\"A vida é um emaranhado de nós\": destruições, ruínas e re/construções no centro de São Paulo
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-18112025-154239/ |
Resumo: | Esta tese foi elaborada a partir de pesquisa etnográfica realizada no centro de São Paulo, que, entre outros eventos, acompanhou a implementação de projetos de intervenção urbana no bairro de Campos Elíseos e adjacências, na área central da cidade. Dentre seus diversos efeitos, a atenção foi dada, sobretudo, para o processo decorrente de remoção da população moradora e trabalhadora de três quarteirões, seguida de sua demolição. Os três quarteirões foram tomados como centro gravitacional da pesquisa, a partir do qual outros fios foram puxados e seguidos, em uma perspectiva que enxerga a cidade como feita por um \"emaranhado de nós\". Do que foi acompanhado e de sua posterior elaboração analítica, ganhou destaque o tema da destruição provocada por processos de abertura e expansão de fronteiras, nos quais o deslocamento de populações urbanas é uma de suas consequências principais. Ao serem postas em movimento - ou na ameaça de serem -, se veem forçadas a desenvolver práticas sociais e espaciais como tentativa de permanência ou de re/construção de relações, circuitos, espaços, e tecidos sociais e cotidianos que foram desestruturados e rompidos. Nesses esforços contra formas de violência, indeterminação e provisoriedade, redes sociotécnicas e es estratégias políticas de ação são também mobilizadas e inventadas como recursos em meio ao conflito. Constituídas por materialidades, mediações e práticas, é possível observar também a circulação, composição e contaminação desses diversos e heterogêneos repertórios existentes no mundo social e urbano. Em uma perspectiva transnacional crítica, todos esses movimentos podem ser vistos não apenas como de exclusão, mas de atravessamentos. Desse modo, a abertura e expansão de fronteiras produz destruição, ruínas e remoção, coloca em movimento populações que são por elas atravessadas, ao mesmo tempo que essas pessoas se constituem também como atravessadores dos variados expedientes e dispositivos de poder acionados para gerir, controlar e crimina lizar diferencialmente determinadas práticas, espaços, populações, e fluxos. Animando esses atravessamentos, há a busca por re/construção de novos mundos e possibilidades de vida em meio à disputa permanente, que destrói e faz cidade, práticas e redes de proteção, Estado e sujeitos |
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\"A vida é um emaranhado de nós\": destruições, ruínas e re/construções no centro de São Paulo\"Life is an entanglement of knots\": destructions, ruins, and re/constructions in downtown São PauloAction strategiesConflictConflitoDestructionDestruiçãoEstratégias de açãoEvictionRedes sociotécnicasRemoçãoSociotechnical networksEsta tese foi elaborada a partir de pesquisa etnográfica realizada no centro de São Paulo, que, entre outros eventos, acompanhou a implementação de projetos de intervenção urbana no bairro de Campos Elíseos e adjacências, na área central da cidade. Dentre seus diversos efeitos, a atenção foi dada, sobretudo, para o processo decorrente de remoção da população moradora e trabalhadora de três quarteirões, seguida de sua demolição. Os três quarteirões foram tomados como centro gravitacional da pesquisa, a partir do qual outros fios foram puxados e seguidos, em uma perspectiva que enxerga a cidade como feita por um \"emaranhado de nós\". Do que foi acompanhado e de sua posterior elaboração analítica, ganhou destaque o tema da destruição provocada por processos de abertura e expansão de fronteiras, nos quais o deslocamento de populações urbanas é uma de suas consequências principais. Ao serem postas em movimento - ou na ameaça de serem -, se veem forçadas a desenvolver práticas sociais e espaciais como tentativa de permanência ou de re/construção de relações, circuitos, espaços, e tecidos sociais e cotidianos que foram desestruturados e rompidos. Nesses esforços contra formas de violência, indeterminação e provisoriedade, redes sociotécnicas e es estratégias políticas de ação são também mobilizadas e inventadas como recursos em meio ao conflito. Constituídas por materialidades, mediações e práticas, é possível observar também a circulação, composição e contaminação desses diversos e heterogêneos repertórios existentes no mundo social e urbano. Em uma perspectiva transnacional crítica, todos esses movimentos podem ser vistos não apenas como de exclusão, mas de atravessamentos. Desse modo, a abertura e expansão de fronteiras produz destruição, ruínas e remoção, coloca em movimento populações que são por elas atravessadas, ao mesmo tempo que essas pessoas se constituem também como atravessadores dos variados expedientes e dispositivos de poder acionados para gerir, controlar e crimina lizar diferencialmente determinadas práticas, espaços, populações, e fluxos. Animando esses atravessamentos, há a busca por re/construção de novos mundos e possibilidades de vida em meio à disputa permanente, que destrói e faz cidade, práticas e redes de proteção, Estado e sujeitosThis thesis is based on ethnographic research conducted in downtown São Paulo, whi ch, among other events, tracked the implementation of urban intervention projects in the Campos Elíseos neighborhood and surrounding areas in the city center. Among its varied effects, primary attention was given to the process of evicting resident and working populations from three blocks, followed by their demolition. These three blo cks served as the gravitational core of the research, from which other threads were pul led and followed--a perspective that views the city as woven from an \"entanglement of knots.