Atividade anti-helmintica da macroalga marinha brasileira Pyropia spiralis E. C Oliveira & Coll (Bangiaceae) em Schistosoma mansoni
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/87/87131/tde-23102025-105120/ |
Resumo: | A esquistossomose é uma infecção parasitária causada pelo trematódeo Schistosoma, transmitido por caramujos de água doce. O tratamento padrão, com o fármaco praziquantel, é utilizado há mais de 50 anos, o que levanta preocupações sobre o surgimento de resistência e a necessidade de novas opções terapêuticas. Nesse contexto, produtos naturais emergem como alternativas promissoras. Dentre eles, as macroalgas marinhas, embora menos exploradas do que as plantas terrestres, têm mostrado potencial contra S. mansoni. Em nossos estudos de bioprospecção, avaliamos mais de 30 espécies de algas marinhas quanto à atividade anti-helmíntica contra S. mansoni. Testaram-se extratos de 25 espécies de algas vermelhas, 9 de algas pardas e 4 de algas verdes em vermes adultos, resultando em 22 espécies com atividade significativa. Destaca-se a macroalga vermelha brasileira Pyropia spiralis, identificada como uma excelente fonte de compostos bioativos. Neste projeto, investigamos os efeitos da P. spiralis na viabilidade e capacidade reprodutiva de vermes adultos de S. mansoni. A alga foi coletada no litoral Sul Paulista, na praia de Guaraú, município de Peruíbe. Após coleta, foi realizada a maceração para obter o extrato bruto com diclorometano (1:1). Em seguida, foi adicionado água na mesma proporção (1:1:1) para obter duas fases: uma aquosa e outra orgânica. Da fração orgânica, obtivemos extratos com solventes de diferentes polaridades: hexano (HX), diclorometano (DCM), acetato de etila (AceOt) e metanol (MeOH), além de duas frações residuais: fração orgânica 1 (FO1) e fração aquosa 1 (FA01). Os bioensaios foram realizados em vermes adultos, obtidos de hamsters previamente infectados, expostos a 100µg/mL dos extratos da macroalga durante 96h, sendo avaliadas a motilidade e a capacidade reprodutiva de cada verme (machos e fêmeas). A atividade esquistossomicida das frações foi avaliada e verificou-se que as frações orgânicas foram mais ativas, sendo, a fração AcOEt a mais ativa, causando 100% de mortalidade nos vermes em 72 horas. Todas as frações orgânicas induziram 100% de separação dos casais. Além de impactar a viabilidade dos vermes de maneiras variadas, as frações também influenciaram a taxa de oviposição. As altas taxas de mortalidade e a rápida separação dos casais, juntamente com a inibição completa da oviposição observada após exposição às frações orgânicas, indicam que os compostos presentes na P. spiralis têm características apolares. Os resultados obtidos neste estudo sugerem que P. spiralis é uma candidata promissora na busca de novos agentes ativos. |
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Atividade anti-helmintica da macroalga marinha brasileira Pyropia spiralis E. C Oliveira & Coll (Bangiaceae) em Schistosoma mansoniAntihelminthic activity of the Brazilian marine macroalga Pyropia spiralis E. C Oliveira & Coll (Bangiaceae) against Schistosoma mansoni.EsquistossomicidaEsquistossomoseFracionamento sequencialMacroalgas vermelhasMarine natural productsProdutos naturais marinhosRed macroalgaeSchistosomiasisSchistosomicidalSequential fractionationA esquistossomose é uma infecção parasitária causada pelo trematódeo Schistosoma, transmitido por caramujos de água doce. O tratamento padrão, com o fármaco praziquantel, é utilizado há mais de 50 anos, o que levanta preocupações sobre o surgimento de resistência e a necessidade de novas opções terapêuticas. Nesse contexto, produtos naturais emergem como alternativas promissoras. Dentre eles, as macroalgas marinhas, embora menos exploradas do que as plantas terrestres, têm mostrado potencial contra S. mansoni. Em nossos estudos de bioprospecção, avaliamos mais de 30 espécies de algas marinhas quanto à atividade anti-helmíntica contra S. mansoni. Testaram-se extratos de 25 espécies de algas vermelhas, 9 de algas pardas e 4 de algas verdes em vermes adultos, resultando em 22 espécies com atividade significativa. Destaca-se a macroalga vermelha brasileira Pyropia spiralis, identificada como uma excelente fonte de compostos bioativos. Neste projeto, investigamos os efeitos da P. spiralis na viabilidade e capacidade reprodutiva de vermes adultos de S. mansoni. A alga foi coletada no litoral Sul Paulista, na praia de Guaraú, município de Peruíbe. Após coleta, foi realizada a maceração para obter o extrato bruto com diclorometano (1:1). Em seguida, foi adicionado água na mesma proporção (1:1:1) para obter duas fases: uma aquosa e outra orgânica. Da fração orgânica, obtivemos extratos com solventes de diferentes polaridades: hexano (HX), diclorometano (DCM), acetato de etila (AceOt) e metanol (MeOH), além de duas frações residuais: fração orgânica 1 (FO1) e fração aquosa 1 (FA01). Os bioensaios foram realizados em vermes adultos, obtidos de hamsters previamente infectados, expostos a 100µg/mL dos extratos da macroalga durante 96h, sendo avaliadas a motilidade e a capacidade reprodutiva de cada verme (machos e fêmeas). A atividade esquistossomicida das frações foi avaliada e verificou-se que as frações orgânicas foram mais ativas, sendo, a fração AcOEt a mais ativa, causando 100% de mortalidade nos vermes em 72 horas. Todas as frações orgânicas induziram 100% de separação dos casais. Além de impactar a viabilidade dos vermes de maneiras variadas, as frações também influenciaram a taxa de oviposição. As altas taxas de mortalidade e a rápida separação dos casais, juntamente com a inibição completa da oviposição observada após exposição às frações orgânicas, indicam que os compostos presentes na P. spiralis têm características