-operatório. A principal complicação observada nesses procedimentos é a insuficiência venosa, com conseqüente congestão venosa que, quando não tratada, pode ocasionar graus variáveis de necrose tecidual e comprometer o sucesso dos procedimentos microcirúrgicos. O objetivo dessa pesquisa foi desenvolver um modelo experimental de congestão venosa, para estudo desta complicação e de sua terapêutica. Foram feitos um total de 42 retalhos pericôndríocutâneos, baseados no pedículo auricular central, medindo 3 cm x 2 cm , no dorso da orelha de 24 coelhos machos, da raça Nova Zelândia, albinos, com peso corporal variando entre 1945 g a 2655 g, fornecidos pelo Biotério Central da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Os retalhos constituíram 6 grupos experimentais, a saber: Grupo 1 (controle) com n = 12, Grupo 2 (isquemia primária por congestão venosa, sem divisão do nervo) com n = 6, Grupo 3 (isquemia primária por congestão venosa, com divisão do nervo), com n = 6, Grupo 4 (isquemia secundária por congestão venosa, durante 6 horas), com n = 6, Grupo 5 (isquemia secundária por congestão venosa, durante 8 horas), com n = 6, Grupo 6 (isquemia secundária por congestão venosa, durante 10 horas), com n = 6. Os retalhos foram monitorados clinicamente durante 7 dias. A quantidade de congestão venosa foi estimada através da medida da espessura das orelhas, na região central dos retalhos, bem como pesagem dos retalhos, realizadas no sétimo dia de pós-operatório. Os resultados obtidos foram comparados entre os diversos grupos, utilizando-se o teste t de Student, para amostras pareadas, e o teste de Análise de Variância (ANOVA), para amostras não pareadas. O monitoramento clínico foi eficaz no diagnóstico da congestão venosa, sendo que os principais sinais clínicos foram: edema, coloração roxo-azulada do retalho e sangramento de cor escura pelas bordas da ferida. Com relação à quantidade de congestão venosa, diferenças entre o Grupo 1 (controle) e os demais grupos experimentais foram observadas, demonstrando que o modelo foi eficaz em produzir congestão venosa. Além disso, também foram detectadas diferenças entre os grupos 2 e 3, que mostraram a importante contribuição da vasa nervorum para a drenagem venosa. Nenhuma diferença foi observada entre os grupos 4, 5 e 6. Portanto, foi obtida uma verificação experimental não só da eficácia do modelo proposto, mas também da importância da divisão ou \"clampeamento\" do nervo no processo.
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Foram feitos um total de 42 retalhos pericôndríocutâneos, baseados no pedículo auricular central, medindo 3 cm x 2 cm , no dorso da orelha de 24 coelhos machos, da raça Nova Zelândia, albinos, com peso corporal variando entre 1945 g a 2655 g, fornecidos pelo Biotério Central da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Os retalhos constituíram 6 grupos experimentais, a saber: Grupo 1 (controle) com n = 12, Grupo 2 (isquemia primária por congestão venosa, sem divisão do nervo) com n = 6, Grupo 3 (isquemia primária por congestão venosa, com divisão do nervo), com n = 6, Grupo 4 (isquemia secundária por congestão venosa, durante 6 horas), com n = 6, Grupo 5 (isquemia secundária por congestão venosa, durante 8 horas), com n = 6, Grupo 6 (isquemia secundária por congestão venosa, durante 10 horas), com n = 6. Os retalhos foram monitorados clinicamente durante 7 dias. A quantidade de congestão venosa foi estimada através da medida da espessura das orelhas, na região central dos retalhos, bem como pesagem dos retalhos, realizadas no sétimo dia de pós-operatório. Os resultados obtidos foram comparados entre os diversos grupos, utilizando-se o teste t de Student, para amostras pareadas, e o teste de Análise de Variância (ANOVA), para amostras não pareadas. O monitoramento clínico foi eficaz no diagnóstico da congestão venosa, sendo que os principais sinais clínicos foram: edema, coloração roxo-azulada do retalho e sangramento de cor escura pelas bordas da ferida. Com relação à quantidade de congestão venosa, diferenças entre o Grupo 1 (controle) e os demais grupos experimentais foram observadas, demonstrando que o modelo foi eficaz em produzir congestão venosa. Além disso, também foram detectadas diferenças entre os grupos 2 e 3, que mostraram a importante contribuição da vasa nervorum para a drenagem venosa. Nenhuma diferença foi observada entre os grupos 4, 5 e 6. Portanto, foi obtida uma verificação experimental não só da eficácia do modelo proposto, mas também da importância da divisão ou \"clampeamento\" do nervo no processo.The basic technical difficulty in the microsurgery is the accomplishment of the anastomosis of vases of small diameter, especially the veins. Even when the venous repair is possible, there is a high risk of venous thrombosis in the postoperative period. The main complication observed in those procedures is the venous insufficiency, with consequent venous congestion. The venous congestion, when not treated, can cause variable degrees of tissue necrosis and to risk the microsurgery procedures success. The objective of this research was to develop an experimental model of venous congestion, in order to study this complication and its therapeutics. A total of 42 perichondrocutaneous flaps were made, based on a vascular pedicle consisting of the central auricular artery and vein, measuring 3 cm x 2 cm, in the dorsum of the ear of 24 male, New Zealand white rabbits, with corporal weight varying among 1945 g to 2655 g, supplied by Central Biotery of the Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. The flaps constituted 6 experimental groups, namely: Group 1 (control) with n = 12, Group 2 (primary isquemia by venous congestion, without nerve division) with n = 6, Group 3 (primary isquemia by venous congestion, with nerve division), with n = 6, Group 4 (secondary isquemia by venous congestion, for 6 hours), with n = 6, Group 5 (secondary isquemia by venous congestion, for 8 hours), with n = 6, Group 6 (secondary isquemia by venous congestion, for 10 hours), with n = 6. The clinical monitoring of the flaps was performed for 7 days. The amount of venous congestion was evaluated through the measure of the thickness of the ears, in the central area of the flaps, as well as by weighting the flaps, at the seventh day of postoperative. The results obtained were compared among the several groups, by using the Student t-test for paired samples and the test of Analysis of Variance (ANOVA) for unpaired samples. The clinical monitoring was effective for diagnosis of venous congestion, and the main clinical signs were: edema, flap with purple-bluish coloration and bleeding of dark color at the wound borders. With respect to the amount of venous congestion, differences between the Group 1 (control) and the other experimental groups were observed, showing that the model was effective in producing venous congestion. Furthermore, differences between groups 2 and 3 were also detected, which showed the important contribution of the vasa nervorum to the venous drainage. There was no difference observed among the groups 4, 5 and 6. Therefore, it was obtained a experimental verification not only of the proposed model, but also of the importance of nerve division or clamping in the process.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarbieri, Claudio HenriqueAmaral, Ana Patrícia Carvalho Araújo do2005-06-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-19122025-102204/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-19T12:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-19122025-102204Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-19T12:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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