Revestimentos com propriedades de autorreparação modificados com microcápsulas poliméricas poliuretânicas contendo poliisocianatos como agentes reparadores.
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-09012026-090432/ |
Resumo: | As tintas são amplamente utilizadas para prevenir a corrosão de metais. Embora geralmente eficazes, ainda estão propensas a falhas. Nesse contexto, revestimentos autorreparadores modificados com microcápsulas poliméricas carregadas com agentes formadores de filme são uma alternativa promissora para estender a proteção anticorrosiva de estruturas metálicas. Essas modificações criam um reservatório de emergência dentro do revestimento, que libera um agente reparador na ocorrência de um defeito. Esse agente preenche parcialmente o dano, retardando processos corrosivos. Entre as microcápsulas poliméricas, as poliuretânicas carregadas com monômeros de isocianato são frequentemente citadas na literatura. Isocianatos são agentes reparadores que polimerizam na presença de água ou umidade, no entanto, os isocianatos comumente utilizados são classificados como substâncias tóxicas. Este estudo visa utilizar um processo de síntese simplificado para preparar microcápsulas poliuretânicas, eliminando as etapas usuais de preparação de pré-polímeros. Adicionalmente, se concentra no uso de poliisocianatos menos perigosos que os isocianatos monoméricos como agentes reparadores e avalia o efeito autorreparador de um revestimento epóxi anticorrosivo modificado com estas microcápsulas. Dois tipos de microcápsulas poliuretânicas foram sintetizados: uma carregada com o trímero de isoforona diisocianato (IPDIt) e a outra carregada com o trímero de hexametileno diisocianato (HDIt). Ambos os compostos apresentam toxicidade significativamente reduzida e foram pouco explorados pela literatura. Os precursores da parede das microcápsulas também foram selecionados de modo a minimizar os riscos de exposição, empregando um isocianato polimérico à base de difenil metano diisocianato (MDIp) e o dipropilenoglicol (DPG). O DPG nunca foi utilizado para esta aplicação e é classificado como não perigoso. As microcápsulas foram caracterizadas por difração a laser, microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) quanto ao tamanho e morfologia, e por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier com reflectância total atenuada (FTIR-ATR) e espectroscopia Raman quanto à composição química. A eficiência do encapsulamento foi avaliada por extração por solvente e análise termogravimétrica (TGA/DTG). A estabilidade dos núcleos foi monitorada ao longo do tempo por FTIR-ATR para estimar o tempo de prateleira das microcápsulas. Para avaliar o potencial de autorreparação conferido à um revestimento, as microcápsulas foram incorporadas a uma tinta epóxi anticorrosiva comercial. Amostras de aço carbono revestidas foram submetidas a espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS), técnica de varredura por eletrodo vibratório (SVET) e ensaios acelerados de corrosão (imersão em água salina e exposição à névoa salina). O efeito das microcápsulas na adesão da tinta ao substrato de aço foi avaliado por pull-off. Além disso, as microcápsulas foram incorporadas a um revestimento poliuretânico para observação, por MEV, da formação do filme reparador, e foi comparado com os resultados obtidos no revestimento epóxi. Embora a síntese tenha sido otimizada e o encapsulamento dos agentes reparadores confirmado, os núcleos das microcápsulas mostraram-se quimicamente instáveis e inadequados para aplicação prática. A incorporação dessas microcápsulas comprometeu o desempenho anticorrosivo do revestimento epóxi, com a maioria dos testes de corrosão evidenciando corrosão acelerada do aço, atribuída à acidificação do meio pelo CO gerado durante a hidrólise do poliisocianato do núcleo. |
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Revestimentos com propriedades de autorreparação modificados com microcápsulas poliméricas poliuretânicas contendo poliisocianatos como agentes reparadores.Coatings with self-healing properties modified with polyurethane polymeric microcapsules containing polyisocyanates as repairing agents.AutorreparaçãoCO2CorrosãoCorrosionHDIt)Isocyanate trimer (IPDItMicrocápsulas poliméricas poliuretânicasPoliisocianatosPolyisocyanates, EpoxyPolyurethane microcapsulesRaman microscopySelf-healing coatingTrímeros de poliisocianatosAs tintas são amplamente utilizadas para prevenir a corrosão de metais. Embora geralmente eficazes, ainda estão propensas a falhas. Nesse contexto, revestimentos autorreparadores modificados com microcápsulas poliméricas carregadas com agentes formadores de filme são uma alternativa promissora para estender a proteção anticorrosiva de estruturas metálicas. Essas modificações criam um reservatório de emergência dentro do revestimento, que libera um agente reparador na ocorrência de um defeito. Esse agente preenche parcialmente o dano, retardando processos corrosivos. Entre as microcápsulas poliméricas, as poliuretânicas carregadas com monômeros de isocianato são frequentemente citadas na literatura. Isocianatos são agentes reparadores que polimerizam na presença de