Elastografia por Ultrassonografia revela enrijecimento da musculatura faríngea em portadores de Apneia Obstrutiva do Sono
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5143/tde-30032026-114037/ |
Resumo: | Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio prevalente caracterizado por colapsos recorrentes da via aérea superior durante o sono. Embora a musculatura da parede lateral da faringe tenha um reconhecido papel na fisiopatologia da AOS, desconhece-se a associação entre sua característica mecânica passiva de elasticidade e a AOS. Este estudo desenvolveu uma metodologia de elastografia por ultrassonografia por via transoral inédita para avaliar possíveis diferenças na rigidez dessa musculatura entre indivíduos apneicos e controles, assim como correlacionou essa rigidez com a gravidade da doença. Método: foram realizadas avaliações por elastografia ultrassonográfica transoral em 50 indivíduos apneicos e 18 controles e obtidas medidas da rigidez em três regiões da parede lateral da faringe: porção lateral do músculo constritor superior (cortes transversal e longitudinal) e junção palatofaríngea. A média das medianas de múltiplas aquisições foi usada como valor final, e a reprodutibilidade da técnica foi confirmada. Resultados: todas as medidas de elastografia indicaram rigidez significativamente maior no grupo AOS em comparação com os controles, diferença que permaneceu significativa após ajuste para índice de massa corporal (IMC) e, parcialmente, após ajuste para idade (especialmente na junção palatofaríngea e na média das medidas). Houve uma correlação positiva fraca, mas significativa, entre a idade e as medidas de rigidez, bem como entre o tempo de dessaturação abaixo de 90% e as medidas de rigidez da parede lateral da faringe e entre o IDO 3% e a rigidez da junção palatofaríngea. Contudo, não houve diferença estatisticamente significativa na rigidez da musculatura entre os grupos de AOS moderada e grave. A elastografia demonstrou alta acurácia na predição de AOS, com sensibilidade de 70% e especificidade de 88,9% para um ponto de corte de 8,13 kPa. Conclusões: a rigidez da parede lateral da faringe é aumentada em pacientes com apneia obstrutiva do sono, mantendo-se mesmo após ajustes para idade e IMC. A rigidez aumentada da musculatura da parede lateral da faringe em pacientes com AOS não teve correlação com a gravidade da AOS. Este estudo pioneiro estabeleceu e validou uma metodologia eficaz e bem tolerada para avaliar a rigidez da parede lateral da faringe. |
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Elastografia por Ultrassonografia revela enrijecimento da musculatura faríngea em portadores de Apneia Obstrutiva do SonoUltrasonographic Elastography Reveals Stiffening of Pharyngeal Musculature in Patients with Obstructive Sleep ApneaApneia obstrutiva do sonoElasticidadeElasticityElastografiaElastographyMúsculos faríngeosObstructive sleep apneaPharyngeal musclesRigidezStiffnessUltrasonographyUltrassonografiaIntrodução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio prevalente caracterizado por colapsos recorrentes da via aérea superior durante o sono. Embora a musculatura da parede lateral da faringe tenha um reconhecido papel na fisiopatologia da AOS, desconhece-se a associação entre sua característica mecânica passiva de elasticidade e a AOS. Este estudo desenvolveu uma metodologia de elastografia por ultrassonografia por via transoral inédita para avaliar possíveis diferenças na rigidez dessa musculatura entre indivíduos apneicos e controles, assim como correlacionou essa rigidez com a gravidade da doença. Método: foram realizadas avaliações por elastografia ultrassonográfica transoral em 50 indivíduos apneicos e 18 controles e obtidas medidas da rigidez em três regiões da parede lateral da faringe: porção lateral do músculo constritor superior (cortes transversal e longitudinal) e junção palatofaríngea. A média das medianas de múltiplas aquisições foi usada como valor final, e a reprodutibilidade da técnica foi confirmada. Resultados: todas as medidas de elastografia indicaram rigidez significativamente maior no grupo AOS em comparação com os controles, diferença que permaneceu significativa após ajuste para índice de massa corporal (IMC) e, parcialmente, após ajuste para idade (especialmente na junção palatofaríngea e na média das medidas). Houve uma correlação positiva fraca, mas significativa, entre a idade e as medidas de rigidez, bem como entre o tempo de dessaturação abaixo de 90% e as medidas de rigidez da parede lateral da faringe e entre o IDO 3% e a rigidez da junção palatofaríngea. Contudo, não houve diferença estatisticamente significativa na rigidez da musculatura entre os grupos de AOS moderada e grave. A elastografia demonstrou alta acurácia na predição de AOS, com sensibilidade de 70% e especificidade de 88,9% para um ponto de corte de 8,13 kPa. Conclusões: a rigidez da parede lateral da faringe é aumentada em pacientes com apneia obstrutiva do sono, mantendo-se mesmo após ajustes para idade e IMC. A rigidez aumentada da musculatura da parede lateral da faringe em pacientes com AOS não teve correlação com a gravidade da AOS. Este estudo pioneiro estabeleceu e validou uma metodologia eficaz e bem tolerada para avaliar a rigidez da parede lateral da faringe.Introduction: Obstructive sleep apnea (OSA) is a prevalent disorder characterized by recurrent collapses of the upper airway during sleep. Although the musculature of the lateral pharyngeal wall plays a recognized role in the pathophysiology of OSA, the association between its passive mechanical property of elasticity and OSA is not well understood. This study developed a novel transoral ultrasonographic elastography methodology to assess possible differences in the stiffness of this musculature between apneic individuals and controls, and also correlated this stiffness with disease severity. Methods: Transoral Ultrasonographic Elastography assessments were performed on 50 apneic individuals and 18 controls, with measurements of stiffness obtained in three regions of the lateral pharyngeal wall: the lateral portion of the superior constrictor muscle (in transverse and longitudinal sections) and the palatopharyngeal junction. The mean of the medians from multiple acquisitions was used as the final value, and the reproducibility of the technique was confirmed. Results: All elastography measurements indicated significantly greater stiffness in the OSA group compared to controls, a difference that remained significant after adjusting for BMI and, in part, after adjusting for age (especially at the palatopharyngeal junction and in the overall average). There was a weak but significant positive correlation between age and stiffness measurements, as well as between the time to desaturation below 90% and the stiffness measurements of the lateral pharyngeal wall and between the 3% oxygen desaturation index (ODI 3%) and the stiffness of the palatopharyngeal junction. However, there was no statistically significant difference in muscle stiffness between moderate and severe OSA groups. Elastography demonstrated high accuracy in predicting OSA, with a sensitivity of 70% and specificity of 88.9% for a cutoff point of 8.13 kPa. Conclusions: Stiffness of the lateral pharyngeal wall is increased in patients with Obstructive Sleep Apnea, and this remains true even after adjustments for age and BMI. The increased stiffness of the lateral pharyngeal wall musculature in OSA patients did not correlate with OSA severity. This pioneering study established and validated an effective and well-tolerated methodology for assessing the stiffness of the lateral pharyngeal wall.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCahali, Michel BurihanAngelo, Letícia Andrade de2025-12-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5143/tde-30032026-114037/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-30T14:51:02Zoai:teses.usp.br:tde-30032026-114037Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-30T14:51:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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