Quase nenhum poema: considerações sobre o catálogo na poesia homérica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-10062025-121943/ |
Resumo: | A frequência com que a Ilíada e a Odisseia se utilizam de enumerações e a variedade de contextos nos quais isso ocorre indicam que estamos lidando com uma estratégia essencial da poesia arcaica grega, fato reconhecido de forma unânime pelos trabalhos acerca do tema. Menos unânime são as descrições teóricas do fenômeno. Frequentemente classificadas como o oposto de conceitos variados, desde o conceito de narrativa até mesmo o da própria poesia, as passagens enumerativas da poesia épica são relegadas muitas vezes a um lugar de alteridade absoluta, no qual qualquer possibilidade de sentido é deslocada para fora da análise literária. Ademais, sua descrição na crítica homérica nos estimula a pensar até que ponto esse fenômeno não é criado, em grande medida, pelas predisposições teóricas de seus críticos. Ainda que todo objeto seja moldado pela teoria que o investiga, esse fato tem sido repetidamente ignorado pelos estudiosos dos catálogos épicos, o que produz uma análise incapaz de refletir sobre a sua participação nos próprios dilemas que encontra. A partir duma reflexão mais ampla sobre como os estereótipos ao redor das enumerações são o resultado das nossas práticas interpretativas, o presente trabalho defende que não é razoável aplicar um único viés interpretativo nos chamados catálogos da Ilíada e da Odisseia, em particular o viés que defende uma alteridade essencial entre formas enumerativas e narrativas no contexto homérico |
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Quase nenhum poema: considerações sobre o catálogo na poesia homéricaAlmost no poem: considerations about the catalogue in Homeric poetryIliadIlíadaOdisseiaOdysseyCatálogos épicosEpic cataloguesHomerHomeroA frequência com que a Ilíada e a Odisseia se utilizam de enumerações e a variedade de contextos nos quais isso ocorre indicam que estamos lidando com uma estratégia essencial da poesia arcaica grega, fato reconhecido de forma unânime pelos trabalhos acerca do tema. Menos unânime são as descrições teóricas do fenômeno. Frequentemente classificadas como o oposto de conceitos variados, desde o conceito de narrativa até mesmo o da própria poesia, as passagens enumerativas da poesia épica são relegadas muitas vezes a um lugar de alteridade absoluta, no qual qualquer possibilidade de sentido é deslocada para fora da análise literária. Ademais, sua descrição na crítica homérica nos estimula a pensar até que ponto esse fenômeno não é criado, em grande medida, pelas predisposições teóricas de seus críticos. Ainda que todo objeto seja moldado pela teoria que o investiga, esse fato tem sido repetidamente ignorado pelos estudiosos dos catálogos épicos, o que produz uma análise incapaz de refletir sobre a sua participação nos próprios dilemas que encontra. A partir duma reflexão mais ampla sobre como os estereótipos ao redor das enumerações são o resultado das nossas práticas interpretativas, o presente trabalho defende que não é razoável aplicar um único viés interpretativo nos chamados catálogos da Ilíada e da Odisseia, em particular o viés que defende uma alteridade essencial entre formas enumerativas e narrativas no contexto homéricoThe frequency with which the Iliad and the Odyssey make use of enumerations and the diverse contexts in which this occurs indicate that we are dealing with an essential strategy of Greek archaic poetry, a fact that is recognized unanimously in the works about the subject. Less unanimous are the theoretical descriptions of the phenomenon. Frequently classified as the opposite of a variety of concepts, from the concept of narrative to even the one of poetry itself, the enumerative passages of epic poetry are usually relegated to a place of absolute alterity, one which any possibility of meaning is dislocated outside the realm of literary analysis. In addition to this, its description in Homeric criticism stimulates us to think about how much of this phenomenon is created, to a large extent, by the theoretical predispositions of its critics. Even if every object is wrought by the theory that investigates it, this fact has been repeatedly ignored by the scholars of epic catalogues, which produces an analysis incapable of reflecting on its own participation in the dilemmas it encounters. Starting from a wide reflection about how the stereotypes surrounding enumerations are the result of our interpretative practices, the present work defends that it is not reasonable to apply a single interpretative frame to the so called catalogues of the Iliad and the Odyssey, especially one which argues for an essential alterity between enumerative forms and narratives in the Homeric contextBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPWerner, ChristianVilla, Danilo de Sousa Tolentino2025-03-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8143/tde-10062025-121943/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-10T15:26:02Zoai:teses.usp.br:tde-10062025-121943Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-10T15:26:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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