Desenvolvimento da microbiota Intestinal em recém-nascidos pré-termo com peso menor ou igual a 1500g em Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Tragante, Carla Regina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Resumo: Introdução: A colonização do trato intestinal inicia-se na vida intrauterina com mudanças significativas após o nascimento, particularmente nas primeiras semanas. Em recém-nascidos pré-termo há poucos estudos sobre o tema. Objetivo: Descrever o desenvolvimento da microbiota intestinal em recém-nascidos pré-termo 1500 U C Intensivos, nos primeiros 30 dias de vida e analisar a possível associação entre microbiota e tipo de dieta, uso de antibiótico e presença de sepse. Métodos: Foram incluídos 24 recém-nascidos, cujas amostras de fezes foram coletadas semanalmente, para analisar o desenvolvimento da microbiota. Foram comparados os achados nos períodos de 0-15 dias e 16-30 dias de vida. O DNA foi extraído e a região V3-V4 do gene 16S rRNA foi sequenciada. A análise de bioinformática foi realizada nos softwares QIIME2 e R, observando as abundâncias relativas e a diversidade alfa e beta das amostras. Foi utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences versão 25 para Windows, considerando- 0 05 Resultados: A idade gestacional média foi de 30,7 semanas, o peso de nascimento médio de 1139 gramas, o tempo mediano de internação de 46,5 dias. Os principais filos observados na microbiota foram Proteobacteria e Firmicutes; Actinobacteria ocorreu em proporção pequena em ambos os períodos. O consumo de leite materno associou-se com Enterobacteriaceae em ambos os períodos, porém sem interação. Quanto a Escherichia-Shigella houve diferença significativa entre o consumo de leite materno no segundo período. Houve interação de Veillonella, entre os períodos e consumo de leite materno. Na presença de sepse houve aumento com interação de Enterobacterales e Haemophilus entre os períodos analisados; o gênero Bifidobacterium apresentou diminuição significativa no primeiro e segundo períodos, assim como o Clostridium no segundo período, porém sem interação. Nos neonatos que receberam antibiótico o Enterococcus apresentou aumento significativo no segundo período; houve aumento de Enterobacterales no segundo período com interação. Observou-se correlação de Pearson negativa de magnitude moderada entre dias de internação e presença de Bifidobacterium (r=-0,50; p=0,036) e Clostridium sensu stricto; houve interação significativa entre os períodos e uso de antibiótico na análise da alfa diversidade pelo índice de Chao1. Na comparação da beta diversidade da 1ª semana com a 2ª. 3ª e 4ª semanas houve diferença significativa e aumento da beta diversidade não ponderada nas primeiras quatro semanas. A quantidade de leite materno consumido nos primeiros sete dias causou impacto positivo na beta diversidade, com diferença significativa a partir da terceira semana. Conclusão: A evolução quantitativa da colonização intestinal pelos diversos filos e gêneros bacterianos mostrou mudanças significativas nos primeiros 30 dias de vida. Os principais filos observados foram Proteobacteria e Firmicutes, com proporção pequena de Actinobacteria. Entre 0-15 dias de vida observou-se Staphylococcus (33,1%), Enterobacteriaceae (28%), Enterobacterales (5,6%), Enterococcus (4,2%) e Veilonella (4,0%); entre 16-30 dias foram identificados Enterobacteriaceae (51,8%), Escherichia-Shigella (13,7%), Veilonella (10,2%), Enterococcus (6,6%) e Enterobacterales (4,8%). Houve alterações significativas na microbiota em relação ao consumo de leite materno, uso de antibióticos e presença de sepse
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spelling Desenvolvimento da microbiota Intestinal em recém-nascidos pré-termo com peso menor ou igual a 1500g em Unidade de Cuidados Intensivos NeonatalDevelopment of the intestinal microbiota of preterm newborns with birth weight equal to or less than 1500g in a Neonatal Intensive Care UnitAntibioticAntibióticoHuman milkInfant prematureLeite humanoMicrobiotaMicrobiotaRecém-nascido prematuroSepseSepsisIntrodução: A colonização do trato intestinal inicia-se na vida intrauterina com mudanças significativas após o nascimento, particularmente nas primeiras semanas. Em recém-nascidos pré-termo há poucos estudos sobre o tema. Objetivo: Descrever o desenvolvimento da microbiota intestinal em recém-nascidos pré-termo 1500 U C Intensivos, nos primeiros 30 dias de vida e analisar a possível associação entre microbiota e tipo de dieta, uso de antibiótico e presença de sepse. Métodos: Foram incluídos 24 recém-nascidos, cujas amostras de fezes foram coletadas semanalmente, para analisar o desenvolvimento da microbiota. Foram comparados os achados nos períodos de 0-15 dias e 16-30 dias de vida. O DNA foi extraído e a região V3-V4 do gene 16S rRNA foi sequenciada. A análise de bioinformática foi realizada nos softwares QIIME2 e R, observando as abundâncias relativas e a diversidade alfa e beta das amostras. Foi utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences versão 25 para Windows, considerando- 0 05 Resultados: A idade gestacional média foi de 30,7 semanas, o peso de nascimento médio de 1139 gramas, o tempo mediano de internação de 46,5 dias. Os principais filos observados na microbiota foram Proteobacteria e Firmicutes; Actinobacteria ocorreu em proporção pequena em ambos os períodos. O consumo de leite materno associou-se com Enterobacteriaceae em ambos os períodos, porém sem interação. Quanto a Escherichia-Shigella houve diferença significativa entre o consumo de leite materno no segundo período. Houve interação de Veillonella, entre os períodos e consumo