Reconstrução tomográfica utilizando ultrassom a partir do hardware de sonotrombólise.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Ceccato, Roberto Costa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3154/tde-11072025-142012/
Resumo: A imagenologia médica é responsável por grande parte do avanço da medicina moderna. Métodos como a tomografia computadorizada (TC), a ultrassonografia (US) e a ressonância magnética nuclear (RMN) permitem realizar estudos in vivo bem como diagnósticos rápidos e precisos. Dentro desta área, a ultrassonografia vem desempenhando um papel notável no diagnóstico médico desde a segunda metade do Século XX. Usualmente, os métodos de reconstrução de imagens utilizando o ultrassom como fonte física do sinal, resultam em imagens qualitativas e por assumirem um meio homogêneo com respeito a velocidade de propagação do som (SoS) acabam sofrendo com artefatos e aberrações nas formas ou dimensões da região imageada. A busca por métodos eficientes e viáveis de reconstrução de imagens médicas quantitativas por ultrassom é uma atividade de longa data. As principais motivações para tal esforço residem na possibilidade de que, uma vez de posse de um mapa de características físicas do meio, um diagnóstico mais preciso pode ser feito com a caracterização quase unívoca do tecido e diminuição das aberrações ou artefatos da imagem final. Os principais métodos para a reconstrução de imagens quantitativas por US são a elastografia, métodos por Inversão Total de Onda (FWI), tempo de voo em modo transmissão (TFTM), e tempo de voo em modo eco (TFEM). Além do uso diagnóstico do ultrassom, os métodos terapêuticos também têm grande importância. Na área da cardiologia, a sonotrombólise surge como uma alternativa promissora para a dissolução de trombos. O procedimento utiliza feixes focalizados de ultrassom de alta potência com o objetivo de induzir a cavitação de microbolhas injetadas na corrente sanguínea do paciente. Nesse contexto, o presente trabalho desenvolveu e avaliou os limites da reconstrução de imagens médicas quantitativas a partir de sinais de ultrassom captados utilizando o esquema geométrico de um equipamento de sonotrombólise. Esse equipamento extremamente especializado vem sendo pesquisado e desenvolvido pelo grupo do Laboratório de Engenharia Biomédica da Universidade de São Paulo. Com o intuito de permitir uma identificação precisa dos tecidos e corrigir as aberrações causadas pela suposição de velocidade do som constante, a imagem reconstruída associa, a cada ponto do espaço discretizado, uma velocidade de propagação do som no meio. Para isso, considerando que a geometria do equipamento de sonotrombólise não dispõe de transdutores em oposição, o princípio de reconstrução adotado foi o TFEM por depender apenas de ecos. Além disso, o equipamento possui transdutores distribuídos de forma esparsa, visando cobrir a região cardíaca com menor complexidade de fabricação. Essa característica impôs uma dificuldade adicional não abordada pela literatura, que em geral considera matrizes densas para evitar problemas de enrolamento de fase. A metodologia proposta consistiu na modelagem detalhada do sinal captado e no desenvolvimento de critérios de aceitação das medidas temporais, além da realização de experimentos numéricos em três phantoms com complexidade crescente para a validação. A propagação de ultrassom foi simulada utilizando o a ferramenta computacional k-Wave para MATLAB, considerando configurações diferentes de transdutores com relação ao número de elementos (8, 32, 64, 128 e 256) e frequência central (500 kHz, 1 MHz e 2 MHz). O principal foco da metodologia foi desenvolver a fundamentação teórica, principalmente com a modelagem do sinal captado, para subsidiar a investigação, orientar o projeto de algoritmos para transdutores esparsos em TFEM USCT, e validar as propostas realizadas. Os resultados sugerem que a reconstrução de imagens via tomografia computadorizada por ultrassom (USCT) quantitativa e utilizando o método TFEM é viável a partir de um equipamento de sonotrombólise, uma vez definidos parâmetros de projetos apropriados quanto ao número de elementos e frequência central. Uma discussão extensiva sobre os parâmetros de projeto apropriadas é realizada ao longo desse estudo. Em suma, as investigações sugerem que a utilização de transdutores esparsos é uma estratégia viável para TFEM USCT. Espera-se que, em trabalhos futuros, a elaboração do mapa de distribuição de velocidades no meio permitirá a correção de grande parte das aberrações e artefatos, levando à possibilidade de otimizar a focalização dos pulsos utilizados para cavitar as microbolhas e ocasionar a sonotrombólise.
