Ara Mimo. Corpo Sagrado: a rede nacional de religiões afro-brasileiras e saúde (RENAFRO) e a promoção de direitos humanos e saúde na região metropolitana do Rio de Janeiro
| Ano de defesa: | 2025 |
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Resumo: | Os Terreiros de Candomblé representam territórios sagrados na cosmovisão religiosa para os povos de matrizes africanas e constituem parte importante relação histórica da formação social brasileira. O culto aos orixás, divindades africanas cultuadas no Brasil têm resistido ao colonialismo moderno. A resistência desses territórios nas investidas de desumanização impõe a realidade o constante enfrentamento dos marcadores sociais e suas vulnerabilidades. Com a consolidação do neoliberalismo na sociedade moderna, a modernização dos dispositivos opressores tem paralelamente disputado narrativas e locais de poder que sustentem as estruturas produtoras da desigualdade social na qual os povos negros são majoritariamente condicionados. Por sua vez os Terreiros de Candomblé possuem estratégias de vivência seculares, não sendo homogêneos, se organizam na diversidade e complexidade de suas formações: étnicas, culturais e geográficas. Para além do culto ao seu sagrado existe um modo de vida próprio onde recebem e atendem demandas de suas comunidades sendo fomentadores de um processo civilizatório de acolhimento, solidariedade, segurança alimentar e valorização da simbologia afrobrasileira. São nesses espaços que o fator corpo e sagrado se encontram e a saúde é pensada no modo coletivo. Nesse sentido a atuação da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (RENAFRO) tem exercido um papel importante na promoção de direitos humanos e saúde para adeptos das religiões de matrizes africanas e populações vulneráveis. Promovendo a organização conjunta com Terreiros de candomblé, lideranças comunitárias, gestores e agentes de saúde, pesquisadores e integrantes da sociedade civil atuantes nos espaços de organização governamental e não governamental Desse modo esta pesquisa tem como objetivo analisar a atuação na promoção de direitos humanos e saúde realizadas por Terreiros de Candomblé amparadas pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde na Região Metropolitana do Rio de Janeiro nos anos de 2019 a 2023. Será realizada pesquisa qualitativa, em que a primeira etapa basear-se-á no levantamento de dados através de análise documental dos acervos de José Marmo e da RENAFRO, e a segunda etapa entrevistas semiestruturadas com colaboradora da RENAFRO e mulheres de terreiro, a fim de construir uma análise histórica das ações de saúde desenvolvidas nesse período, e uma mulher negra candomblecista. Espera-se que os resultados dessa pesquisa possam contribuir para a o Programa de Saúde Pública na produção dos estudos comprometidos com a saúde da população negra e saúde de povos tradicionais avaliando os determinantes sociais e culturais como agentes diretos no processo de saúde coletiva e das relações de promoção a direitos humanos. |
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Santana, Larissa Maria da SilvaJesus, Jaqueline Gomes de.Almeida, Magali da SilvaNascimento, Wanderson Flor doJesus, Jaqueline Gomes deGirianelli, Vania ReisGirianelli, Vania Reis2025-11-07T19:12:51Z2025SANTANA, Larissa Maria da Silva. Ara Mimo. Corpo Sagrado: a rede nacional de religiões afro-brasileiras e saúde (RENAFRO) e a promoção de direitos humanos e saúde na região metropolitana do Rio de Janeiro. 2025. 76 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2025.https://arca.fiocruz.br/handle/icict/73402Os Terreiros de Candomblé representam territórios sagrados na cosmovisão religiosa para os povos de matrizes africanas e constituem parte importante relação histórica da formação social brasileira. O culto aos orixás, divindades africanas cultuadas no Brasil têm resistido ao colonialismo moderno. A resistência desses territórios nas investidas de desumanização impõe a realidade o constante enfrentamento dos marcadores sociais e suas vulnerabilidades. Com a consolidação do neoliberalismo na sociedade moderna, a modernização dos dispositivos opressores tem paralelamente disputado narrativas e locais de poder que sustentem as estruturas produtoras da desigualdade social na qual os povos negros são majoritariamente condicionados. Por sua vez os Terreiros de Candomblé possuem estratégias de vivência seculares, não sendo homogêneos, se organizam na diversidade e complexidade de suas formações: étnicas, culturais e geográficas. Para além do culto ao seu sagrado existe um modo de vida próprio onde recebem e atendem demandas de suas comunidades sendo fomentadores de um processo civilizatório de acolhimento, solidariedade, segurança alimentar e valorização da simbologia afrobrasileira. São nesses espaços que o fator corpo e sagrado se encontram e a saúde é pensada no modo coletivo. Nesse sentido a atuação da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (RENAFRO) tem exercido um papel importante na promoção de direitos humanos e saúde para adeptos das religiões de matrizes africanas e populações vulneráveis. Promovendo a organização conjunta com Terreiros de candomblé, lideranças comunitárias, gestores e agentes de saúde, pesquisadores e integrantes da sociedade civil atuantes nos espaços de organização governamental e não governamental Desse modo esta pesquisa tem como objetivo analisar a atuação na promoção de direitos humanos e saúde realizadas por Terreiros de Candomblé amparadas pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde na Região Metropolitana do Rio de Janeiro nos anos de 2019 a 2023. Será