Problematização da concepção linear e progressiva da evolução das plantas: uma proposta baseada no ensino por investigação para os anos finais do Ensino Fundamental
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-13102025-103224/ |
Resumo: | O ensino de evolução das plantas frequentemente é abordado de maneira linear e progressiva, dificultando a compreensão da diversidade vegetal e das relações filogenéticas. Professores enfrentam desafios ao ensinar esses conceitos devido à complexidade do tema e à rejeição inicial dos alunos. No entanto, as dificuldades não se limitam ao nível dos alunos; elas também refletem limitações na formação docente, resultando em interpretações equivocadas e lacunas conceituais no ensino desse conteúdo. Outro obstáculo significativo é a escassez de recursos didáticos voltados especificamente para o Ensino Fundamental Anos Finais. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomenda o ensino de conceitos evolutivos básicos nessa etapa, a serem aprofundados no Ensino Médio. Contudo, não há uma integração clara da sistemática filogenética para promover uma abordagem mais significativa. Para enfrentar essas lacunas, foi desenvolvida e adaptada uma sequência didática (SD) intitulada \"Problematização da concepção linear e progressiva das plantas\", fundamentada no ensino por investigação e utilizando dois recursos didáticos existentes: \"Idade da Terra\" e \"Tree Think\". A pesquisa foi conduzida com duas turmas do 9º ano, organizadas em grupos de quatro a cinco integrantes. Durante a aplicação da SD, os dados foram coletados e analisados qualitativamente com base na análise textual discursiva, considerando os registros dos participantes e as interpretações subjetivas das atividades realizadas. A SD foi estruturada em dois momentos principais: no primeiro, os sujeitos da pesquisa a partir da observação do jardim da escola, com as questões norteadoras que problematizavam os surgimentos dos grupos de plantas. O objetivo foi estimular a construção de significados a partir das interações e discussões em grupo. No segundo momento, os alunos foram convidados a representar por meio de um desenho em grupos, suas compreensões sobre as relações evolutivas entre os grupos vegetais. O pensamento em árvore emergiu como um indicador do entendimento das relações de parentesco e ancestralidade comum, promovendo a desconstrução do pensamento linear e progressivo das plantas. Esses resultados indicam que a abordagem investigativa contribuiu significativamente para o desenvolvimento de uma compreensão mais complexa e integrada da evolução das plantas. Além disso, a pesquisa destacou os desafios enfrentados pela professora pesquisadora e a importância de estratégias pedagógicas. Os resultados e discussões sugerem que a sequência didática pode ser uma ferramenta eficaz para superar barreiras conceituais e promover aprendizagens mais significativas sobre a diversidade vegetal. Por fim, a aplicação dessa abordagem em diferentes contextos escolares, de forma interdisciplinar, também é uma possibilidade, de explorar novas formas de integrar conceitos evolutivos e filogenéticos no currículo de ciências |
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Problematização da concepção linear e progressiva da evolução das plantas: uma proposta baseada no ensino por investigação para os anos finais do Ensino FundamentalProblematization of the Linear and Progressive Conception of Plant Evolution: A Proposal Based on Inquiry-Based Teaching for Middle School Studentsdiversidade de plantasensino por investigaçãoinquiry-based teachingplant diversitysequência didáticasistemática e filogeniasystematics and phylogenyteaching sequenceO ensino de evolução das plantas frequentemente é abordado de maneira linear e progressiva, dificultando a compreensão da diversidade vegetal e das relações filogenéticas. Professores enfrentam desafios ao ensinar esses conceitos devido à complexidade do tema e à rejeição inicial dos alunos. No entanto, as dificuldades não se limitam ao nível dos alunos; elas também refletem limitações na formação docente, resultando em interpretações equivocadas e lacunas conceituais no ensino desse conteúdo. Outro obstáculo significativo é a escassez de recursos didáticos voltados especificamente para o Ensino Fundamental Anos Finais. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomenda o ensino de conceitos evolutivos básicos nessa etapa, a serem aprofundados no Ensino Médio. Contudo, não há uma integração clara da sistemática filogenética para promover uma abordagem mais significativa. Para enfrentar essas lacunas, foi desenvolvida e adaptada uma sequência didática (SD) intitulada \"Problematização da concepção linear e progressiva das plantas\", fundamentada no ensino por investigação e utilizando dois recursos didáticos existentes: \"Idade da Terra\" e \"Tree Think\". A pesquisa foi conduzida com duas turmas do 9º ano, organizadas em grupos de quatro a cinco integrantes. Durante a aplicação da SD, os dados foram coletados e analisados qualitativamente com base na análise textual discursiva, considerando os registros dos participantes e as interpretações subjetivas das atividades realizadas. A SD foi estruturada em dois momentos principais: no primeiro, os sujeitos da pesquisa a partir da observação do jardim da escola, com as questões norteadoras que problematizavam os surgimentos dos grupos de plantas. O objetivo foi estimular a construção de significados a partir das interações e discussões em grupo. No segundo momento, os alunos foram convidados a representar por meio de um desenho em grupos, suas compreensões sobre as relações evolutivas entre os grupos vegetais. O pensamento em árvore emergiu como um indicador do entendimento das relações de parentesco e ancestralidade comum, promovendo a desconstrução do pensamento linear e progressivo das plantas. Esses resultados indicam que a abordagem investigativa contribuiu significativamente para o desenvolvimento de uma compreensão mais complexa e integrada da evolução das plantas. Além disso, a pesquisa destacou os desafios enfrentados pela professora pesquisadora e a importância de estratégias pedagógicas. Os resultados e discussões sugerem que a sequência didática pode ser uma ferramenta eficaz para superar barreiras conceituais e promover aprendizagens mais significativas sobre a diversidade vegetal. Por fim, a aplicação dessa abordagem em diferentes contextos escolares, de forma interdisciplinar, também é uma possibilidade, de explorar novas formas de integrar conceitos evolutivos e filogenéticos no currículo de ciênciasThe teaching of plant evolution is often approached in a linear and progressive manner, which hinders the understanding of plant diversity and phylogenetic relationships. Teachers face challenges in teaching these concepts due to the topic\'s complexity and students\' initial resistance. However, these difficulties are not limited to students; they also reflect shortcomings in teacher training, resulting in misconceptions and conceptual gaps in the teaching of this content. Another significant obstacle is the lack of teaching resources specifically designed for middle school students. The National Common Core Curriculum (BNCC) recommends the teaching of basic evolutionary concepts at this stage, to be further developed in high school. However, there is no clear integration of phylogenetic systematics to promote a more meaningful approach. To address these gaps, a teaching sequence (TS) titled \"Problematization of the Linear and Progressive Conception of Plants\" was developed and adapted, based on inquiry-based teaching and utilizing two existing educational resources: \"Age of the Earth\" and \"Tree Think.\" The research was conducted with two 9th-grade classes, organized into groups of four to five students. During the implementation of the TS, data were collected and analyzed qualitatively through discursive textual analysis, considering participants\' records and subjective interpretations of the activities. The TS was structured in two main phases. In the first, the research participants observed the school garden and engaged with guiding questions that problematized the emergence of plant groups. The goal was to encourage the construction of meanings through interactions and group discussions. In the second phase, students were invited to represent their understanding of the evolutionary relationships among plant groups through group drawings. Tree thinking emerged as an indicator of understanding kinship and common ancestry, promoting the deconstruction of the linear and progressive view of plants. These findings indicate that the inquiry-based approach significantly contributed to developing a more complex and integrated understanding of plant evolution. Furthermore, the research highlighted the challenges faced by the researcher-teacher and the importance of pedagogical strategies. The results and discussions suggest that the teaching sequence can be an effective tool to overcome conceptual barriers and promote more meaningful learning about plant diversity. Finally, the application of this approach in different school contexts, in an interdisciplinary manner, also offers the potential to explore new ways of integrating evolutionary and phylogenetic concepts into the science curriculum.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAraújo, Leonardo Augusto LuvisonSano, Paulo TakeoMaia, Rafaela Pereira2025-05-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/81/81133/tde-13102025-103224/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-13T18:54:02Zoai:teses.usp.br:tde-13102025-103224Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-13T18:54:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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