Análise tomográfica qualitativa e semiquantitativa em pacientes com pneumonia intersticial com achados autoimunes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Wanderley, Mark
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-31032025-122538/
Resumo: Introdução: As doenças pulmonares intersticiais idiopáticas (DPII) são desordens pulmonares inflamatórias e/ou fibróticas que compartilham aspectos clínicos, radiológicos e patológicos, cujo diagnóstico depende da exclusão de causas secundárias. Alguns indivíduos com DPII apresentam achados autoimunes, sem preencher critérios para doenças do colágeno. A European Respiratory Society (ERS) em conjunto com a American Thoracic Society (ATS) publicou um consenso em 2015 introduzindo o termo pneumonia intersticial com achados autoimunes (PIAA) para este subgrupo de pacientes, no intuito depadronizar a denominação e os critérios diagnósticos. Objetivos: Aplicar critérios semiquantitativos validados na análise dos achados tomográficos dos pacientes com PIAA, com maior ênfase no acometimento intersticial pulmonar e sua relação com aspectos clínicos e funcionais. Em conjunto, avaliar a presença de dilatação esofágica e a relação do diâmetro do tronco arterial pulmonar / aorta ascendente (TAP-A), a fim de aventar a possibilidade de inclusão destes parâmetros multicompartimentais entre os critérios diagnósticos morfológicos da PIAA. Métodos: Estudo transversal que inclui os pacientes acompanhados no Ambulatório de Pneumologia do INCOR / HCFMUSP com o diagnóstico de PIAA, sendo avaliados o padrão tomográfico, com ênfase na extensão das alterações tomográficas; aspectos clínicos, laboratoriais e de exames complementares, incluindo provas de função pulmonar, através da revisão de prontuários, de exames realizados rotineiramente e do banco de imagens. Utilizou-se o escore de Goldin para análise semiquantitativa das alterações tomográficas intersticiais. Resultados: 45 pacientes foram avaliados, com idade média de 62 ± 12 anos, 34 (76%) do sexo feminino. Fenômeno de Raynaud e fator antinuclear 1/320 foram os critérios clínico e laboratorial mais comuns, presentes em 16 (35%) e 26 (58%) pacientes, respectivamente. Pneumonia intersticial não específica foi o padrão tomográfico mais frequente, observado em 29 (64%) pacientes, sendo o escore médio de alterações intersticiais de 10. Alterações multicompartimentais foram encontradas em 28 (62%) pacientes; relação do tronco arterial pulmonar / aorta ascendente > 0,9 (TAP-A) em 17 (38%) e ectasia esofágica em 14 (31%) pacientes. Conclusões: Este estudo foi pioneiro ao aplicar escore semiquantitativo para a avaliação da extensão de alterações intersticiais em pacientes com PIAA. Foi o único a caracterizar a presença de ectasia esofágica e do aumento da relação TAP-A, alterações multicompartimentais não compreendidas no consenso de PIAA de 2015, contudo, de alta prevalência em nossa casuística, sugerindo a potencial inclusão dos mesmos em futura revisão dos critérios diagnósticos da doença. Além dos aspectos tomográficos, foram avaliadas as características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais destes indivíduos, contribuindo para a melhor compreensão deste subgrupo distinto de pacientes
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A European Respiratory Society (ERS) em conjunto com a American Thoracic Society (ATS) publicou um consenso em 2015 introduzindo o termo pneumonia intersticial com achados autoimunes (PIAA) para este subgrupo de pacientes, no intuito depadronizar a denominação e os critérios diagnósticos. Objetivos: Aplicar critérios semiquantitativos validados na análise dos achados tomográficos dos pacientes com PIAA, com maior ênfase no acometimento intersticial pulmonar e sua relação com aspectos clínicos e funcionais. Em conjunto, avaliar a presença de dilatação esofágica e a relação do diâmetro do tronco arterial pulmonar / aorta ascendente (TAP-A), a fim de aventar a possibilidade de inclusão destes parâmetros multicompartimentais entre os critérios diagnósticos morfológicos da PIAA. Métodos: Estudo transversal que inclui os pacientes acompanhados no Ambulatório de Pneumologia do INCOR / HCFMUSP com o diagnóstico de PIAA, sendo avaliados o padrão tomográfico, com ênfase na extensão das alterações tomográficas; aspectos clínicos, laboratoriais e de exames complementares, incluindo provas de função pulmonar, através da revisão de prontuários, de exames realizados rotineiramente e do banco de imagens. Utilizou-se o escore de Goldin para análise semiquantitativa das alterações tomográficas intersticiais. Resultados: 45 pacientes foram avaliados, com idade média de 62 ± 12 anos, 34 (76%) do sexo feminino. Fenômeno de Raynaud e fator antinuclear 1/320 foram os critérios clínico e laboratorial mais comuns, presentes em 16 (35%) e 26 (58%) pacientes, respectivamente. Pneumonia intersticial não específica foi o padrão tomográfico mais frequente, observado em 29 (64%) pacientes, sendo o escore médio de alterações intersticiais de 10. Alterações multicompartimentais foram encontradas em 28 (62%) pacientes; relação do tronco arterial pulmonar / aorta ascendente > 0,9 (TAP-A) em 17 (38%) e ectasia esofágica em 14 (31%) pacientes. Conclusões: Este estudo foi pioneiro ao aplicar escore semiquantitativo para a avaliação da extensão de alterações intersticiais em pacientes com PIAA. Foi o único a caracterizar a presença de ectasia esofágica e do aumento da relação TAP-A, alterações multicompartimentais não compreendidas no consenso de PIAA de 2015, contudo, de alta prevalência em nossa casuística, sugerindo a potencial inclusão dos mesmos em futura revisão dos critérios diagnósticos da doença. Além dos aspectos tomográficos, foram avaliadas as características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais destes