Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais?: o mito do apagamento do nome das mulheres da história

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Costa, Aline Dainez da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-10102024-164148/
Resumo: Diante do apagamento da minha primeira pesquisa em filosofia, esta carta teve início. O enigma que minha escrita ousa constituir é: o que faz com que as mulheres tenham seus nomes apagados da história? Em uma tentativa de incluir-me como mais uma que constrói uma hipótese como resposta a essa pergunta, meu escrito almeja uma saída insuspeitada pelo seu avesso, desde uma das teorias que é alvo de crítica (não só) dos feminismos: a psicanálise. Para tanto, a partir das obras de Sigmund Freud, Jacques Lacan e seus comentadores, reúno o subsídio necessário para responder à minha indagação. Entender as razões desse apagamento é impossível, pois qualquer resposta que se invente será sempre uma ficção, por este motivo construo uma. O objetivo deste trabalho, portanto, é criar um mito, elaborado até a categoria de um complexo, que responda sobre o apagamento do nome das mulheres da história com o intuito de construir uma saída para a demanda de reconhecimento por meio da subversão desencadeada pela passagem de um discurso ao outro. Proponho a tese do complexo de Agar para abordar essa estrutura de desaparição que se repete a cada nome apagado pelo mar e que será rememorado a partir dos sulcos que restam como um deslocamento produzido a cada marca escrita na areia. Já que a feminilidade não pode ser circunscrita por nenhuma definição, essa impossibilidade se abre para novos mundos, subversões. Opero uma subversão, na justa relação entre o conteúdo (apagamento do nome das mulheres) e a forma (carta). Por fim, elaboro a aposta de que a saída do complexo de Agar se daria pela via do discurso do analista, isto é, algo inédito, um achado, algo que subverte um saber anterior, produzindo um não-sentido e constituindo um novo discurso a ser agenciado
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