Avaliação clínica e molecular do carcinoma medular da tireoide esporádico em jovens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Neves, Luciana Audi de Castro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-28112024-164453/
Resumo: O carcinoma medular da tireoide (CMT) esporádico tipicamente se manifesta entre a quarta e a sexta décadas de vida. A análise genética de tumores de CMT esporádico identificou variantes somáticas nos genes RET, RAS e, ocasionalmente, em outros genes. No entanto, cerca de 15 a 30% dos pacientes com CMT esporádico não possuem um driver genético conhecido. Este estudo teve como objetivo analisar uma coorte enriquecida de pacientes com CMT agressivo e de início precoce, que não apresentavam variantes patogênicas germinativas do gene RET, identificadas pelo método Sanger, e ausência de história familiar de CMT. De uma coorte de 101 pacientes com CMT esporádico, selecionamos 19 pacientes com doença agressiva (doença localmente avançada e/ou metástase à distância) e de início precoce (diagnóstico antes dos 30 anos de idade). A análise desses pacientes incluiu dados clínicos, laboratoriais e radiológicos, além do sequenciamento de exoma do DNA germinativo e tumoral (somático). O sequenciamento do exoma germinativo de 19 pacientes confirmou a ausência de variantes no gene RET e identificou um paciente com variante patogênica no NF1 (c.1527+1G>T). O sequenciamento do exoma tumoral foi bem-sucedido em 15 dos 19 pacientes, identificando variantes patogênicas no gene RET em 80% dos casos, com p.Met918Thr sendo a mais frequente (75%) e associada à maior agressividade da doença. Outras variantes patogênicas encontradas no gene RET incluíram p.Cys630Arg, p.Arg873Trp e p.Glu632_Ser645dup. Dos três pacientes cuja análise não identificou variantes somáticas no gene RET, foram encontradas variantes patogênicas em dois pacientes, nos genes HRAS (p.Ala11_Gly12dup) e NF1 (p.Thr1065Asnfs*24). Em apenas um paciente, não foram identificadas variantes patogênicas tanto germinativas quanto somáticas. A variante somática patogênica em NF1 foi observada no paciente cuja análise germinativa também revelou uma variante patogênica em NF1. A análise adicional do exoma somático quanto a possíveis modificações no número de cópias de DNA (SCNA) revelou alterações em pelo menos um cromossomo em 53,3% dos tumores. As deleções nos cromossomos 9 e 22 foram os achados mais recorrentes, observados em 37,5% dos tumores. Esse achado foi mais frequente em tumores RET-positivos; entretanto, a adição dessas alterações do número de cópias do DNA à presença de uma variante patogênica somática em RET, não foi associada a um pior prognóstico. Este estudo demonstrou que, em pacientes com CMT esporádico de apresentação precoce e agressiva, o gene RET é principal driver somático. Além disso, confirmou o gene NF1 como um novo driver de CMT e uma alta frequência de alterações cromossômicas em tumores RET-positivos
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De uma coorte de 101 pacientes com CMT esporádico, selecionamos 19 pacientes com doença agressiva (doença localmente avançada e/ou metástase à distância) e de início precoce (diagnóstico antes dos 30 anos de idade). A análise desses pacientes incluiu dados clínicos, laboratoriais e radiológicos, além do sequenciamento de exoma do DNA germinativo e tumoral (somático). O sequenciamento do exoma germinativo de 19 pacientes confirmou a ausência de variantes no gene RET e identificou um paciente com variante patogênica no NF1 (c.1527+1G>T). O sequenciamento do exoma tumoral foi bem-sucedido em 15 dos 19 pacientes, identificando variantes patogênicas no gene RET em 80% dos casos, com p.Met918Thr sendo a mais frequente (75%) e associada à maior agressividade da doença. Outras variantes patogênicas encontradas no gene RET incluíram p.Cys630Arg, p.Arg873Trp e p.Glu632_Ser645dup. Dos três pacientes cuja análise não identificou variantes somáticas no gene RET, foram encontradas variantes patogênicas em dois pacientes, nos genes HRAS (p.Ala11_Gly12dup) e NF1 (p.Thr1065Asnfs*24). Em apenas um paciente, não foram identificadas variantes patogênicas tanto germinativas quanto somáticas. A variante somática patogênica em NF1 foi observada no paciente cuja análise germinativa também revelou uma variante patogênica em NF1. A análise adicional do exoma somático quanto a possíveis modificações no número de cópias de DNA (SCNA) revelou alterações em pelo menos um cromossomo em 53,3% dos tumores. As deleções nos cromossomos 9 e 22 foram os achados mais recorrentes, observados em 37,5% dos tumores. Esse achado foi mais frequente em tumores RET-positivos; entretanto, a adição dessas alterações do número de cópias do DNA à presença de uma variante patogênica somática em RET, não foi associada a um pior prognóstico. Este estudo demonstrou que, em pacientes com CMT esporádico de apresentação precoce e agressiva, o gene RET é principal driver somático. Além disso, confirmou o gene NF1 como um novo driver de CMT e uma alta frequência de alterações cromossômicas em tumores RET-positivosSporadic Medullary Thyroid Carcinoma (MTC) typically manifests between the fourth and sixth decades of life. Genetic analysis of sporadic MTC tumors has predominantly found somatic variants in the RET and RAS genes. However, around 15 to 30% of patients with sporadic MTC lack a known genetic driver. This study aimed to analyze an enriched cohort of patients with aggressive, early-onset MTC who did not have a germline RET pathogenic variant, as determined by the Sanger method, and had no family history of MTC. From a cohort of 101 patients with sporadic MTC, we selected 19 patients with aggressive disease (locally advanced and/or distant metastasis) and early onset (diagnosed before the age of 30). The analysis of these patients included clinical, laboratory, and radiological data, as well as germline and tumor DNA exome sequencing. Germline exome sequencing of 19 patients confirmed the absence of RET gene variants and identified one patient with a pathogenic variant in NF1 (c.1527+1G>T). Tumor exome sequencing was successful in 15 out of 19 patients, identifying pathogenic variants in the RET gene in 80% of cases, with p.Met918Thr being the most frequent (75%) andassociated with disease aggressiveness. Other pathogenic variants found in the RET gene included p.Cys630Arg, p.Arg873Trp, and p.Glu632_Ser645dup. Among the three patients without a RET somatic variant, pathogenic variants were found in two patients, in the HRAS (p.Ala11_Gly12dup) and NF1 (p.Thr1065Asnfs*24) genes. In one patient, no germline or somatic pathogenic variants were identified. Interestingly, the somatic pathogenic variant in NF1 was observed in the patient with a germline NF1 pathogenic variant, indicating a driver role of NF1 in MTC. Additional somatic exome analysis for possible DNA copy number alterations (SCNA) revealed changes in at least one chromosome in 53.3% of tumors. Deletions on chromosomes 9 and 22 were the most recurrent findings, observed in 37.5% of tumors. This finding was more frequent in RET-positive tumors; however, the addition of these DNA copy number alterations to the presence of a RET pathogenic variant was not associated with a worse prognosis. This study demonstrated that in patients with early-onset and aggressive sporadic MTC, the RET gene is the main somatic driver. Additionally, it confirmed the NF1 gene as a new driver of MTC and identified a high frequency of chromosomal alterations in RET-positive tumorsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHoff, Ana Amélia Fialho de OliveiraJorge, Alexander Augusto de LimaNeves, Luciana Audi de Castro2024-08-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-28112024-164453/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-12-11T19:28:02Zoai:teses.usp.br:tde-28112024-164453Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-12-11T19:28:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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