água ou umidade, no entanto, os isocianatos comumente utilizados são classificados como substâncias tóxicas. Este estudo visa utilizar um processo de síntese simplificado para preparar microcápsulas poliuretânicas, eliminando as etapas usuais de preparação de pré-polímeros. Adicionalmente, se concentra no uso de poliisocianatos menos perigosos que os isocianatos monoméricos como agentes reparadores e avalia o efeito autorreparador de um revestimento epóxi anticorrosivo modificado com estas microcápsulas. Dois tipos de microcápsulas poliuretânicas foram sintetizados: uma carregada com o trímero de isoforona diisocianato (IPDIt) e a outra carregada com o trímero de hexametileno diisocianato (HDIt). Ambos os compostos apresentam toxicidade significativamente reduzida e foram pouco explorados pela literatura. Os precursores da parede das microcápsulas também foram selecionados de modo a minimizar os riscos de exposição, empregando um isocianato polimérico à base de difenil metano diisocianato (MDIp) e o dipropilenoglicol (DPG). O DPG nunca foi utilizado para esta aplicação e é classificado como não perigoso. As microcápsulas foram caracterizadas por difração a laser, microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) quanto ao tamanho e morfologia, e por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier com reflectância total atenuada (FTIR-ATR) e espectroscopia Raman quanto à composição química. A eficiência do encapsulamento foi avaliada por extração por solvente e análise termogravimétrica (TGA/DTG). A estabilidade dos núcleos foi monitorada ao longo do tempo por FTIR-ATR para estimar o tempo de prateleira das microcápsulas. Para avaliar o potencial de autorreparação conferido à um revestimento, as microcápsulas foram incorporadas a uma tinta epóxi anticorrosiva comercial. Amostras de aço carbono revestidas foram submetidas a espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS), técnica de varredura por eletrodo vibratório (SVET) e ensaios acelerados de corrosão (imersão em água salina e exposição à névoa salina). O efeito das microcápsulas na adesão da tinta ao substrato de aço foi avaliado por pull-off. Além disso, as microcápsulas foram incorporadas a um revestimento poliuretânico para observação, por MEV, da formação do filme reparador, e foi comparado com os resultados obtidos no revestimento epóxi. Embora a síntese tenha sido otimizada e o encapsulamento dos agentes reparadores confirmado, os núcleos das microcápsulas mostraram-se quimicamente instáveis e inadequados para aplicação prática. A incorporação dessas microcápsulas comprometeu o desempenho anticorrosivo do revestimento epóxi, com a maioria dos testes de corrosão evidenciando corrosão acelerada do aço, atribuída à acidificação do meio pelo CO gerado durante a hidrólise do poliisocianato do núcleo.Coatings are widely used to prevent metal corrosion. Although generally effective, they are still prone to failure. In this context, self-healing coatings modified with polymeric microcapsules loaded with film-forming agents represent a promising alternative to extend the anticorrosive protection of metallic structures. These modifications create an emergency reservoir within the coating that releases a healing agent upon defect occurrence. This agent partially fills the damage, delaying corrosive processes. Among polymeric microcapsules, polyurethane-based ones loaded with isocyanate monomers are frequently cited in the literature. Isocyanates are healing agents that polymerize in the presence of water or moisture; however, commonly used isocyanates are classified as toxic substances. This study aims to utilize a simplified synthesis process to prepare polyurethane microcapsules, eliminating the usual prepolymer preparation steps. Additionally, it focuses on the use of polyisocyanates which are less hazardous than monomeric isocyanates as healing agents and evaluates the self-healing effect of an anticorrosive epoxy coating modified with these microcapsules. Two types of polyurethane microcapsules were synthesized: one loaded with the isophorone diisocyanate trimer (IPDIt) and the other loaded with the hexamethylene diisocyanate trimer (HDIt). Both compounds exhibit significantly reduced toxicity and have been scarcely explored in the literature. The wall precursors of the microcapsules were also selected to minimize exposure risks, employing a polymeric isocyanate based on methylene diphenyl diisocyanate (MDIp) and dipropylene glycol (DPG). DPG had never been used for this application and is classified as non-hazardous material. The microcapsules were characterized regarding size and morphology by laser diffraction, optical microscopy (OM), and scanning electron microscopy (SEM), and their chemical composition was analyzed by Fourier-transform infrared spectroscopy with attenuated total reflectance (FTIR-ATR) and Raman spectroscopy. Encapsulation efficiency was evaluated via solvent extraction and thermogravimetric analysis (TGA/DTG). Core stability over time was monitored by FTIR-ATR to estimate the microcapsules shelf life. To evaluate the self-healing potential imparted to a coating, the microcapsules were incorporated