Governança na gestão de riscos das ocorrências aeronáuticas na aviação civil brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Stutzel, Marco Antônio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.enap.gov.br/handle/1/8336
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo principal demonstrar as diferenças nas estruturas de governança e na gestão de riscos do Arranjo Institucional (AI) do State Safety Programme (SSP) em ocorrências aeronáuticas na aviação civil entre o Brasil e a Austrália. O foco foi a coordenação institucional de segurança operacional, investigando como cada país implementa e gerencia a segurança em resposta a incidentes e acidentes aeronáuticos. Para isso, foi realizado um levantamento das práticas e abordagens adotadas por ambos os países, levando-se em conta a interação entre os órgãos responsáveis pela investigação e prevenção de ocorrências aeronáuticas. A pesquisa revelou que, no Brasil, a abordagem é mais centralizada e regulatória, com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) coordenando a definição e fiscalização das políticas de segurança, sendo a gestão de riscos predominantemente orientada pela fiscalização e auditorias. Em contraste, a Austrália adota um modelo mais colaborativo e descentralizado, com a Civil Aviation Safety Authority (CASA) coordenando um sistema de gestão de segurança que integra várias agências e a indústria de aviação civil, promovendo uma cultura de segurança compartilhada e engajamento coletivo. Assim sendo, a coordenação institucional na Austrália é mais fluida e dinâmica, facilitando a colaboração entre setores públicos e privados, ao passo que, no Brasil, a governança tende a ser mais rígida e hierárquica, com desafios na comunicação e integração entre os órgãos. Ademais, entre esses dois países, as práticas de gestão de riscos também apresentam diferenças. A Austrália investe mais em tecnologia e análise preditiva para mitigar riscos, enquanto o Brasil, embora robusto, pode se beneficiar de maior integração entre suas instituições. Essas diferenças impactam a eficácia do SSP, com o modelo australiano proporcionando uma resposta mais ágil e proativa aos riscos, enquanto o brasileiro tende a ser mais reativo. O estudo sugere que, para melhorar, o Brasil pode adotar práticas de integração de dados e comunicação mais eficientes, inspirando-se no modelo colaborativo da Austrália. A pesquisa também aponta para futuras investigações comparativas que podem aprimorar as políticas de segurança operacional globalmente.
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