Atividade física e postura materna durante a gestação: influência sobre o peso ao nascer em gestantes atendidas em serviço público de saúde
| Ano de defesa: | 2001 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6133/tde-04102024-133929/ |
Resumo: | Objetivo: Estudar a relação entre atividade física materna/postura em pé e o peso inadequado ao nascer. Metodologia: Delineou-se um estudo de coorte prospectiva, com gestantes participantes de um serviço de pré-natal de baixo risco voltado para população de nível sócio-econômico desfavorável. Dentre as gestantes elegíveis a perda de seguimento foi igual a 30,9%, permanecendo na coorte 152 gestantes e recém-nascidos. Os dados foram obtidos a partir de entrevistas com as gestantes, realizadas no próprio serviço de pré-natal, em três períodos da gestação. A mensuração da atividade física incluiu todas as atividades diárias (trabalho doméstico, trabalho fora de casa, lazer e exercício físico). Para quantificar sua intensidade foi utilizada a classificação proposta pelo NRC (1989). A permanência em pé foi analisada agrupando todas as atividades que requeriam esta postura e também individualmente. A variável resposta foi o peso ao nascer categorizado em inadequado (<3000 gramas) e adequado (≥3000 gramas). A influência dos fatores em estudo sobre a variável resposta foi avaliada mediante análise de regressão logística múltipla, tendo como variáveis de ajuste: tabagismo, estado nutricional inicial, morar com o companheiro e escolaridade. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre as gestantes da coorte e as perdas de seguimento. Foram identificadas como fator de proteção de peso inadequado ao nascer a manutenção de atividades cotidianas, especificamente realizar caminhada por menos de cinqüenta minutos (OR ajustado=0,44, IC95%:0,20-0,98) e limpeza leve três ou mais vezes por semana (OR ajustado=0,49, IC95%:0,25-0,96), no 1º período da gestação. Não foi identificada associação entre a intensidade da atividade física materna e o peso ao nascer. O risco de peso inadequado ao nascer associado a permanência em pé, por mais de 2½ horas, mostrou-se acentuado no 2° trimestre (OR ajustado=3,23, IC95%: 1,30-7,99). Dentre as atividades que requerem a postura ereta Resumo vi identificou-se, na análise univariada, relação do tipo dose-resposta para: lavar roupa e cozinhar, com p de tendência linear <0,01 e igual a 0,05, respectivamente. Na análise múltipla, apenas a atividade de lavar roupa confirmou a significância estatística. Conclusões: Realizar Caminhada e limpeza leve da casa mostraram efeito de proteção no 1° período de gestação. Evidenciou-se no 2° trimestre de gestação que a permanência em pé parada exerce influência sobre o peso inadequado ao nascer, especificamente a atividade de lavar roupa. Estes resultados justificam a realização de novos estudos, para avaliar o papel da atividade física e postura materna durante a gestação no retardo de crescimento intrauterino e na prematuridade. |
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Atividade física e postura materna durante a gestação: influência sobre o peso ao nascer em gestantes atendidas em serviço público de saúdeMaternal physical activity and posture during pregnancy: influence on birthweight in pregnant attending a public health serviceAtividade FísicaBirthweightMaternal PosturePeso ao NascerPhysical ActivityPostura MaternaObjetivo: Estudar a relação entre atividade física materna/postura em pé e o peso inadequado ao nascer. Metodologia: Delineou-se um estudo de coorte prospectiva, com gestantes participantes de um serviço de pré-natal de baixo risco voltado para população de nível sócio-econômico desfavorável. Dentre as gestantes elegíveis a perda de seguimento foi igual a 30,9%, permanecendo na coorte 152 gestantes e recém-nascidos. Os dados foram obtidos a partir de entrevistas com as gestantes, realizadas no próprio serviço de pré-natal, em três períodos da gestação. A mensuração da atividade física incluiu todas as atividades diárias (trabalho doméstico, trabalho fora de casa, lazer e exercício físico). Para quantificar sua intensidade foi utilizada a classificação proposta pelo NRC (1989). A permanência em pé foi analisada agrupando todas as atividades que requeriam esta postura e também individualmente. A variável resposta foi o peso ao nascer categorizado em inadequado (<3000 gramas) e adequado (≥3000 gramas). A influência dos fatores em estudo sobre a variável resposta foi avaliada mediante análise de regressão logística múltipla, tendo como variáveis de ajuste: tabagismo, estado nutricional inicial, morar com o companheiro e escolaridade. