Feiras de publicações independentes : uma análise da emergência desses encontros em Belo Horizonte (2010-2017) e dos eventos Faísca - Mercado Gráfico e Textura (2017-2018)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Magalhães, Flávia Denise Pires de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens
Brasil
CEFET-MG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1501
Resumo: A capital mineira, Belo Horizonte, vive um momento de efervescência da quantidade e variedade das feiras de publicações independentes, desde, ao menos, 2010. Partindo dessa observação, fizemos uma revisão teórica a partir dos textos de Pierre Bourdieu (1996; 2004), do qual usamos os conceitos de campo e capital; de Robert Darnton (1982; 2007) e Thomas R. Adams e Nicholas Barker (1993 apud Darnton, 2007), dos quais usamos os conceitos de modos de produção do campo editorial; e de Roger Chartier (1998a, 1998b), Michel Foucault (2009), Roland Barthes (2004) e Vilém Flusser (2010), dos quais observamos as definições históricas e teóricas de autor e de editor. Também fizemos uma revisão da literatura sobre o termo “independente” a partir de Daniela Szpilbarg (s/d; 2012), Gustavo Sorá (2013), Hernán López Winne e Víctor Malumián (2016), Magalí Rabasa (2016), José de Souza Muniz Jr. (2016; 2017), Alice Bicalho de Oliveira (2017). Neste trabalho, identificamos as principais feiras de publicações que ocorreram em Belo Horizonte de 2010 a 2017. A partir desse levantamento, investigamos a criação e a manutenção das feiras Faísca – Mercado Gráfico e Textura e mapeamos as trocas de capitais simbólico, financeiro e cultural que ocorrem nessas feiras, observando uma dependência, no caso da Faísca, de incentivos governamentais. Foi feita uma aplicação de questionário em uma edição da Faísca e uma edição da Textura, ambas em 2017, para caracterizarmos os expositores dessas feiras. Em ambas as feiras, a maioria dos presentes se considera independente. A Faísca apresenta uma divisão entre gêneros entre seus expositores (masculino, 45,2%; feminino, 51,6%; travesti, 1,6%) cuja maioria é de jovens adultos (18 a 29 anos; 67,7%) e uma grande maioria tem nível de escolaridade que engloba a graduação (87,1%). O expositor da Textura é frequentemente um homem (61,1%) de até 44 anos (83,3%) com passagem pela graduação (88,9%). Por fim, fizemos três grupos focais com expositores que já participaram de uma das duas feiras investigadas. Em conclusão, esses editores independentes não se identificam como editores, praticam criação e edição sem fazer uma distinção clara entre os processos, vão às feiras para conhecer outros publicadores e têm dificuldade na distribuição de suas publicações
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Também fizemos uma revisão da literatura sobre o termo “independente” a partir de Daniela Szpilbarg (s/d; 2012), Gustavo Sorá (2013), Hernán López Winne e Víctor Malumián (2016), Magalí Rabasa (2016), José de Souza Muniz Jr. (2016; 2017), Alice Bicalho de Oliveira (2017). Neste trabalho, identificamos as principais feiras de publicações que ocorreram em Belo Horizonte de 2010 a 2017. A partir desse levantamento, investigamos a criação e a manutenção das feiras Faísca – Mercado Gráfico e Textura e mapeamos as trocas de capitais simbólico, financeiro e cultural que ocorrem nessas feiras, observando uma dependência, no caso da Faísca, de incentivos governamentais. Foi feita uma aplicação de questionário em uma edição da Faísca e uma edição da Textura, ambas em 2017, para caracterizarmos os expositores dessas feiras. Em ambas as feiras, a maioria dos presentes se considera independente. A Faísca apresenta uma divisão entre gêneros entre seus expositores (masculino, 45,2%; feminino, 51,6%; travesti, 1,6%) cuja maioria é de jovens adultos (18 a 29 anos; 67,7%) e uma grande maioria tem nível de escolaridade que engloba a graduação (87,1%). O expositor da Textura é frequentemente um homem (61,1%) de até 44 anos (83,3%) com passagem pela graduação (88,9%). Por fim, fizemos três grupos focais com expositores que já participaram de uma das duas feiras investigadas. Em conclusão, esses editores independentes não se identificam como editores, praticam criação e edição sem fazer uma distinção clara entre os processos, vão às feiras para conhecer outros publicadores e têm dificuldade na distribuição de suas publicaçõesThe capital of Minas Gerais, Belo Horizonte, is experiencing a moment of effervescence in the quantity and variety of independent publications fairs, at least since 2010. From this observation, we have made a theoretical revision based on the texts by Pierre Bourdieu (1996, 2004), which we use the concepts of field and capital; by Robert Darnton (1982, 2007) and Thomas R. Adams and Nicholas Barker (1993 apud Darnton, 2007), from which we use the concepts of modes of production of the editorial field; and Roger Chartier (1998a, 1998b), Michel Foucault (2009), Roland Barthes (2004) and Vilém Flusser (2010), from which we observe the historical and theoretical definitions of author and editor. We also reviewed the literature on the term “independent” from Daniela Szpilbarg (s/d; 2012), Gustavo Sorá (2013), Hernán López Winne and Victor Malumián (2016), Magalí Rabasa (2016), José de Souza Muniz Jr. (2016, 2017), Alice Bicalho de Oliveira (2017). In this work, we identified the main publications fairs that took place in Belo Horizonte from 2010 to 2017. From this survey, we investigated the creation and maintenance of the Faísca – Mercado Gráfico and Textura and mapped the symbolic, financial and cultural exchanges that occur in these fairs, observing a Faísca dependency on government incentives. A questionnaire was applied in one edition of Faísca and one edition of Textura, both in 2017, to characterize the editors of these fairs. In both fairs, the majority of those present consider themselves to be independent. Faísca has a gender distribution among its exhibitors (male, 45.2%, female, 51.6%, transvestite, 1.6%), the majority of whom are young adults (18-29 years, 67.7%) and a large majority have a level of education that includes graduation degree (87.1%). The exhibitor of Textura is often a man (61.1%) up to 44 years (83.3%) with graduation degree (88.9%). Finally, we made three focus groups with exhibitors that already participated in one of the two fairs investigated. In conclusion, these independent publishers do not identify themselves as editors, practice creating and editing without making a clear distinction between the processes, go to fairs to meet other publishers, and have difficulty distributing their publications.Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Estudos de LinguagensBrasilCEFET-MGRibeiro, Ana Elisa Ferreirahttp://lattes.cnpq.br/7474445800716834http://lattes.cnpq.br/9026082140942403Ribeiro, Ana Elisa FerreiraSzpilbarg, DanielaMoreira, Paula Renata MeloMagalhães, Flávia Denise Pires de2025-05-16T17:47:13Z2018-11-072025-05-16T17:47:13Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1501porreponame:Repositório Institucional do CEFET-MGinstname:Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)instacron:CEFETinfo:eu-repo/semantics/openAccess2026-03-31T14:33:12Zoai:repositorio.cefetmg.br:123456789/1501Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.cefetmg.br/server/oai/requestrepositorio@cefetmg.bropendoar:2026-03-31T14:33:12Repositório Institucional do CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)false
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