Sofrimentos psicossociais de trabalhadoras da saúde da linha de frente na Covid-19
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-11122023-145917/ |
Resumo: | Antes da pandemia de Covid-19 as trabalhadoras de saúde já sofriam com cargas horárias exaustivas de trabalho, terceirização da mão de obra, baixos salários, instabilidade na carreira e ausência de políticas públicas estáveis em saúde mental. Com a chegada da pandemia, em fevereiro de 2020, os sofrimentos enfrentados por elas se intensificaram, escancarando uma realidade angustiante. Com a falta de equipamentos de proteção (EPIS) no início da pandemia, distanciamento dos lares, medo de se contaminarem e transmitirem a doença para os amigos e familiares, temor da morte por presenciarem falecimentos em massa, muitos sofrimentos emergiram. Diante disso, essa pesquisa teve como objetivo, descrever e compreender quais foram os sofrimentos mais evidentes para as trabalhadoras da saúde na Covid-19 e quais foram os sentidos produzidos por elas neste contexto. Para a articulação teórica foram utilizados(as) autores(as) que estudaram a pandemia de Covid-19 e algumas ideias de autores(as) como: Michel Foucault, Judith Butler, Peter Pelbart e Achille Mbembe. O estudo é qualitativo, pois a abordagem permite maior exploração dos sentidos e significados produzidos pelas trabalhadoras. Para o desenvolvimento e análise da pesquisa foi utilizado o método construcionista de Mary Jane Spink e Colaboradores. Foram realizadas entrevistas semiabertas com dez trabalhadoras da cidade de São Paulo, atuantes em hospital de campanha, hospital público e particular, sendo elas; 1 médica, 2 enfermeiras, 2 técnicas de enfermagem, 3 psicólogas, 1 fisioterapeuta e 1 auxiliar de limpeza. Como resultado foi possível observar sofrimentos ligados ao medo de se contaminar e contaminar os familiares, ansiedade, insônia, depressão, sensação de impotência diante das mortes em massa e desespero. Além dos sofrimentos mencionados foi possível observar que o modo como o trabalho opera no campo da saúde produz e mantém os sofrimentos, atravessando as subjetividades das trabalhadoras, através de uma lógica corrosiva neoliberalista. |
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Sofrimentos psicossociais de trabalhadoras da saúde da linha de frente na Covid-19Psychosocial suffering in women working on the front line against Covid-19Covid-19Covid-19Health female workersPsychosocial sufferingSofrimento psicossocialTrabalhadoras de saúdeAntes da pandemia de Covid-19 as trabalhadoras de saúde já sofriam com cargas horárias exaustivas de trabalho, terceirização da mão de obra, baixos salários, instabilidade na carreira e ausência de políticas públicas estáveis em saúde mental. Com a chegada da pandemia, em fevereiro de 2020, os sofrimentos enfrentados por elas se intensificaram, escancarando uma realidade angustiante. Com a falta de equipamentos de proteção (EPIS) no início da pandemia, distanciamento dos lares, medo de se contaminarem e transmitirem a doença para os amigos e familiares, temor da morte por presenciarem falecimentos em massa, muitos sofrimentos emergiram. Diante disso, essa pesquisa teve como objetivo, descrever e compreender quais foram os sofrimentos mais evidentes para as trabalhadoras da saúde na Covid-19 e quais foram os sentidos produzidos por elas neste contexto. Para a articulação teórica foram utilizados(as) autores(as) que estudaram a pandemia de Covid-19 e algumas ideias de autores(as) como: Michel Foucault, Judith Butler, Peter Pelbart e Achille Mbembe. O estudo é qualitativo, pois a abordagem permite maior exploração dos sentidos e significados produzidos pelas trabalhadoras. Para o desenvolvimento e análise da pesquisa foi utilizado o método construcionista de Mary Jane Spink e Colaboradores. Foram realizadas entrevistas semiabertas com dez trabalhadoras da cidade de São Paulo, atuantes em hospital de campanha, hospital público e particular, sendo elas; 1 médica, 2 enfermeiras, 2 técnicas de enfermagem, 3 psicólogas, 1 fisioterapeuta e 1 auxiliar de limpeza. Como resultado foi possível observar sofrimentos ligados ao medo de se contaminar e contaminar os familiares, ansiedade, insônia, depressão, sensação de impotência diante das mortes em massa e desespero. Além dos sofrimentos mencionados foi possível observar que o modo como o trabalho opera no campo da saúde produz e mantém os sofrimentos, atravessando as subjetividades das trabalhadoras, através de uma lógica corrosiva neoliberalista.Before the Covid-19 pandemic female workers had already been suffering from exhausting working hours, outsourcing contracts, low salaries, career instability and the lack of stable public policies in mental health. The advent of the pandemic in February of 2020 intensified their struggles unveiling their excruciating reality. Along with the lack of personal protective clothing and equipment (PPE) in the beginning of the pandemic, distancing from their homes, fear of contracting and transmitting the virus to friends and relatives, fear of death for witnessing so many people passing away, many forms of suffering emerged. In light of this, the study that follows aims at describing and understanding the most evident forms of suffering faced by the female health workers during the Covid-19 pandemic, as well as how they have made sense of that in such context. For the theoretical articulation we have analyzed authors who studied the pandemic of Covid-19 and the ideas of authors such as: Michel Foucault, Judith Butler, Peter Pelbart and Achille Mbembe. This is a qualitative study which allows a broader exploration of the senses and meaning produced by the workers. For the development and the analyzes of thee research we have used Mary Jane Spink (and collaborators) constructionist method. We used a semi-structured script to interview ten workers resident in São Paulo who have worked in field hospitals, public and private hospitals, among them: 1 doctor, 2 nurses, 2 nurse technicians, 3 psychologists, 1 physical therapist and 1 assistant cleaner. As a result, it was possible to verify their fear of getting contaminated and contaminating family members, anxiety, insomnia, depression, powerlessness facing mass death and despair. Moreover, it was possible to observe that the way the work is being done in the health segment produces and maintain the suffering, cross their subjectivities with a neoliberal corrosive logic.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCruz, Elizabete FrancoSantos, Vanessa dos2023-10-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-11122023-145917/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-17T17:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-11122023-145917Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-17T17:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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