de leite materno. Na presença de sepse houve aumento com interação de Enterobacterales e Haemophilus entre os períodos analisados; o gênero Bifidobacterium apresentou diminuição significativa no primeiro e segundo períodos, assim como o Clostridium no segundo período, porém sem interação. Nos neonatos que receberam antibiótico o Enterococcus apresentou aumento significativo no segundo período; houve aumento de Enterobacterales no segundo período com interação. Observou-se correlação de Pearson negativa de magnitude moderada entre dias de internação e presença de Bifidobacterium (r=-0,50; p=0,036) e Clostridium sensu stricto; houve interação significativa entre os períodos e uso de antibiótico na análise da alfa diversidade pelo índice de Chao1. Na comparação da beta diversidade da 1ª semana com a 2ª. 3ª e 4ª semanas houve diferença significativa e aumento da beta diversidade não ponderada nas primeiras quatro semanas. A quantidade de leite materno consumido nos primeiros sete dias causou impacto positivo na beta diversidade, com diferença significativa a partir da terceira semana. Conclusão: A evolução quantitativa da colonização intestinal pelos diversos filos e gêneros bacterianos mostrou mudanças significativas nos primeiros 30 dias de vida. Os principais filos observados foram Proteobacteria e Firmicutes, com proporção pequena de Actinobacteria. Entre 0-15 dias de vida observou-se Staphylococcus (33,1%), Enterobacteriaceae (28%), Enterobacterales (5,6%), Enterococcus (4,2%) e Veilonella (4,0%); entre 16-30 dias foram identificados Enterobacteriaceae (51,8%), Escherichia-Shigella (13,7%), Veilonella (10,2%), Enterococcus (6,6%) e Enterobacterales (4,8%). Houve alterações significativas na microbiota em relação ao consumo de leite materno, uso de antibióticos e presença de sepseIntroduction: Colonization of the intestinal tract begins in intrauterine life with significant changes after birth, particularly in the first weeks. In preterm newborns, there are few studies on this subject. Objective: To describe the development of the w w h h w h 1500 hospitalization in the NICU, in the first 30 days of life, and to analyze the possible association between microbiota and type of diet, use of antibiotics and presence of sepsis. Methods: 24 newborns were included, whose fecal samples were collected weekly to analyze the development of the microbiota. The findings in the periods of 0- 15 days and 16-30 days of life were compared. DNA was extracted and the V3-V4 region of the 16S rRNA gene was sequenced. Bioinformatics analysis was performed using QIIME2 and R software, observing the relative abundances and alpha and beta diversity. The Statistical Package for Social Sciences version 25 for Windows was 0 05 Results: The average gestational age was 30.7 weeks, the average birth weight was 1139 g, the median length of stay was 46.5 days. The main phyla observed were Proteobacteria and Firmicutes; Actinobacteria occurred in a small proportion in both periods. Breast milk consumption was associated with Enterobacteriaceae in both periods, without interaction. Regarding the Escherichia-Shigella, there was a significant difference between the consumption of breast milk in the second period. There was an interaction of the Veillonella between periods and breast milk consumption. In the presence of sepsis, there was an increase with interaction of Enterobacterales and Haemophilus between the periods; Bifidobacterium showed a significant decrease in the first and second periods, as did Clostridium in the second period, without interaction. In newborns who received antibiotics, Enterococcus showed a significant increase in the second period; there was an increase in Enterobacterales in the second period with interaction. A negative Pearson correlation of moderate magnitude was observed between days of hospitalization and the presence of Bifidobacterium (r=-0.50; p=0.036) and Clostridium sensu stricto; there was a significant interaction between periods and antibiotic use in the analysis of alpha diversity using the Chao1 index. When comparing the beta diversity of the 1st week with the 2 nd, 3rd and 4th weeks there was a significant difference and an increase in unweighted beta diversity in the first four weeks. The amount of breast milk consumed in the first seven days had a positive impact on beta diversity, with a significant difference from the third week. Conclusion: The quantitative evolution of intestinal colonization by the different bacterial phyla and genera showed significant changes in the first 30 days of life. The main phyla observed were Proteobacteria and Firmicutes, with a small proportion of Actinobacteria. Between 0-15 days of life, Staphylococcus (33.1%), Enterobacteriaceae (28%), Enterobacterales (5.6%), Enterococcus(4.2%) and Veilonella (4.0%) were observed; between 16-30 days, Enterobacteriaceae (51.8%), Escherichia-Shigella(13.7%), Veilonella(10.2%), Enterococcus(6.6%) and Enterobacterales (4.8%) were identified. There were significant changes in the microbiota in relation to the consumption of breast milk, use of antibiotics and the presence of sepsisBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKrebs, Vera Lúcia JornadaTragante, Carla Regina2025-03-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-29092025-173135/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-30T09:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-29092025-173135Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.platendimento@abcd.usp.bropendoar:27212025-10-01T10:16:19.462692Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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