Avaliação ampliada de fragilidade e comprimento dos telômeros e sua associação com a morbimortalidade após cirurgia cardíaca

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lorena, Daiane Menezes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-14072025-112353/
Resumo: As cirurgias cardíacas passaram a ser feitas mais tardiamente ou em situação de maior gravidade, resultando em maior risco de desfechos pós-operatórios desfavoráveis. Escores de avaliação de risco comumente são utilizados, porém apresentam lacunas que estimam inadequadamente os riscos cirúrgicos e de complicações pós-operatórias. Assim, uma avaliação funcional detalhada que detecte a fragilidade em indivíduos idosos e não idosos, associada a análise do comprimento dos telômeros pode trazer informações importantes para predizer o risco de morbimortalidade pós-operatória. Nossos objetivos foram verificar a prevalência de fragilidade segundo os critérios de Fried em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca e sua associação com morbimortalidade pós-operatória, verificar se uma avaliação ampliada multidimensional de domínios associados à fragilidade pode melhor distinguir entre pacientes frágeis e não frágeis e sua associação com morbimortalidade pós-operatória, e verificar se há associação do comprimento dos telômeros com o fenótipo de fragilidade segundo Fried, com a avaliação ampliada de fragilidade e com a morbimortalidade pós-operatória. Este foi um estudo prospectivo e observacional, composto por indivíduos maiores de 18 anos, de ambos os sexos, candidatos à cirurgia cardíaca eletiva de revascularização do miocárdio e/ou correção de valvopatias e/ou afecções aórticas, operados com circulação extracorpórea. Os dados coletados no pré-operatório foram as informações clínicas e antropométricas dos pacientes, avaliação ampliada de fragilidade composta pelos cinco critérios do fenótipo de Fried, teste de caminhada de seis minutos, teste do degrau de seis minutos, manovacuometria, questionário de saúde do paciente, mini avaliação nutricional, Dutch Fatigue Scale, Dutch Exertion Fatigue Scale e Duke Activity Status Index; e comprimento dos telômeros. No pós-operatório foram coletados os dados de morbimortalidade. Um total de 110 indivíduos foram incluídos, dos quais 68 foram submetidos a troca valvar e 42 a revascularização do miocárdio. Deste total, 24,5% foram considerados não frágeis, 58,2% pré-frágeis e 17,3% frágeis. Dos pacientes frágeis, 52,6% tinham menos de 60 anos. Ao analisar a amostra em grupamento de clusters, observou-se que as variáveis relevantes na sua formação foram a contagem de hemoglobina pré-operatória, o questionário de saúde do paciente, a mini avaliação nutricional, o Duke Activity Status Index, o teste de marcha de 5 metros e a força de preensão palmar (p<0,001). O cluster 1, que foi composto por 100% dos pacientes frágeis, 61% dos pré-frágeis e 26% dos não-frágeis, apresentou desempenho significativamente pior em todos os componentes da avaliação ampliada de fragilidade, menor comprimento dos telômeros (p=0,037), maior proporção de eventos adversos pós-operatórios e maior mortalidade (p=0,005). Além disso, o comprimento dos telômeros foi menor nos pacientes que foram a óbito (p=0,041). É primordial a aplicação de uma avaliação multidimensional de fragilidade em pacientes candidatos à cirurgia cardíaca, devido à alta prevalência desta síndrome nesta população, inclusive naqueles indivíduos abaixo de 60 anos. As variáveis que definiram os clusters foram fundamentais na predição de complicações pós-operatórias e mortalidade.