\" From the observed events and their subsequent analytical elaboration, the theme of destruction emerged as central, driven by processes of opening and expanding frontiers, where the eviction of urban populations is a key consequence. When set in motion--or under threat of being so--these populations are forced to develop social and spatial practices in attempts to remain or to re/build relationships, circuits, spaces, and social and everyday fabrics that have been destabilized and ruptured. Amidst these efforts to counter violence, indeterminacy, and temporariness, sociotechnical networks and political action strategies are also mobilized and invented as resources in the midd le of conflict. Composed of materialities, mediations, and practices, these efforts reveal the circulation, composition, and contamination of diverse and heterogeneous repertoi res existing in the social and urban world. Through a critical transnational perspective, these movements can be understood not merely as exclusionary but as crossings. Thus, the opening and expansion of frontiers produce destruction, ruins, and displacement, setting populations in motion who are simultaneously crossed by these forces while also acting as crossers themselves--through the varied tactics and dispositifs of power deployed to manage, control, and criminalize differentially certain practices, spaces, populations, and flows. Animating these crossings is the pursuit of re/building new worlds and possibilities of life amid perpetual struggle--in a process that destroys and produces city, protective practices and networks, State, and subjectsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTelles, Vera da SilvaSantos, Renato Abramowicz2025-09-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-18112025-154239/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-18T18:00:03Zoai:teses.usp.br:tde-18112025-154239Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-18T18:00:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta tese foi elaborada a partir de pesquisa etnográfica realizada no centro de São Paulo, que, entre outros eventos, acompanhou a implementação de projetos de intervenção urbana no bairro de Campos Elíseos e adjacências, na área central da cidade. Dentre seus diversos efeitos, a atenção foi dada, sobretudo, para o processo decorrente de remoção da população moradora e trabalhadora de três quarteirões, seguida de sua demolição. Os três quarteirões foram tomados como centro gravitacional da pesquisa, a partir do qual outros fios foram puxados e seguidos, em uma perspectiva que enxerga a cidade como feita por um \"emaranhado de nós\". Do que foi acompanhado e de sua posterior elaboração analítica, ganhou destaque o tema da destruição provocada por processos de abertura e expansão de fronteiras, nos quais o deslocamento de populações urbanas é uma de suas consequências principais. Ao serem postas em movimento - ou na ameaça de serem -, se veem forçadas a desenvolver práticas sociais e espaciais como tentativa de permanência ou de re/construção de relações, circuitos, espaços, e tecidos sociais e cotidianos que foram desestruturados e rompidos. Nesses esforços contra formas de violência, indeterminação e provisoriedade, redes sociotécnicas e es estratégias políticas de ação são também mobilizadas e inventadas como recursos em meio ao conflito. Constituídas por materialidades, mediações e práticas, é possível observar também a circulação, composição e contaminação desses diversos e heterogêneos repertórios existentes no mundo social e urbano. Em uma perspectiva transnacional crítica, todos esses movimentos podem ser vistos não apenas como de exclusão, mas de atravessamentos. Desse modo, a abertura e expansão de fronteiras produz destruição, ruínas e remoção, coloca em movimento populações que são por elas atravessadas, ao mesmo tempo que essas pessoas se constituem também como atravessadores dos variados expedientes e dispositivos de poder acionados para gerir, controlar e crimina lizar diferencialmente determinadas práticas, espaços, populações, e fluxos. Animando esses atravessamentos, há a busca por re/construção de novos mundos e possibilidades de vida em meio à disputa permanente, que destrói e faz cidade, práticas e redes de proteção, Estado e sujeitos |
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