"É pra copiar a pergunta?": atividades epilinguísticas na elaboração de resposta escolar completa
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8162/tde-03092025-133924/ |
Resumo: | Nesta dissertação, busca-se resolver o dilema em torno da célebre pergunta feita pelos alunos quando orientados a fazerem os exercícios do livro didático: \"É pra copiar a pergunta?\" Em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), cuja proposta é o texto como unidade de trabalho, acredita-se que as respostas escolares completas elaboradas pelos alunos, sem a necessidade de copiar o enunciado, são materiais ricos para o aprendizado da língua padrão, a variante de prestígio ensinada nas escolas. Tendo como base nosso trabalho de quatro anos orientando alunos de 6º a 9º anos a realizarem respostas completas, a hipótese é que, ao não copiarem a pergunta, mas com o compromisso de elaborarem uma resposta escolar completa (com elementos do enunciado), os alunos realizam diferentes atividades cognitivas (como a incessante busca por recursos expressivos) que não realizariam se fizessem resposta curta. É, portanto, durante a correção dos exercícios, que surge um lugar para a realização de atividades epilinguísticas, momento no qual professor e aluno operam, juntos, com a linguagem, negociam sentidos, fazem escolhas léxico-gramaticais, tudo em busca da coerência textual. O que se pretende é operar com as possibilidades da língua na produção de textos, ou seja, na elaboração de respostas completas. Nesse contexto, a correção dos exercícios consistirá na construção coletiva de respostas com os alunos do 6º ano, considerando os inúmeros recursos que a língua oferece. O ensino da gramática, portanto, estará a serviço do texto. Afinal, é no interior de atividades de produção textual que se instaura a análise linguística. O presente estudo apoia-se em Antunes (2003), Franchi; Possenti (2006), Geraldi (1993), Passarelli (2012), Ruiz (2010), Vieira; Brandão (2013), Koch (2009), entre outros. Com o resultado da pesquisa, pretende-se contribuir para o aperfeiçoamento do ensino da língua, que já é de significativo domínio por parte dos alunos |
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"É pra copiar a pergunta?": atividades epilinguísticas na elaboração de resposta escolar completa"Should I copy the question?": epilinguistic strategies in developing complete student answersAtividades epilinguísticasComplete school answersConscious writingEpilinguistic activitiesEscrita conscienteResposta escolar completaNesta dissertação, busca-se resolver o dilema em torno da célebre pergunta feita pelos alunos quando orientados a fazerem os exercícios do livro didático: \"É pra copiar a pergunta?\" Em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), cuja proposta é o texto como unidade de trabalho, acredita-se que as respostas escolares completas elaboradas pelos alunos, sem a necessidade de copiar o enunciado, são materiais ricos para o aprendizado da língua padrão, a variante de prestígio ensinada nas escolas. Tendo como base nosso trabalho de quatro anos orientando alunos de 6º a 9º anos a realizarem respostas completas, a hipótese é que, ao não copiarem a pergunta, mas com o compromisso de elaborarem uma resposta escolar completa (com elementos do enunciado), os alunos realizam diferentes atividades cognitivas (como a incessante busca por recursos expressivos) que não realizariam se fizessem resposta curta. É, portanto, durante a correção dos exercícios, que surge um lugar para a realização de atividades epilinguísticas, momento no qual professor e aluno operam, juntos, com a linguagem, negociam sentidos, fazem escolhas léxico-gramaticais, tudo em busca da coerência textual. O que se pretende é operar com as possibilidades da língua na produção de textos, ou seja, na elaboração de respostas completas. Nesse contexto, a correção dos exercícios consistirá na construção coletiva de respostas com os alunos do 6º ano, considerando os inúmeros recursos que a língua oferece. O ensino da gramática, portanto, estará a serviço do texto. Afinal, é no interior de atividades de produção textual que se instaura a análise linguística. O presente estudo apoia-se em Antunes (2003), Franchi; Possenti (2006), Geraldi (1993), Passarelli (2012), Ruiz (2010), Vieira; Brandão (2013), Koch (2009), entre outros. Com o resultado da pesquisa, pretende-se contribuir para o aperfeiçoamento do ensino da língua, que já é de significativo domínio por parte dos alunosThis dissertation seeks to address the dilemma surrounding the famous question asked by students when they are instructed to do exercises from a textbook: \"Do I have to copy the question?