into a commercial anticorrosive epoxy paint. Carbon steel samples were coated and subjected to electrochemical impedance spectroscopy (EIS), scanning vibrating electrode technique (SVET), and accelerated corrosion tests (saline water immersion and salt spray exposure). The effect of the microcapsules on the adhesion of the coating to the steel substrate was assessed by pull-off tests. Additionally, the microcapsules were incorporated into a polyurethane coating for SEM observation of the healing film formation, which was compared with the results obtained in the epoxy coating. Although the synthesis was optimized and the encapsulation of the healing agents confirmed, the microcapsule cores proved chemically unstable and unsuitable for practical application. The incorporation of these microcapsules compromised the anticorrosive performance of the epoxy coating, with most corrosion tests evidencing accelerated steel corrosion attributed to the acidification of the medium by CO generated during the hydrolysis of the polyisocyanate core.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAoki, Idalina VieiraSá, Cláudia Juliana Teixeira de2025-11-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3137/tde-09012026-090432/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-09T11:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-09012026-090432Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-09T11:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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As tintas são amplamente utilizadas para prevenir a corrosão de metais. Embora geralmente eficazes, ainda estão propensas a falhas. Nesse contexto, revestimentos autorreparadores modificados com microcápsulas poliméricas carregadas com agentes formadores de filme são uma alternativa promissora para estender a proteção anticorrosiva de estruturas metálicas. Essas modificações criam um reservatório de emergência dentro do revestimento, que libera um agente reparador na ocorrência de um defeito. Esse agente preenche parcialmente o dano, retardando processos corrosivos. Entre as microcápsulas poliméricas, as poliuretânicas carregadas com monômeros de isocianato são frequentemente citadas na literatura. Isocianatos são agentes reparadores que polimerizam na presença de água ou umidade, no entanto, os isocianatos comumente utilizados são classificados como substâncias tóxicas. Este estudo visa utilizar um processo de síntese simplificado para preparar microcápsulas poliuretânicas, eliminando as etapas usuais de preparação de pré-polímeros. Adicionalmente, se concentra no uso de poliisocianatos menos perigosos que os isocianatos monoméricos como agentes reparadores e avalia o efeito autorreparador de um revestimento epóxi anticorrosivo modificado com estas microcápsulas. Dois tipos de microcápsulas poliuretânicas foram sintetizados: uma carregada com o trímero de isoforona diisocianato (IPDIt) e a outra carregada com o trímero de hexametileno diisocianato (HDIt). Ambos os compostos apresentam toxicidade significativamente reduzida e foram pouco explorados pela literatura. Os precursores da parede das microcápsulas também foram selecionados de modo a minimizar os riscos de exposição, empregando um isocianato polimérico à base de difenil metano diisocianato (MDIp) e o dipropilenoglicol (DPG). O DPG nunca foi utilizado para esta aplicação e é classificado como não perigoso. As microcápsulas foram caracterizadas por difração a laser, microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) quanto ao tamanho e morfologia, e por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier com reflectância total atenuada (FTIR-ATR) e espectroscopia Raman quanto à composição química. A eficiência do encapsulamento foi avaliada por extração por solvente e análise termogravimétrica (TGA/DTG). A estabilidade dos núcleos foi monitorada ao longo do tempo por FTIR-ATR para estimar o tempo de prateleira das microcápsulas. Para avaliar o potencial de autorreparação conferido à um revestimento, as microcápsulas foram incorporadas a uma tinta epóxi anticorrosiva comercial. Amostras de aço carbono revestidas foram submetidas a espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS), técnica de varredura por eletrodo vibratório (SVET) e ensaios acelerados de corrosão (imersão em água salina e exposição à névoa salina). O efeito das microcápsulas na adesão da tinta ao substrato de aço foi avaliado por pull-off. Além disso, as microcápsulas foram incorporadas a um revestimento poliuretânico para observação, por MEV, da formação do filme reparador, e foi comparado com os resultados obtidos no revestimento epóxi. Embora a síntese tenha sido otimizada e o encapsulamento dos agentes reparadores confirmado, os núcleos das microcápsulas mostraram-se quimicamente instáveis e inadequados para aplicação prática. A incorporação dessas microcápsulas comprometeu o desempenho anticorrosivo do revestimento epóxi, com a maioria dos testes de corrosão evidenciando corrosão acelerada do aço, atribuída à acidificação do meio pelo CO gerado durante a hidrólise do poliisocianato do núcleo. |
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