Tecendo no fio da navalha: mulheres sobreviventes do cárcere, cuidado e redes de afeto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Saiani, Flávia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-14042026-164653/
Resumo: Este trabalho trata de redes que são tecidas por mulheres que passaram pelo cárcere, redes que possibilitam suas sobrevivências, no contexto da cidade de São Paulo. A partir de uma etnografia multissituada, puxando os fios das relações e seguindo os atores, procuramos demonstrar de que forma o transbordamento da prisão através dessas redes permite que essas mulheres sobrevivam à vida pós-cárcere. O trabalho apresenta duas redes, as quais também componho e, portanto, se desenha a partir da minha inserção e atuação nelas: o Sarau Asas Abertas, que promovia saraus em duas unidades prisionais femininas da capital de São Paulo (Penitenciária Feminina da Capital e o Centro de Progressão de Pena do Butantã) e a Por Nós, coletivo abolicionista, feminista e antiproibicionista, fundado pelas irmãs Mary e Batia Jello, sobreviventes do cárcere. Tais redes constituem modos de sobrevivência, através do cuidado como ação política, que emergem de situações de violência e precariedade e surgem como um efeito societário do encarceramento em massa, para fora dos muros, como um transbordamento da prisão
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spelling Tecendo no fio da navalha: mulheres sobreviventes do cárcere, cuidado e redes de afetoWeaving on the razor\'s edge: women survivors of prison, care and networks of affectionCuidadoTransbordamentoMulheresRedesPrisãoCareOverflowNetworksIncarcerationWomenEste trabalho trata de redes que são tecidas por mulheres que passaram pelo cárcere, redes que possibilitam suas sobrevivências, no contexto da cidade de São Paulo. A partir de uma etnografia multissituada, puxando os fios das relações e seguindo os atores, procuramos demonstrar de que forma o transbordamento da prisão através dessas redes permite que essas mulheres sobrevivam à vida pós-cárcere. O trabalho apresenta duas redes, as quais também componho e, portanto, se desenha a partir da minha inserção e atuação nelas: o Sarau Asas Abertas, que promovia saraus em duas unidades prisionais femininas da capital de São Paulo (Penitenciária Feminina da Capital e o Centro de Progressão de Pena do Butantã) e a Por Nós, coletivo abolicionista, feminista e antiproibicionista, fundado pelas irmãs Mary e Batia Jello, sobreviventes do cárcere. Tais redes constituem modos de sobrevivência, através do cuidado como ação política, que emergem de situações de violência e precariedade e surgem como um efeito societário do encarceramento em massa, para fora dos muros, como um transbordamento da prisãoThis paper examines the networks woven by women who have experienced incarceration--networks that enable their survival within the urban context of São Paulo. Drawing on a multi-sited ethnography, which follows the threads of relationships and the movements of key actors, the study seeks to demonstrate how the overflow of prison through these networks allows women to navigate and survive life after incarceration. The analysis focuses on two specific networks, both of which I actively participate in, and which are therefore presented from an embedded, situated perspective: Sarau Asas Abertas, a cultural initiative that organized poetry events in two women\'s prison units in São Paulo (the Penitenciária Feminina da Capital and the Centro de Progressão de Pena do Butantã); and Por Nós, an abolitionist, feminist, and anti-prohibitionist collective founded by sisters Mary and Batia Jello, both of whom are survivors of the prison system. These networks represent forms of survival rooted in care as a political practice. Emerging from conditions of violence and precarity, they constitute a societal response to mass incarceration--extending beyond prison walls as a form of prison overflowBiblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências HumanasTelles, Vera da SilvaSaiani, Flávia2025-08-142026-04-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-14042026-164653/doi:10.11606/D.8.2025.tde-14042026-164653Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-14T19:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-14042026-164653Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-14T19:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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