Associação entre expressão tissular dos microRNAs let 7d, let 7e, 21, 200b e 301a e resposta terapêutica ao anti-TNF em pacientes com Doença de Crohn

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Vilar, Gustavo Nunes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-26052025-095125/
Resumo: INTRODUÇÃO: A doença de Crohn (DC) compromete a qualidade de vida e apresenta elevada morbidade. Apesar dos avanços com a terapia imunobiológica, sobretudo com os agentes antifator de necrose tumoral (TNF), parte dos pacientes não respondem ao tratamento. Os microRNAs (miRNAs) são cadeias simples de RNAs não-codificadores que exercem efeitos pós-transcricionais epigenéticos na regulação gênica. Estudos recentes identificaram perfis de expressão de miRNAs em pacientes com DC. JUSTIFICATIVA: Expressão de determinados miRNAs são possíveis marcadores associados à responsividade ao tratamento com anti-TNF&alpha; em pacientes com DC. A determinação de quais miRNAs teriam essa associação e permitiria auxiliar na adoção de estratégias terapêuticas mais efetivas na prática clínica. OBJETIVO: Avaliar os miRNAs let 7d, let 7e, 21, 200b e 301a como biomarcadores para a não responsividade ao tratamento com imunobiológico anti-TNF&alpha; em pacientes com DC. METODOLOGIA: Estudo transversal com pacientes do ambulatório de doença inflamatória intestinal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade São Paulo com diagnóstico de DC em terapia com infliximabe. Pacientes admitidos no Centro de Endoscopia da mesma instituição para realização de colonoscopia, sem diagnóstico de DC, constituíram grupo controle. Foram submetidos a avaliação clínica, endoscópica e histopatológica, com dosagem da expressão tecidual dos miRNAs 21, 200b, 301a, let 7d e let 7e. As diferenças observadas entre os grupos foram consideradas significativas quando p < 0,05. RESULTADOS: Após a exclusão de 265 pacientes, restaram 23 participantes com DC, sendo 65,2% classificados em respondedores (n=15) e 34,8% em não respondedores (n=8), segundo critérios endoscópicos de não resposta (SES-CD>2 ou RUTGEERTS i2-i4). O grupo controle teve 12 participantes. A expressão tissular do mirRNA let-7d foi maior no grupo Respondedor comparado com o Não respondedor (área inflamada), p=0,02 (IC 95%: 2,535 a 0,211). A expressão tissular do miRNA 21 foi maior no grupo Não respondedor (área inflamada) comparando-se ao grupo Respondedor, p=0,047 (IC 95%: 0,508 a 286,297); e ao grupo Controle, p=0,009 (IC 95%: 9,734 a 292,672). Não houve diferença entre os grupos quanto à expressão de let-7e, miR-200b e miR-301a. DISCUSSÃO: A associação do mirRNA 21 à inflamação e colite, já descrita na literatura, parece ser bastante relevante em pacientes com refratariedade à terapia com IFX, uma vez que sua expressão estava muito aumentada na área inflamada desses pacientes. A associação da expressão sérica do miRNA let-7d com a responsividade ao tratamento com IFX também já fora demonstrada previamente. Sua expressão tissular avaliada neste estudo, embora de menor magnitude, também foi significativa. Os resultados obtidos são inéditos e certamente contribuirão para o melhor entendimento e manejo de pacientes com DC. CONCLUSÃO: Os miRNAs 21 e let-7d são prováveis biomarcadores tissulares de, respectivamente, refratariedade e responsividade à terapia com IFX em pacientes com DC.
