Validação do Índice de RCB (residual cancer burden) na população brasileira como forma de determinação de prognóstico de sobrevida em mulheres com câncer de mama localmente avan?ado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Cunha, Juliana Pierobon Gomes da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-16082021-133727/
Resumo: Introdução: A resposta patológica completa (pCR) sabidamente é o fator de melhor prognóstico nas pacientes submetidas ao tratamento neoadjuvante. Apesar disso, nas respostas patológicas intermediárias vários métodos diferentes já foram propostos para se categorizar o tumor residual e estimar prognóstico. Um deles, a extensão tumoral residual presente, após tratamento neoadjuvante, já é um desfecho conhecido e validado para predição de prognóstico e recidiva. Em 2007 Symmans et al. propuseram a classificação denominada \"Residual Cancer Burden\" (RCB) uma classificação com quatro possíveis categorias, pCR, RCB-I (mínima doença residual), RCB-II (moderada doença residual) e RCB-III (doença residual extensa). Avaliando a relação de RCB com prognóstico, em 2017, Symmans et al., publicaram um estudo relacionando separadamente o prognóstico aos subtipos moleculares. Em todas as coortes, identificou-se uma relação positiva e significativa estatisticamente do índice RCB com o risco de recidiva e morte, ajustada por idade, estádio clínico e estádio tumoral. Isso evidenciou que a categorização em classes preconizadas pelo índice RCB pode ser útil na redefinição do prognóstico nos estádios patológicos II e III, adicionando informações prognósticas à avaliação patológica tradicional. Objetivos: Realizar a validação externa do índice prognóstico RCB em mulheres submetidas à quimioterapia neoadjuvante no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Avaliar a correlação do índice de RCB, com sobrevida global e livre de doença nesta amostra. Material e método: análise retrospectiva dos dados dos prontuários de pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia neoadjuvante e, posteriormente, submetidas à cirurgia mamária no ICESP, de 2011 até dezembro de 2017. Variáveis analisadas: idade, estadiamento clínico e patológico, subtipo molecular tumoral, número de recidivas ou metástases, número de óbitos, valor e classe do RCB (10). Resultados: Foram incluídas para análise 347 pacientes com média de idade de 49,39 anos. O estadiamento clínico inicial foi T3 em 57,9% das pacientes e 43,8% das pacientes apresentavam status axilar N1. O subgrupo RCB1 foi submetido a mastectomia na maioria dos casos (58%) seguida de BLS (66,9%), e o estadiamento correspondia a T2 (72,5%) N1 (85,5%) na amostra, sendo o subtipo Her2 predominante (15,79%). No subgrupo RCB2 também houve predomínio de mastectomia seguida de BLS (36,9 % e 50%), e o estadiamento correspondia a T2 (37,68%), porém com predomínio de N0 no status linfonodal (44,83%) e subtipo luminal B predominante (42,65%). Já o RCB 3 apresentou também predomínio de mastectomia seguida de BLS (33,69% e 34,31%), sendo o estadiamento mais frequente foi T3 N3 (29,85 % e 41,67%), predominando o subtipo luminal A (73,91%). O tempo mediano de seguimento para análise de OS e DFS foi entre 47 e 44 meses respectivamente. A análise de sobrevida evidenciou um melhor prognóstico para o subgrupo RCB 0 (pCR) em comparação ao RCB 1, 2 e 3, sendo a correlação estatística significativa (Log rank p=0,01). Em relação à sobrevida livre de doença, também houve maior sobrevida livre de doença no subgrupo RCB 0 em comparação ao 1, 2 e 3 (log rank p <= 0,0001)
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spelling Validação do Índice de RCB (residual cancer burden) na população brasileira como forma de determinação de prognóstico de sobrevida em mulheres com câncer de mama localmente avan?adoValidation of the residual cancer burden index (RCB) in a Brazilian population as a prognostic tool in women with locally advanced breast cancerBreast neoplasmsClinical stageEstadiamento clínicoNeoadjuvant chemotherapyNeoplasias de mamaPathologic responsePrognosticPrognósticoQuimioterapia neoadjuvanteResidual cancer burdenResidual cancer burdenResposta patológicaIntrodução: A resposta patológica completa (pCR) sabidamente é o fator de melhor prognóstico nas pacientes submetidas ao tratamento neoadjuvante. Apesar disso, nas respostas patológicas intermediárias vários métodos diferentes já foram propostos para se categorizar o tumor residual e estimar prognóstico. Um deles, a extensão tumoral residual presente, após tratamento neoadjuvante, já é um desfecho conhecido e validado para predição de prognóstico e recidiva. Em 2007 Symmans et al. propuseram a classificação denominada \"Residual Cancer Burden\" (RCB) uma classificação com quatro possíveis categorias, pCR, RCB-I (mínima doença residual), RCB-II (moderada doença residual) e RCB-III (doença residual extensa). Avaliando a relação de RCB com prognóstico, em 2017, Symmans et al., publicaram um estudo relacionando separadamente o prognóstico aos subtipos moleculares. Em todas as coortes, identificou-se uma relação positiva e significativa estatisticamente do índice RCB com o risco de recidiva e morte, ajustada por idade, estádio clínico e estádio tumoral. Isso evidenciou que a categorização em classes preconizadas pelo índice RCB pode ser útil na redefinição do prognóstico nos estádios patológicos II e III, adicionando informações prognósticas à avaliação patológica tradicional. Objetivos: Realizar a validação externa do índice prognóstico RCB em