\" In dialogue with the National Common Core Curriculum (Brazil, 2018), which considers text as a unit of work, it is believed that complete school answers prepared by students, without the need to write down the question, are rich material for learning the standard language, the preferred variant taught in schools. Based on our four years of work guiding 6th to 9th graders to complete answers, the hypothesis is that by not copying the question, but by committing to a complete school answer (including elements from the question), students carry out different cognitive activities (such as the constant search for resources of expression) that they wouldn\'t perform if they wrote a short answer. It is therefore during the correction of exercises that a place emerges for epilinguistic activities, a moment in which teacher and student work together with language, negotiate meanings, make lexical-grammatical choices, all in the pursuit of textual coherence. The goal is to work with the possibilities of language in the production of texts, in other words, to produce complete answers. In this context, the correction of the exercises will consist of the collective development of answers with the 6th graders, taking into account the countless resources that language offers. Grammar teaching will therefore be at the service of the text. After all, it is within textual production activities that linguistic analysis takes place. This study is based on Antunes (2003), Franchi; Possenti (2006), Geraldi (1993), Passarelli (2012), Ruiz (2010), Vieira; Brandão (2013), Koch (2009), among others. The results of this research are intended to contribute to improving the teaching of the language, which is already significantly mastered by the studentsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGil, Beatriz DarujAraujo, Jussara Pereira Monteiro de2025-06-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8162/tde-03092025-133924/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-12T13:26:05Zoai:teses.usp.br:tde-03092025-133924Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-12T13:26:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Nesta dissertação, busca-se resolver o dilema em torno da célebre pergunta feita pelos alunos quando orientados a fazerem os exercícios do livro didático: \"É pra copiar a pergunta?\" Em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), cuja proposta é o texto como unidade de trabalho, acredita-se que as respostas escolares completas elaboradas pelos alunos, sem a necessidade de copiar o enunciado, são materiais ricos para o aprendizado da língua padrão, a variante de prestígio ensinada nas escolas. Tendo como base nosso trabalho de quatro anos orientando alunos de 6º a 9º anos a realizarem respostas completas, a hipótese é que, ao não copiarem a pergunta, mas com o compromisso de elaborarem uma resposta escolar completa (com elementos do enunciado), os alunos realizam diferentes atividades cognitivas (como a incessante busca por recursos expressivos) que não realizariam se fizessem resposta curta. É, portanto, durante a correção dos exercícios, que surge um lugar para a realização de atividades epilinguísticas, momento no qual professor e aluno operam, juntos, com a linguagem, negociam sentidos, fazem escolhas léxico-gramaticais, tudo em busca da coerência textual. O que se pretende é operar com as possibilidades da língua na produção de textos, ou seja, na elaboração de respostas completas. Nesse contexto, a correção dos exercícios consistirá na construção coletiva de respostas com os alunos do 6º ano, considerando os inúmeros recursos que a língua oferece. O ensino da gramática, portanto, estará a serviço do texto. Afinal, é no interior de atividades de produção textual que se instaura a análise linguística. O presente estudo apoia-se em Antunes (2003), Franchi; Possenti (2006), Geraldi (1993), Passarelli (2012), Ruiz (2010), Vieira; Brandão (2013), Koch (2009), entre outros. Com o resultado da pesquisa, pretende-se contribuir para o aperfeiçoamento do ensino da língua, que já é de significativo domínio por parte dos alunos |
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