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JUSTIFICATIVA: Expressão de determinados miRNAs são possíveis marcadores associados à responsividade ao tratamento com anti-TNF&alpha; em pacientes com DC. A determinação de quais miRNAs teriam essa associação e permitiria auxiliar na adoção de estratégias terapêuticas mais efetivas na prática clínica. OBJETIVO: Avaliar os miRNAs let 7d, let 7e, 21, 200b e 301a como biomarcadores para a não responsividade ao tratamento com imunobiológico anti-TNF&alpha; em pacientes com DC. METODOLOGIA: Estudo transversal com pacientes do ambulatório de doença inflamatória intestinal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade São Paulo com diagnóstico de DC em terapia com infliximabe. Pacientes admitidos no Centro de Endoscopia da mesma instituição para realização de colonoscopia, sem diagnóstico de DC, constituíram grupo controle. Foram submetidos a avaliação clínica, endoscópica e histopatológica, com dosagem da expressão tecidual dos miRNAs 21, 200b, 301a, let 7d e let 7e. As diferenças observadas entre os grupos foram consideradas significativas quando p < 0,05. RESULTADOS: Após a exclusão de 265 pacientes, restaram 23 participantes com DC, sendo 65,2% classificados em respondedores (n=15) e 34,8% em não respondedores (n=8), segundo critérios endoscópicos de não resposta (SES-CD>2 ou RUTGEERTS i2-i4). O grupo controle teve 12 participantes. A expressão tissular do mirRNA let-7d foi maior no grupo Respondedor comparado com o Não respondedor (área inflamada), p=0,02 (IC 95%: 2,535 a 0,211). A expressão tissular do miRNA 21 foi maior no grupo Não respondedor (área inflamada) comparando-se ao grupo Respondedor, p=0,047 (IC 95%: 0,508 a 286,297); e ao grupo Controle, p=0,009 (IC 95%: 9,734 a 292,672). Não houve diferença entre os grupos quanto à expressão de let-7e, miR-200b e miR-301a. DISCUSSÃO: A associação do mirRNA 21 à inflamação e colite, já descrita na literatura, parece ser bastante relevante em pacientes com refratariedade à terapia com IFX, uma vez que sua expressão estava muito aumentada na área inflamada desses pacientes. A associação da expressão sérica do miRNA let-7d com a responsividade ao tratamento com IFX também já fora demonstrada previamente. Sua expressão tissular avaliada neste estudo, embora de menor magnitude, também foi significativa. Os resultados obtidos são inéditos e certamente contribuirão para o melhor entendimento e manejo de pacientes com DC. CONCLUSÃO: Os miRNAs 21 e let-7d são prováveis biomarcadores tissulares de, respectivamente, refratariedade e responsividade à terapia com IFX em pacientes com DC.INTRODUCTION: Crohn\'s disease (CD) compromises quality of life and presents high morbidity. Despite advancements in immunobiological therapy, especially with antitumor necrosis factor (TNF) agents, some patients do not respond to treatment. MicroRNAs (miRNAs) are single-stranded non-coding RNAs that exert posttranscriptional epigenetic effects on gene regulation. Recent studies have identified miRNA expression profiles in patients with CD. JUSTIFICATION: Expression of certain miRNAs may be potential markers associated with responsiveness to anti-TNF-&alpha; treatment in patients with CD. Determining which miRNAs have this association could help in adopting more effective therapeutic strategies in clinical practice. OBJECTIVE: To evaluate miRNAs let 7d, let 7e, 21, 200b, and 301a as biomarkers for nonresponsiveness to anti-TNF-&alpha; immunobiological treatment in patients with CD. METHODOLOGY: Cross-sectional study with patients from the inflammatory bowel disease outpatient clinic of the Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine of Ribeirão Preto, University of São Paulo, diagnosed with CD and undergoing therapy with infliximab. Patients admitted to the Endoscopy Center of the same institution for colonoscopy, without a diagnosis of CD, constituted the control group. They underwent clinical, endoscopic, and histopathological evaluations, with measurement of tissue expression of miRNAs 21, 200b, 301a, let 7d, and let 7e. Differences observed between groups were considered significant when p < 0.05. RESULTS: After excluding 265 patients, 23 participants with CD remained, with 65.2% classified as responders (n=15) and 34.8% as non-responders (n=8), according to endoscopic criteria for nonresponse (SES-CD>2 or RUTGEERTS i2-i4). The control group had 12 participants. Tissue expression of miRNA let-7d was higher in the Responder group compared to the Non-responder group (inflamed area), p=0.02 (95% CI: 2.535 to 0.211). Tissue expression of miRNA 21 was higher in the Non-responder group (inflamed area) compared to the Responder group, p=0.047 (95% CI: 0.508 to 286.297); and compared to the Control group, p=0.009 (95% CI: 9.734 to 292.672). No differences were found between groups regarding the expression of let-7e, miR-200b, and miR301a. DISCUSSION: The association of miRNA 21 with inflammation and colitis, already described in the literature, appears to be quite relevant in patients with refractory therapy to IFX, as its expression was significantly increased in the inflamed area of these patients. The association of serum expression of miRNA let-7d with responsiveness to IFX treatment has also been previously demonstrated. Its tissue expression evaluated in this study, although of lesser magnitude, was also significant. The results obtained are unprecedented and will certainly contribute to a better understanding and management of patients with CD. CONCLUSION: miRNAs 21 and let-7d are likely tissue biomarkers of, respectively, refractoriness and responsiveness to therapy with IFX in patients with CD.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFeitosa, Marley RibeiroVilar, Gustavo Nunes2025-02-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17137/tde-26052025-095125/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-12T18:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-26052025-095125Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-12T18:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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