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Senhores e escravos no Paraná, 1800-1830

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1989
Autor(a) principal: Gallardo, Dario Horacio Gutierrez
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-01122025-193842/
Resumo: O Paraná nas primeiras décadas do século XIX era uma região voltada principalmente a pecuária e a agricultura de subsistência, desvinculada das grandes rotas do comércio ultramarino. Os escravos representavam em torno de 20% da população que alcançava em 1810 a 27.000 habitantes. Com base em recenseamentos manuscritos anuais guardados no Arquivo do Estado de São Paulo e existentes para o período 1800-1880, esta pesquisa reconstrói e resgata algumas características da escravidão negra no Paraná. Analisam-se peculiaridades dos grandes e pequenos senhores de escravos, a estrutura de propriedade de cativos e o perfil demográfico da população servil. Os resultados sugerem que a reprodução natural teria sido a principal responsável pelo crescimento e reposição da população escrava, sendo inexpressiva a importação de africanos. Várias evidências apontaram nesse sentido: a igualdade na proporção dos sexos, a elevada magnitude de crianças escravas, a baixa idade mediana da população, a alta incidência do casamento, a naturalidade brasileira da maioria dos escravos. A reprodução teria sido maior nos grandes planteis, ao passo que nos pequenos teria sido mais frequente a compra de cativos. O universo estudado abrangeu todas as localidades então existentes no Paraná:. Antonina, Castro, Curitiba, Guaratuba, Lapa, Palmeira, Paranaguá, Ponta Grossa e São José dos Pinhais.
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