realizada pesquisa qualitativa, em que a primeira etapa basear-se-á no levantamento de dados através de análise documental dos acervos de José Marmo e da RENAFRO, e a segunda etapa entrevistas semiestruturadas com colaboradora da RENAFRO e mulheres de terreiro, a fim de construir uma análise histórica das ações de saúde desenvolvidas nesse período, e uma mulher negra candomblecista. Espera-se que os resultados dessa pesquisa possam contribuir para a o Programa de Saúde Pública na produção dos estudos comprometidos com a saúde da população negra e saúde de povos tradicionais avaliando os determinantes sociais e culturais como agentes diretos no processo de saúde coletiva e das relações de promoção a direitos humanos.The Candomblé Terreiros represent sacred territories in the religious worldview of African-descendant peoples and constitute an important part of the historical relationship in the formation of Brazilian society. The worship of the orixás, African deities worshipped in Brazil, has resisted modern colonialism. The resistance of these territories against dehumanizing efforts imposes the reality of constant confrontation with social markers and their vulnerabilities. With the consolidation of neoliberalism in modern society, the modernization of oppressive devices has simultaneously contested narratives and power locations that sustain the structures producing social inequality to which black people are predominantly subjected. In turn, the Candomblé Terreiros have secular living strategies. They are not homogeneous and are organized in the diversity and complexity of their ethnic, cultural, and geographical formations. Beyond the worship of their sacred, there is a unique way of life where they receive and meet the demands of their communities, fostering a civilizing process of welcoming, solidarity, food security, and appreciation of Afro-Brazilian symbolism. It is in these spaces that the body and the sacred meet, and health is considered collectively. In this sense, the National Network of Afro-Brazilian Religions and Health (RENAFRO) has played an important role in promoting human rights and health for adherents of African-descendant religions and vulnerable populations. They promote joint organization with Candomblé Terreiros, community leaders, health managers and agents, researchers, and members of civil society active in governmental and non-governmental organization Spaces Thus, this research aims to analyze the role in promoting human rights and health carried out by Candomblé Terreiros supported by the National Network of Afro-Brazilian Religions and Health in the Metropolitan Region of Rio de Janeiro from 2019 to 2023. A qualitative research will be conducted, in which the first stage will be based on data collection through documentary analysis of the archives of José Marmo and RENAFRO, and the second stage will involve semistructured interviews with RENAFRO collaborators and women from the terreiros, in order to construct a historical analysis of the health actions developed during this period, and a black Candomblé woman. It is expected that the results of this research can contribute to the Public Health Program in the production of studies committed to the health of the black population and the health of traditional peoples, evaluating social and cultural determinants as direct agents in the collective health process and the relationships of human rights promotion.Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.porPopulação NegraDireitos HumanosRacismoSaúdeReligiãoBlack PopulationHuman RightsRacismHealthReligionPopulação NegraRacismoReligiãoDireitos HumanosPesquisa QualitativaBlack PopulationHuman RightsRacismoHealthReligionAra Mimo. Corpo Sagrado: a rede nacional de religiões afro-brasileiras e saúde (RENAFRO) e a promoção de direitos humanos e saúde na região metropolitana do Rio de JaneiroAra Mimo. Sacred Body: the national network of afro-brazilian religions and health (RENAFRO) and the promotion of human rights and health in the metropolitan region of Rio de Janeiroinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2025-06-03Escola Nacional de Saúde Pública Sergio AroucaFundação Oswaldo CruzRio de JaneiroPrograma de Pós-Graduação em Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZLICENSElicense.txttext/plain1748https://arca.fiocruz.br/bitstreams/18145de4-4375-4ba9-8d31-caac250b07c5/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD51falseAnonymousREADORIGINALlarissa_maria_silva_santana_ensp_mest_2025.pdfapplication/pdf1011922https://arca.fiocruz.br/bitstreams/a869a177-e3be-4f59-a80d-a7a85398ca22/download5a66d02101fe73aafd0f34b33498ccc7MD52trueAnonymousREADTEXTlarissa_maria_silva_santana_ensp_mest_2025.pdf.txtlarissa_maria_silva_santana_ensp_mest_2025.pdf.txtExtracted texttext/plain103795https://arca.fiocruz.br/bitstreams/006c6a1e-9eff-4c7e-83eb-8cb506ee7157/download5075766f48587b0dab177b0c8a92c159MD511falseAnonymousREADTHUMBNAILlarissa_maria_silva_santana_ensp_mest_2025.pdf.jpglarissa_maria_silva_santana_ensp_mest_2025.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg15000https://arca.fiocruz.br/bitstreams/e1a72fe3-79d5-4570-8b4d-9d90458df567/download69e8f52d7e97e8bd60d73aa856fbdd2dMD512falseAnonymousREADicict/734022025-12-11 08:44:35.104open.accessoai:arca.fiocruz.br:icict/73402https://arca.fiocruz.brRepositório InstitucionalPUBhttps://www.arca.fiocruz.br/oai/requestrepositorio.arca@fiocruz.bropendoar:21352025-12-11T11:44:35Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) - Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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