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Nossos objetivos foram verificar a prevalência de fragilidade segundo os critérios de Fried em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca e sua associação com morbimortalidade pós-operatória, verificar se uma avaliação ampliada multidimensional de domínios associados à fragilidade pode melhor distinguir entre pacientes frágeis e não frágeis e sua associação com morbimortalidade pós-operatória, e verificar se há associação do comprimento dos telômeros com o fenótipo de fragilidade segundo Fried, com a avaliação ampliada de fragilidade e com a morbimortalidade pós-operatória. Este foi um estudo prospectivo e observacional, composto por indivíduos maiores de 18 anos, de ambos os sexos, candidatos à cirurgia cardíaca eletiva de revascularização do miocárdio e/ou correção de valvopatias e/ou afecções aórticas, operados com circulação extracorpórea. Os dados coletados no pré-operatório foram as informações clínicas e antropométricas dos pacientes, avaliação ampliada de fragilidade composta pelos cinco critérios do fenótipo de Fried, teste de caminhada de seis minutos, teste do degrau de seis minutos, manovacuometria, questionário de saúde do paciente, mini avaliação nutricional, Dutch Fatigue Scale, Dutch Exertion Fatigue Scale e Duke Activity Status Index; e comprimento dos telômeros. No pós-operatório foram coletados os dados de morbimortalidade. Um total de 110 indivíduos foram incluídos, dos quais 68 foram submetidos a troca valvar e 42 a revascularização do miocárdio. Deste total, 24,5% foram considerados não frágeis, 58,2% pré-frágeis e 17,3% frágeis. Dos pacientes frágeis, 52,6% tinham menos de 60 anos. Ao analisar a amostra em grupamento de clusters, observou-se que as variáveis relevantes na sua formação foram a contagem de hemoglobina pré-operatória, o questionário de saúde do paciente, a mini avaliação nutricional, o Duke Activity Status Index, o teste de marcha de 5 metros e a força de preensão palmar (p<0,001). O cluster 1, que foi composto por 100% dos pacientes frágeis, 61% dos pré-frágeis e 26% dos não-frágeis, apresentou desempenho significativamente pior em todos os componentes da avaliação ampliada de fragilidade, menor comprimento dos telômeros (p=0,037), maior proporção de eventos adversos pós-operatórios e maior mortalidade (p=0,005). Além disso, o comprimento dos telômeros foi menor nos pacientes que foram a óbito (p=0,041). É primordial a aplicação de uma avaliação multidimensional de fragilidade em pacientes candidatos à cirurgia cardíaca, devido à alta prevalência desta síndrome nesta população, inclusive naqueles indivíduos abaixo de 60 anos. As variáveis que definiram os clusters foram fundamentais na predição de complicações pós-operatórias e mortalidade.Cardiac surgeries have been performed later or in more challenging situations, resulting in a higher risk of unfavorable postoperative outcomes. Risk assessment scores are commonly used but have gaps that inadequately estimate surgical risks and postoperative complications. Therefore, a detailed functional assessment that detects frailty in elderly and non-elderly individuals associated with telomere length analysis can provide important information to predict the risk of postoperative morbidity and mortality. Our objectives were to verify the prevalence of frailty according to the Fried criteria in patients undergoing cardiac surgery and its association with postoperative morbidity and mortality, to verify whether an expanded multidimensional assessment of domains associated with frailty can better distinguish between frail and non-frail patients and its association with postoperative morbidity and mortality, and to verify whether there is an association between telomere length and the frailty phenotype according to Fried, with the expanded assessment of frailty and with postoperative morbidity and mortality. This was a prospective and observational study, composed of individuals over 18 years of age, of both sexes, candidates for elective cardiac surgery for myocardial revascularization and/or correction of valvular diseases and/or aortic conditions, operated with extracorporeal circulation. Data collected in the preoperative period included clinical and anthropometric information of the patients, expanded assessment of frailty composed of the five criteria of the Fried phenotype, six-minute walk test, six-minute step test, manovacuometry, patient health questionnaire, mini nutritional assessment, Dutch Fatigue Scale, Dutch Exertion Fatigue Scale and Duke Activity Status Index; and telomere length. Data on morbidity and mortality were collected in the postoperative period. A total of 110 individuals were included, of whom 68 underwent valve replacement, and 42 underwent coronary artery bypass grafting. Of this total, 24.5% were considered non-frail, 58.2% pre-frail, and 17.3% frail. Of the frail patients, 52.6% were under 60 years of age. When analyzing the sample in clusters, it was observed that the relevant variables in their formation were the preoperative hemoglobin count, patient health questionnaire, mini nutritional assessment, Duke Activity Status Index, 5-meter walk test and handgrip strength (p<0.001). Cluster 1, which was composed of 100% frail patients, 61% pre-frail and 26% non-frail, presented significantly worse performance in all components of the expanded frailty assessment, shorter telomere length (p=0.037), a higher proportion of postoperative adverse events and higher mortality (p=0.005). Furthermore, telomere length was shorter in patients who died (p=0.041). Due to the high prevalence of this syndrome in this population, including individuals under 60 years of age, a multidimensional assessment of frailty is essential in patients who are candidates for cardiac surgery. The variables that defined the clusters were fundamental in predicting postoperative complications and mortality.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues, Alfredo JoseSoares, Murilo RacyLorena, Daiane Menezes2025-04-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-14072025-112353/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-29T18:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-14072025-112353Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-29T18:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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