A \"bacia revestida de floresta\" tinha gente e tinha história: a adução do Rio Claro, seus antecedentes e implicações
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-15042024-130940/ |
Resumo: | Esta dissertação se desenvolve a partir de pesquisa documental, buscando identificar o processo de expropriação sofrida pela população então residente na Bacia Hidrográfica do Rio Claro (sul de Salesópolis-SP e sudeste de Biritiba-Mirim-SP), a partir da reconfiguração das dinâmicas socioespaciais ocasionadas pela política de abastecimento de água da capital paulista na primeira metade do século XX. Se faz evidente, a relação de expropriação, a qual estas populações foram submetidas, admitindo-se a existência tanto de conflitos de terra quanto de conflitos pela água, numa escala mais ampla. As áreas abarcadas pelas desapropriações eram produtivas e nelas se achavam diversas propriedades, em especial de pequeno porte, em contraponto ao discurso do governo do estado de São Paulo que colocava o território da Bacia do Rio Claro como sendo de natureza intocada e, por isso, passível de expropriação e necessária à captação de água, em especial. A desapropriação das áreas não ocasionou somente a retirada desta população então residente, como a total impossibilidade de qualquer uso do espaço, a partir da proibição da entrada não autorizada na área que foi destinada ao abastecimento público. Discute-se, portanto, estes conflitos, assim como as maneiras de utilização do espaço, suas relações de poder e as mudanças sociais impostas pelos interesses metropolitanos. Como consequência, este trabalho pode contribuir na análise do resultado do processo de metropolização e seus impactos no modo de vida dos antigos habitantes da Bacia Hidrográfica do Rio Claro, entendidos como pertencentes a cultura caipira, numa organização socioespacial que envolvia a existência de bairros rurais |
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A \"bacia revestida de floresta\" tinha gente e tinha história: a adução do Rio Claro, seus antecedentes e implicaçõesThe \"forest-covered basin\" had people and had history: the water supply of Claro River basin, its background, and implicationsÁguaBacia Hidrográfica do Rio ClaroBairro ruralClaro River BasinConflitos de terraLand conflictsPolíticas territoriaisRural neighborhoodsTerritorial policiesWaterEsta dissertação se desenvolve a partir de pesquisa documental, buscando identificar o processo de expropriação sofrida pela população então residente na Bacia Hidrográfica do Rio Claro (sul de Salesópolis-SP e sudeste de Biritiba-Mirim-SP), a partir da reconfiguração das dinâmicas socioespaciais ocasionadas pela política de abastecimento de água da capital paulista na primeira metade do século XX. Se faz evidente, a relação de expropriação, a qual estas populações foram submetidas, admitindo-se a existência tanto de conflitos de terra quanto de conflitos pela água, numa escala mais ampla. As áreas abarcadas pelas desapropriações eram produtivas e nelas se achavam diversas propriedades, em especial de pequeno porte, em contraponto ao discurso do governo do estado de São Paulo que colocava o território da Bacia do Rio Claro como sendo de natureza intocada e, por isso, passível de expropriação e necessária à captação de água, em especial. A desapropriação das áreas não ocasionou somente a retirada desta população então residente, como a total impossibilidade de qualquer uso do espaço, a partir da proibição da entrada não autorizada na área que foi destinada ao abastecimento público. Discute-se, portanto, estes conflitos, assim como as maneiras de utilização do espaço, suas relações de poder e as mudanças sociais impostas pelos interesses metropolitanos. Como consequência, este trabalho pode contribuir na análise do resultado do processo de metropolização e seus impactos no modo de vida dos antigos habitantes da Bacia Hidrográfica do Rio Claro, entendidos como pertencentes a cultura caipira, numa organização socioespacial que envolvia a existência de bairros ruraisThis dissertation stems from documentary research, with the aim of identifying the expropriation process the then dwelling population went through in Claro River Basin (south of Salesópolis-SP and southeast of Biritiba-Mirim-SP), and from the reconfiguration of socio-spatial dynamics prompted by the water supply policy in the capital of São Paulo in the first half of the 20th century. The expropriation to which this population was subjected is evident, and the existence of both land and water conflicts on a larger scale must be acknowledged. The areas affected by the expropriations were productive and were comprised mainly of small properties, which opposed the state of São Paulos governments narrative that painted the Claro River Basin territory as untouched nature, and, as such, was liable for expropriation and especially necessary for water harvesting. Not only did the expropriation of these areas remove the dwelling population, but it also prevented any use of the space by means of prohibiting unauthorized entry to the area intended for public supply. Such conflicts will therefore be discussed as well as ways to use the space, power relations, and social changes imposed by metropolitan interests. As a consequence, this paper may contribute to analyzing the result of the metropolization process and its impacts on the way of life of Claro River Basins old inhabitants, seen as pertaining to the countryside culture, in a socio-spatial organization that included the existence of rural neighborhoodsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRaimundo, SidneiSilva, Alexandre da2024-02-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100134/tde-15042024-130940/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-21T14:02:02Zoai:teses.usp.br:tde-15042024-130940Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-21T14:02:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta dissertação se desenvolve a partir de pesquisa documental, buscando identificar o processo de expropriação sofrida pela população então residente na Bacia Hidrográfica do Rio Claro (sul de Salesópolis-SP e sudeste de Biritiba-Mirim-SP), a partir da reconfiguração das dinâmicas socioespaciais ocasionadas pela política de abastecimento de água da capital paulista na primeira metade do século XX. Se faz evidente, a relação de expropriação, a qual estas populações foram submetidas, admitindo-se a existência tanto de conflitos de terra quanto de conflitos pela água, numa escala mais ampla. As áreas abarcadas pelas desapropriações eram produtivas e nelas se achavam diversas propriedades, em especial de pequeno porte, em contraponto ao discurso do governo do estado de São Paulo que colocava o território da Bacia do Rio Claro como sendo de natureza intocada e, por isso, passível de expropriação e necessária à captação de água, em especial. A desapropriação das áreas não ocasionou somente a retirada desta população então residente, como a total impossibilidade de qualquer uso do espaço, a partir da proibição da entrada não autorizada na área que foi destinada ao abastecimento público. Discute-se, portanto, estes conflitos, assim como as maneiras de utilização do espaço, suas relações de poder e as mudanças sociais impostas pelos interesses metropolitanos. Como consequência, este trabalho pode contribuir na análise do resultado do processo de metropolização e seus impactos no modo de vida dos antigos habitantes da Bacia Hidrográfica do Rio Claro, entendidos como pertencentes a cultura caipira, numa organização socioespacial que envolvia a existência de bairros rurais |
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