indivíduos, contribuindo para a melhor compreensão deste subgrupo distinto de pacientesIntroduction: Idiopathic Interstitial Pneumonias (IIP) are inflammatory and/or fibrotic lung disorders that share clinical, radiological, and pathological aspects, whose diagnosis depends on the exclusion of secondary causes. Some individuals with IIP exhibit autoimmune findings without meeting the criteria for connective tissue diseases. The European Respiratory Society (ERS), in conjunction with the American Thoracic Society (ATS), published a consensus in 2015, introducing the term interstitial pneumonia with autoimmune features (IPAF) for this subgroup of patients, with the intent of standardizing the nomenclature and diagnostic criteria. Objectives: to apply validated semiquantitative criteria in analyzing the tomographic findings of patients with IPAF, with greater emphasis on interstitial lung involvement and its relationship with clinical and functional aspects. Additionally, to assess the presence of esophageal dilation and the relationship of the pulmonary artery/ascending aorta diameter ratio, in order to consider the possibility of including these multicompartmental parameters among the morphological diagnostic criteria for IPAF. Methods: A cross-sectional study that includes patients followed at the Pulmonology outpatient clinic of INCOR / HCFMUSP with a diagnosis of IPAF, evaluating the tomographic pattern, with an emphasis on the extent of tomographic abnormalities; clinical, laboratory aspects, and additional tests, including pulmonary function tests, through the review of medical records, routinely performed examinations, and the image database. The Goldin score was used for the semi-quantitative analysis of interstitial tomographic abnormalities. Results: This study was pioneering in applying a semiquantitative score for the assessment of the extent of interstitial changes in patients with IPAF. It was the only one to characterize the presence of esophageal ectasia and the increase in the TAP-A ratio, multicompartimental changes not included in the 2015 IPAF consensus, but highly prevalent in our case series, suggesting their potential inclusion in future revisions. In addition to tomographic aspects, the epidemiological, clinical, and laboratory characteristics of these individuals were evaluated, contributing to a better understanding of this distinct subgroup of patientsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBaldi, Bruno GuedesWanderley, Mark2024-10-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5150/tde-31032025-122538/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-10T19:30:03Zoai:teses.usp.br:tde-31032025-122538Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-10T19:30:03Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description Introdução: As doenças pulmonares intersticiais idiopáticas (DPII) são desordens pulmonares inflamatórias e/ou fibróticas que compartilham aspectos clínicos, radiológicos e patológicos, cujo diagnóstico depende da exclusão de causas secundárias. Alguns indivíduos com DPII apresentam achados autoimunes, sem preencher critérios para doenças do colágeno. A European Respiratory Society (ERS) em conjunto com a American Thoracic Society (ATS) publicou um consenso em 2015 introduzindo o termo pneumonia intersticial com achados autoimunes (PIAA) para este subgrupo de pacientes, no intuito depadronizar a denominação e os critérios diagnósticos. Objetivos: Aplicar critérios semiquantitativos validados na análise dos achados tomográficos dos pacientes com PIAA, com maior ênfase no acometimento intersticial pulmonar e sua relação com aspectos clínicos e funcionais. Em conjunto, avaliar a presença de dilatação esofágica e a relação do diâmetro do tronco arterial pulmonar / aorta ascendente (TAP-A), a fim de aventar a possibilidade de inclusão destes parâmetros multicompartimentais entre os critérios diagnósticos morfológicos da PIAA. Métodos: Estudo transversal que inclui os pacientes acompanhados no Ambulatório de Pneumologia do INCOR / HCFMUSP com o diagnóstico de PIAA, sendo avaliados o padrão tomográfico, com ênfase na extensão das alterações tomográficas; aspectos clínicos, laboratoriais e de exames complementares, incluindo provas de função pulmonar, através da revisão de prontuários, de exames realizados rotineiramente e do banco de imagens. Utilizou-se o escore de Goldin para análise semiquantitativa das alterações tomográficas intersticiais. Resultados: 45 pacientes foram avaliados, com idade média de 62 ± 12 anos, 34 (76%) do sexo feminino. Fenômeno de Raynaud e fator antinuclear 1/320 foram os critérios clínico e laboratorial mais comuns, presentes em 16 (35%) e 26 (58%) pacientes, respectivamente. Pneumonia intersticial não específica foi o padrão tomográfico mais frequente, observado em 29 (64%) pacientes, sendo o escore médio de alterações intersticiais de 10. Alterações multicompartimentais foram encontradas em 28 (62%) pacientes; relação do tronco arterial pulmonar / aorta ascendente > 0,9 (TAP-A) em 17 (38%) e ectasia esofágica em 14 (31%) pacientes. Conclusões: Este estudo foi pioneiro ao aplicar escore semiquantitativo para a avaliação da extensão de alterações intersticiais em pacientes com PIAA. Foi o único a caracterizar a presença de ectasia esofágica e do aumento da relação TAP-A, alterações multicompartimentais não compreendidas no consenso de PIAA de 2015, contudo, de alta prevalência em nossa casuística, sugerindo a potencial inclusão dos mesmos em futura revisão dos critérios diagnósticos da doença. Além dos aspectos tomográficos, foram avaliadas as características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais destes indivíduos, contribuindo para a melhor compreensão deste subgrupo distinto de pacientes
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