mulheres submetidas à quimioterapia neoadjuvante no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). Avaliar a correlação do índice de RCB, com sobrevida global e livre de doença nesta amostra. Material e método: análise retrospectiva dos dados dos prontuários de pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia neoadjuvante e, posteriormente, submetidas à cirurgia mamária no ICESP, de 2011 até dezembro de 2017. Variáveis analisadas: idade, estadiamento clínico e patológico, subtipo molecular tumoral, número de recidivas ou metástases, número de óbitos, valor e classe do RCB (10). Resultados: Foram incluídas para análise 347 pacientes com média de idade de 49,39 anos. O estadiamento clínico inicial foi T3 em 57,9% das pacientes e 43,8% das pacientes apresentavam status axilar N1. O subgrupo RCB1 foi submetido a mastectomia na maioria dos casos (58%) seguida de BLS (66,9%), e o estadiamento correspondia a T2 (72,5%) N1 (85,5%) na amostra, sendo o subtipo Her2 predominante (15,79%). No subgrupo RCB2 também houve predomínio de mastectomia seguida de BLS (36,9 % e 50%), e o estadiamento correspondia a T2 (37,68%), porém com predomínio de N0 no status linfonodal (44,83%) e subtipo luminal B predominante (42,65%). Já o RCB 3 apresentou também predomínio de mastectomia seguida de BLS (33,69% e 34,31%), sendo o estadiamento mais frequente foi T3 N3 (29,85 % e 41,67%), predominando o subtipo luminal A (73,91%). O tempo mediano de seguimento para análise de OS e DFS foi entre 47 e 44 meses respectivamente. A análise de sobrevida evidenciou um melhor prognóstico para o subgrupo RCB 0 (pCR) em comparação ao RCB 1, 2 e 3, sendo a correlação estatística significativa (Log rank p=0,01). Em relação à sobrevida livre de doença, também houve maior sobrevida livre de doença no subgrupo RCB 0 em comparação ao 1, 2 e 3 (log rank p <= 0,0001)Introduction: The complete pathological response (pCR) is known to be the best prognostic factor for patients undergoing neoadjuvant treatment. Nevertheless, in the intermediate pathological responses, several different methods have already been proposed to categorize the residual tumor and estimate prognosis. One of them, the residual tumor extension present after neoadjuvant treatment is already a known and validated outcome for predicting prognosis and recurrence. In 2007 Symmans et al. proposed the classification called \"Residual Cancer Burden\" (RCB) a classification with four possible categories, pCR, RCB-I (minimal residual disease), RCB-II (moderate residual disease) and RCB-III (extensive residual disease). Evaluating the relationship between RCB and prognosis, Symmans et al., in 2017, published a study separately relating the prognosis to the molecular subtypes. In all cohorts, a positive and statistically significant relationship between the RCB index and the risk of recurrence and death was identified, adjusted for age, clinical stage and tumor stage. This showed that the categorization in classes recommended by the RCB index can be useful in redefining the prognosis in pathological stages II and III, adding prognostic information to the traditional pathological evaluation. Objectives: to validate the prognostic index \"Residual Cancer Burden\" in women undergoing neoadjuvant chemotherapy at ICESP- Cancer Institute of the State of São Paulo by evaluating the correlation of the RCB index with overall survival and disease-free survival in this sample. Patients and methods: we analyzed the medical records of breast cancer patients who underwent neoadjuvant chemotherapy and subsequently underwent breast surgery at the institution, from 2011 to December 2017. Variables analyzed were age, clinical and pathological staging, molecular subtype, number of recurrences or metastases, number of deaths, value and class of the residual cancer burden index. We used the Kaplan-Meyer and the Log-rank statistics to evaluate the possible association between RCB and overall survival (OS) and diseasefree survival (DFS). A regression model was used to determine the independent association of the RCB with the outcomes controlling for confounding factors. Results: 347 patients were included in the analysis with a mean age of 49.39 years. Initial clinical staging was T3 in 57.9% of patients and 43.8% of patients had N1 axillary status. The median follow-up time for analysis of OS and DFS was 47 and 44 months respectively. Survival analysis showed a statistically significant better prognosis for the RCB0 (pCR) subgroup compared to RCB1, 2 and 3 (Log rank p = 0.01). Regarding disease-free survival, there was also greater disease-free survival in the subgroup RCB 0 compared to 1, 2 and 3 (Log rank p <= 0.0001). Conclusion: We successfully validated the RCB score in a Brazilian population demonstrating a positive and significant relationship between the RCB index and the risk of relapse and death, adjusted for clinical stage, tumor pathological stage and molecular subtypes, confirming the data from the recent publication, Symmans et al., in 2017Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFilassi, Jose RobertoGonçalves, RodrigoCunha, Juliana Pierobon Gomes da2021-04-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-16082021-133727/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2021-08-16T18:12:02Zoai:teses.usp.br:tde-16082021-133727Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212021-08-16T18:12:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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