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Usualmente, os métodos de reconstrução de imagens utilizando o ultrassom como fonte física do sinal, resultam em imagens qualitativas e por assumirem um meio homogêneo com respeito a velocidade de propagação do som (SoS) acabam sofrendo com artefatos e aberrações nas formas ou dimensões da região imageada. A busca por métodos eficientes e viáveis de reconstrução de imagens médicas quantitativas por ultrassom é uma atividade de longa data. As principais motivações para tal esforço residem na possibilidade de que, uma vez de posse de um mapa de características físicas do meio, um diagnóstico mais preciso pode ser feito com a caracterização quase unívoca do tecido e diminuição das aberrações ou artefatos da imagem final. Os principais métodos para a reconstrução de imagens quantitativas por US são a elastografia, métodos por Inversão Total de Onda (FWI), tempo de voo em modo transmissão (TFTM), e tempo de voo em modo eco (TFEM). 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Com o intuito de permitir uma identificação precisa dos tecidos e corrigir as aberrações causadas pela suposição de velocidade do som constante, a imagem reconstruída associa, a cada ponto do espaço discretizado, uma velocidade de propagação do som no meio. Para isso, considerando que a geometria do equipamento de sonotrombólise não dispõe de transdutores em oposição, o princípio de reconstrução adotado foi o TFEM por depender apenas de ecos. Além disso, o equipamento possui transdutores distribuídos de forma esparsa, visando cobrir a região cardíaca com menor complexidade de fabricação. Essa característica impôs uma dificuldade adicional não abordada pela literatura, que em geral considera matrizes densas para evitar problemas de enrolamento de fase. A metodologia proposta consistiu na modelagem detalhada do sinal captado e no desenvolvimento de critérios de aceitação das medidas temporais, além da realização de experimentos numéricos em três phantoms com complexidade crescente para a validação. A propagação de ultrassom foi simulada utilizando o a ferramenta computacional k-Wave para MATLAB, considerando configurações diferentes de transdutores com relação ao número de elementos (8, 32, 64, 128 e 256) e frequência central (500 kHz, 1 MHz e 2 MHz). O principal foco da metodologia foi desenvolver a fundamentação teórica, principalmente com a modelagem do sinal captado, para subsidiar a investigação, orientar o projeto de algoritmos para transdutores esparsos em TFEM USCT, e validar as propostas realizadas. Os resultados sugerem que a reconstrução de imagens via tomografia computadorizada por ultrassom (USCT) quantitativa e utilizando o método TFEM é viável a partir de um equipamento de sonotrombólise, uma vez definidos parâmetros de projetos apropriados quanto ao número de elementos e frequência central. Uma discussão extensiva sobre os parâmetros de projeto apropriadas é realizada ao longo desse estudo. Em suma, as investigações sugerem que a utilização de transdutores esparsos é uma estratégia viável para TFEM USCT. Espera-se que, em trabalhos futuros, a elaboração do mapa de distribuição de velocidades no meio permitirá a correção de grande parte das aberrações e artefatos, levando à possibilidade de otimizar a focalização dos pulsos utilizados para cavitar as microbolhas e ocasionar a sonotrombólise.Medical imaging is responsible for the vast majority of the modern medicine advancement. Techniques such as computed tomography (CT), ultrasound (US), and magnetic resonance imaging (MRI) facilitate both in vivo studies, and rapid and accurate diagnoses. Within this field, ultrasound has played a significant role in medical diagnostics since the second half of the 20th century. Typically, image reconstruction methods that use ultrasound as the physical signal source result in qualitative images. Since these methods have to assume a homogeneous medium with respect to the speed of sound (SoS), they tend to suffer from artifacts and aberrations in the shapes or dimensions of the imaged region. The search for efficient and viable methods for quantitative medical ultrasound image reconstruction has been ongoing for a long time. The main motivations for this effort lie in the possibility that, once in possession of a map of some mediums physical characteristics, a more accurate diagnosis can be made with a nearly unambiguous characterization of the tissue and a reduction in aberrations or artifacts in the final image. The primary methods for quantitative US image reconstruction include elastography, Full Waveform Inversion (FWI) methods, time of flight in transmission mode (TFTM) tomography, and time of flight in echo mode (TFEM) tomography. In addition to the diagnostic use of ultrasound, therapeutic methods are also of great importance. In cardiology, sonothrombolysis emerges as a promising alternative for dissolving thrombi. The procedure utilizes high-power focused ultrasound beams to induce cavitation of microbubbles injected into the patients bloodstream. In this context, the present work developed and evaluated the limits of performing quantitative medical image reconstruction using ultrasound signals captured with the geometric setup of a sonothrombolysis device. This highly specialized equipment is being researched and developed by the Biomedical Engineering Laboratory at the University of Sao Paulo. In order to enable an accurate identification of tissues and the correction of aberrations caused by the assumed constant speed of sound, the reconstructed image will associate a sound speed value for each point in the discretized space. Considering that the geometry of the sonothrombolysis device does not have opposing transducers, the reconstruction principle adopted was TFEM, as it relies solely on echoes. Additionally, the device features sparsely distributed transducers, aiming to cover the cardiac region while reducing manufacturing complexity. This design choice introduced an additional challenge not addressed in the literature, which typically considers dense arrays to avoid phase-wrapping issues. The proposed methodology involved the detailed modeling of the received signal and the development of acceptance criteria for temporal measurements, in addition to numerical experiments conducted on three phantoms of increasing complexity for validation purposes. Ultrasound propagation was simulated using the k-Wave computational tool for MATLAB, considering different transducer configurations in terms of the number of elements (8, 32, 64, 128, and 256) and central frequencies (500 kHz, 1 MHz, and 2 MHz). The main focus of the methodology was to develop the theoretical foundation, particularly through the modeling of the received signal, to support the investigation, guide the design of algorithms for sparsely distributed transducers in TFEM USCT, and validate the proposed approaches. The results suggests that quantitative TFEM ultrasound computed tomography image reconstruction is feasible within a sonothrombolysis hardware setup, provided that appropriate design choices are made regarding element count and frequency. An extensive discussion about the design choices is provided in this study. Summarily, findings suggest that the use of sparse transducer arrays is a viable strategy for TFEM USCT. It is expected that, in future work, creating a more accurate velocity distribution map within the medium will correct most of the aberrations and artifacts, leading to the possibility of optimizing the focusing of pulses used to cavitate the microbubbles and cause sonothrombolysis.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFuruie, Sérgio ShiguemiPai, Chi NanCeccato, Roberto Costa2025-06-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3154/tde-11072025-142012/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-14T17:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-11072025-142012Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-14T17:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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