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre as gestantes da coorte e as perdas de seguimento. Foram identificadas como fator de proteção de peso inadequado ao nascer a manutenção de atividades cotidianas, especificamente realizar caminhada por menos de cinqüenta minutos (OR ajustado=0,44, IC95%:0,20-0,98) e limpeza leve três ou mais vezes por semana (OR ajustado=0,49, IC95%:0,25-0,96), no 1º período da gestação. Não foi identificada associação entre a intensidade da atividade física materna e o peso ao nascer. O risco de peso inadequado ao nascer associado a permanência em pé, por mais de 2½ horas, mostrou-se acentuado no 2° trimestre (OR ajustado=3,23, IC95%: 1,30-7,99). Dentre as atividades que requerem a postura ereta Resumo vi identificou-se, na análise univariada, relação do tipo dose-resposta para: lavar roupa e cozinhar, com p de tendência linear <0,01 e igual a 0,05, respectivamente. Na análise múltipla, apenas a atividade de lavar roupa confirmou a significância estatística. Conclusões: Realizar Caminhada e limpeza leve da casa mostraram efeito de proteção no 1° período de gestação. Evidenciou-se no 2° trimestre de gestação que a permanência em pé parada exerce influência sobre o peso inadequado ao nascer, especificamente a atividade de lavar roupa. Estes resultados justificam a realização de novos estudos, para avaliar o papel da atividade física e postura materna durante a gestação no retardo de crescimento intrauterino e na prematuridade.Objetives: To analyse the relationship between maternal physical activity/standing posture and inadequate birthweight. Methods: A prospective cohort study of pregnant women attending a low risk antenatal clinic directed the underprivileged socio-economical population was undertaken. The loss of eligible pregnant women during follow-up was of 30.9%, 152 pregnant women and newborn children remaining in the cohort. The data were obtained from interviews with the pregnant women held in the antenatal service during three different periods during pregnancy. The physical activity measured inc1uded all daily activities (housework, job activity, recreation and physical exercise). To quantify its intensity a classification proposed by NRC (1989) was used. Maternal posture was studied using the variable standing time, every activity that required standing, and then each one of these activities was assessed separately. The dependent variable was birthweight categorized as inadequate (<3000 g) or adequate (≥ 3000 g). The influence of the factors involved in the study of the dependent variable was assessed by logistic regression analisys. The adjustable variables were: smoking, initial nutritional status, stable cohabitation with partner and schooling Results: There was no statistically significant difference between the cohort of pregnant women and 10ss in follow up. Factors of protection against inadequate birthweight were identified as being the maintenance of daily activity, specifically walking less than fifty minutes (OR adjusted=0.44, CI95%:0.20-0.98 and light cleaning activities three or more times a week (OR adjusted =0.49, CI95%:0.25- 0.96), in the first period of pregnancy. No association was found between intensity of physical activity and birthweight. The risk of inadequate birthweight associated with standing posture maintained for more than 2½ hours, showed an increase in the second trimester (OR adjusted=3.23, CI95%:1.30-7.99). A dose-response relation among activities that called for a standing posture; the washing of clothes and cooking was found with a linear trend p<0.01 and 0.05, respectively. Only the washing of clothes in the 2nd period had its statistical significance confirmed. Conclusions: Walking and doing \"light\" house cleaning showed a protection effect in the first period of pregnancy. The evidence showed that, in the second trimester of pregnancy, maternal posture (standing) had an influence on inadequate birthweight, particular related to brief of washing of clothes. These results justify the need for further study with larger sample sizes to identify possible associations among, low birthweight, intrauterine growth retardation and prematurite birth.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBenicio, Maria Helena D'AquinoTakito, Monica Yuri2001-12-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6133/tde-04102024-133929/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-14T15:09:02Zoai:teses.usp.br:tde-04102024-133929Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-14T15:09:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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