apolares. Os resultados obtidos neste estudo sugerem que P. spiralis é uma candidata promissora na busca de novos agentes ativos. Schistosomiasis is a parasitic infection caused by the trematode Schistosoma, transmitted through freshwater snails. The standard treatment, praziquantel, has been in use for over 50 years, raising concern about the potential emergence of resistance; therefore, there is a need for new therapeutic options. In this context, natural products have emerged as promising alternatives. Among these, marine macroalgae, although less explored than terrestrial plants, have shown potential against S. mansoni. In our bioprospecting studies, we evaluated more than 30 species of marine algae for their anti-helminthic activity against S. mansoni. Extracts from 25 species of red algae, 9 species of brown algae, and 4 species of green algae were tested on adult worms, with 22 species showing significant activity. Notably, the Brazilian red macroalga Pyropia spiralis was identified as an excellent source of bioactive compounds. In this project, we investigated the effects of P. spiralis on the viability and reproductive capacity of adult S. mansoni worms. The algae were collected from the southern coast of São Paulo, at Guaraú Beach in the municipality of Peruíbe. After collection, the algae were macerated to obtain the crude extract using dichloromethane (1:1). Water was then added at the same proportion (1:1:1) to obtain two phases: an aqueous phase and an organic phase. From the organic phase, extracts were obtained using solvents of different polarities: hexane (HX), dichloromethane (DCM), ethyl acetate (AcOEt), and methanol (MeOH), along with two residual fractions: organic fraction 1 (OF1) and aqueous fraction 1 (AF1). Bioassays were conducted on adult worms, obtained from previously infected hamsters, exposed to 100 µg/mL of the algae extracts for 96 hours. The motility and reproductive capacity of each worm (male and female) were evaluated. The schistosomicidal activity of the fractions was assessed, and it was found that the organic fractions were more active, with the AcOEt fraction being the most active, causing 100% mortality in the worms within 72 hours. All organic fractions induced 100% separation of the worm pairs. In addition to affecting worm viability in various ways, the fractions also impacted the egg-laying rate. The high mortality rates, rapid separation of worm pairs, and complete inhibition of egg-laying observed after exposure to the organic fractions indicate that the compounds present in P. spiralis possess apolar characteristics. The results obtained in the present study suggest that P. spiralis is a promising candidate in the search for new active agents. Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNakano, ElianaAlves, Rayan Rubens da Silva2024-11-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/87/87131/tde-23102025-105120/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-24T17:24:02Zoai:teses.usp.br:tde-23102025-105120Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-24T17:24:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A esquistossomose é uma infecção parasitária causada pelo trematódeo Schistosoma, transmitido por caramujos de água doce. O tratamento padrão, com o fármaco praziquantel, é utilizado há mais de 50 anos, o que levanta preocupações sobre o surgimento de resistência e a necessidade de novas opções terapêuticas. Nesse contexto, produtos naturais emergem como alternativas promissoras. Dentre eles, as macroalgas marinhas, embora menos exploradas do que as plantas terrestres, têm mostrado potencial contra S. mansoni. Em nossos estudos de bioprospecção, avaliamos mais de 30 espécies de algas marinhas quanto à atividade anti-helmíntica contra S. mansoni. Testaram-se extratos de 25 espécies de algas vermelhas, 9 de algas pardas e 4 de algas verdes em vermes adultos, resultando em 22 espécies com atividade significativa. Destaca-se a macroalga vermelha brasileira Pyropia spiralis, identificada como uma excelente fonte de compostos bioativos. Neste projeto, investigamos os efeitos da P. spiralis na viabilidade e capacidade reprodutiva de vermes adultos de S. mansoni. A alga foi coletada no litoral Sul Paulista, na praia de Guaraú, município de Peruíbe. Após coleta, foi realizada a maceração para obter o extrato bruto com diclorometano (1:1). Em seguida, foi adicionado água na mesma proporção (1:1:1) para obter duas fases: uma aquosa e outra orgânica. Da fração orgânica, obtivemos extratos com solventes de diferentes polaridades: hexano (HX), diclorometano (DCM), acetato de etila (AceOt) e metanol (MeOH), além de duas frações residuais: fração orgânica 1 (FO1) e fração aquosa 1 (FA01). Os bioensaios foram realizados em vermes adultos, obtidos de hamsters previamente infectados, expostos a 100µg/mL dos extratos da macroalga durante 96h, sendo avaliadas a motilidade e a capacidade reprodutiva de cada verme (machos e fêmeas). A atividade esquistossomicida das frações foi avaliada e verificou-se que as frações orgânicas foram mais ativas, sendo, a fração AcOEt a mais ativa, causando 100% de mortalidade nos vermes em 72 horas. Todas as frações orgânicas induziram 100% de separação dos casais. Além de impactar a viabilidade dos vermes de maneiras variadas, as frações também influenciaram a taxa de oviposição. As altas taxas de mortalidade e a rápida separação dos casais, juntamente com a inibição completa da oviposição observada após exposição às frações orgânicas, indicam que os compostos presentes na P. spiralis têm características apolares. Os resultados obtidos neste estudo sugerem que P. spiralis é uma candidata promissora na busca de novos agentes ativos. |
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