Avaliação da frequência de Aedes aegypti e Aedes albopictus (Diptera: Culicidae) em São Bernardo do Campo, São Paulo: uma contribuição para o controle vetorial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6142/tde-14102025-133858/ |
Resumo: | Os arbovírus dengue, Zika e chikungunya são transmitidos ao homem pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762). No Brasil, o mosquito Aedes (Stegomyia) albopictus (Skuse, 1895) é considerado vetor potencial, não podendo, assim, ter sua vigilância e controle negligenciados. O estudo teve como objetivo a avaliação da abundância e frequência sazonal de Ae. aegypti e de Ae. albopictus no município de São Bernardo do Campo, São Paulo, no período de 2017 a 2023. Os dados secundários foram obtidos das atividades do Centro de Controle de Zoonoses. Os dados foram organizados em planilhas de Excel e foi realizada a avaliação da abundância e frequência sazonal das larvas nos bairros do município. Foram identificados um total de 35.127 larvas de mosquitos, com predomínio de Ae. aegypti (32.440; 92,35%), seguido por Ae. albopictus 2.687 (7,65%). Dentre as atividade realizadas, a atividade \"Casa a Casa\" foi realizada com maior frequência pelos agentes em todos os anos (93,87% - 97,77%) e gerou mais registros para Ae. aegypti em todos os anos avaliados (16.777; 96,55%). A atividade \"Ponto Estratégico\" gerou mais registros para Ae. albopictus (1.146; 10,30%), exceto em 2017. A presença de Ae. aegypti alcançou picos nos meses de fevereiro e março, enquanto picos de Ae. albopictus foi registrado em maio, junho, setembro e dezembro. Os mapas georreferenciados indicaram maior concentração de Ae. aegypti nos meses de verão (28.511; 50,81%), especialmente nos bairros Centro (3.252; 11,41%), Dos Alvarengas (2.727; 9,56%) e Taboão (2.631; 9,23%). O inverno foi a estação com os menores registros de larvas de Ae. aegypti, exceto em 2021 e 2022, quando foram registrados os menores números na Primavera. Nossos resultados destacam a necessidade de monitoramento contínuo de Ae. aegypti, e a importância de incluir os dados sistêmicos de Ae. albopictus na vigilância entomológica, visando traçar estratégias de controle direcionadas para ambos os vetores. |
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Avaliação da frequência de Aedes aegypti e Aedes albopictus (Diptera: Culicidae) em São Bernardo do Campo, São Paulo: uma contribuição para o controle vetorialEvaluation of the frequency of Aedes aegypti and Aedes albopictus (Diptera: Culicidae) in São Bernardo do Campo, São Paulo: a contribution to vector controlArbovirosesArbovirusesChikungunyaChikungunyaDengueDengueMosquitoMosquitoVectorsVetoresZikaZikaOs arbovírus dengue, Zika e chikungunya são transmitidos ao homem pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762). No Brasil, o mosquito Aedes (Stegomyia) albopictus (Skuse, 1895) é considerado vetor potencial, não podendo, assim, ter sua vigilância e controle negligenciados. O estudo teve como objetivo a avaliação da abundância e frequência sazonal de Ae. aegypti e de Ae. albopictus no município de São Bernardo do Campo, São Paulo, no período de 2017 a 2023. Os dados secundários foram obtidos das atividades do Centro de Controle de Zoonoses. Os dados foram organizados em planilhas de Excel e foi realizada a avaliação da abundância e frequência sazonal das larvas nos bairros do município. Foram identificados um total de 35.127 larvas de mosquitos, com predomínio de Ae. aegypti (32.440; 92,35%), seguido por Ae. albopictus 2.687 (7,65%). Dentre as atividade realizadas, a atividade \"Casa a Casa\" foi realizada com maior frequência pelos agentes em todos os anos (93,87% - 97,77%) e gerou mais registros para Ae. aegypti em todos os anos avaliados (16.777; 96,55%). A atividade \"Ponto Estratégico\" gerou mais registros para Ae. albopictus (1.146; 10,30%), exceto em 2017. A presença de Ae. aegypti alcançou picos nos meses de fevereiro e março, enquanto picos de Ae. albopictus foi registrado em maio, junho, setembro e dezembro. Os mapas georreferenciados indicaram maior concentração de Ae. aegypti nos meses de verão (28.511; 50,81%), especialmente nos bairros Centro (3.252; 11,41%), Dos Alvarengas (2.727; 9,56%) e Taboão (2.631; 9,23%). O inverno foi a estação com os menores registros de larvas de Ae. aegypti, exceto em 2021 e 2022, quando foram registrados os menores números na Primavera. Nossos resultados destacam a necessidade de monitoramento contínuo de Ae. aegypti, e a importância de incluir os dados sistêmicos de Ae. albopictus na vigilância entomológica, visando traçar estratégias de controle direcionadas para ambos os vetores.Arboviruses, dengue, Zika, and chikungunya are transmitted to humans through the bite of infected female Aedes (Stegomyia) aegypti mosquitoes (Linnaeus, 1762). In Brazil, the Aedes (Stegomyia) albopictus (Skuse, 1895) mosquito is considered a potential vector, and therefore its surveillance and control cannot be neglected. The objective of this study was to evaluate the abundance and seasonal frequency of Ae. aegypti and Ae. albopictus in the municipality of São Bernardo do Campo, São Paulo, from 2017 to 2023. Secondary data were obtained from the activities of the Zoonosis Control Center. The data were organized in Excel spreadsheets, and a seasonal assessment of the frequency and abundance of mosquitoes in the municipality\'s neighborhoods was performed. A total of 35,127 mosquito larvae were identified, with a predominance of Ae. aegypti (32,440; 92.35%), followed by Ae. albopictus 2,687 (7.65%). The House to House activity was carried out most frequently by agents in all years (93.87% - 97.77%) and generated more records for Ae. aegypti in all years evaluated (16,777; 96.55%). The Strategic Point activity generated more records for Ae. albopictus (1,146; 10.30%), except in 2017. The presence of Ae. aegypti peaked in February and March, while peaks of Ae. albopictus were recorded in May, June, September, and December. Georeferenced maps indicated a higher concentration of Ae. aegypti in the summer months (28,511; 50.81%), especially in the neighborhoods of Centro (3,252; 11.41%), Dos Alvarengas (2,727; 9.56%), and Taboão (2,631; 9.23%). Winter was the season with the lowest records of Ae. aegypti larvae, except in 2021 and 2022, when the lowest numbers were recorded in spring. Our results highlight the need for continuous monitoring of Ae. aegypti, and the importance of including system-level data on Ae. albopictus in entomological surveillance, in order to develop targeted control strategies for both vectors.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCamara, Tamara Nunes de LimaSouza, Gisele Soares de2025-09-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6142/tde-14102025-133858/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-14T16:44:02Zoai:teses.usp.br:tde-14102025-133858Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-14T16:44:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Os arbovírus dengue, Zika e chikungunya são transmitidos ao homem pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes (Stegomyia) aegypti (Linnaeus, 1762). No Brasil, o mosquito Aedes (Stegomyia) albopictus (Skuse, 1895) é considerado vetor potencial, não podendo, assim, ter sua vigilância e controle negligenciados. O estudo teve como objetivo a avaliação da abundância e frequência sazonal de Ae. aegypti e de Ae. albopictus no município de São Bernardo do Campo, São Paulo, no período de 2017 a 2023. Os dados secundários foram obtidos das atividades do Centro de Controle de Zoonoses. Os dados foram organizados em planilhas de Excel e foi realizada a avaliação da abundância e frequência sazonal das larvas nos bairros do município. Foram identificados um total de 35.127 larvas de mosquitos, com predomínio de Ae. aegypti (32.440; 92,35%), seguido por Ae. albopictus 2.687 (7,65%). Dentre as atividade realizadas, a atividade \"Casa a Casa\" foi realizada com maior frequência pelos agentes em todos os anos (93,87% - 97,77%) e gerou mais registros para Ae. aegypti em todos os anos avaliados (16.777; 96,55%). A atividade \"Ponto Estratégico\" gerou mais registros para Ae. albopictus (1.146; 10,30%), exceto em 2017. A presença de Ae. aegypti alcançou picos nos meses de fevereiro e março, enquanto picos de Ae. albopictus foi registrado em maio, junho, setembro e dezembro. Os mapas georreferenciados indicaram maior concentração de Ae. aegypti nos meses de verão (28.511; 50,81%), especialmente nos bairros Centro (3.252; 11,41%), Dos Alvarengas (2.727; 9,56%) e Taboão (2.631; 9,23%). O inverno foi a estação com os menores registros de larvas de Ae. aegypti, exceto em 2021 e 2022, quando foram registrados os menores números na Primavera. Nossos resultados destacam a necessidade de monitoramento contínuo de Ae. aegypti, e a importância de incluir os dados sistêmicos de Ae. albopictus na vigilância entomológica, visando traçar estratégias de controle direcionadas para ambos os vetores. |
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