Desafios de variabilidade e integração 3D em transistores MOS para tecnologias FD SOI avançadas
| Ano de defesa: | 2025 |
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Centro Universitário FEI, São Bernardo do Campo
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.fei.edu.br/handle/FEI/6164 https://doi.org/10.31414/EE.2025.T.132324 |
Resumo: | Este trabalho investiga desafios relacionados ao desenvolvimento de transistores MOS (Metal-Oxide-Semiconductor) SOI (Silicon-On-Insulator) totalmente depletados em tecnologias avançadas, com foco na variabilidade em transistores de nanofios e no desempenho de transistores obtidos através de processo de fabricação voltado à integração tridimensional sequencial (3D Sequential Integration). A variabilidade de transistores de nanofios foi estudada considerando duas arquiteturas diferentes: nanofios sem junção e nanofios modo inversão. O estudo envolveu a análise experimental de parâmetros como corrente de dreno, tensão de limiar, transcondutância, mobilidade de baixo campo e resistência série. Os dois tipos de transistores de nanofios compartilham o mesmo processo de fabricação, diferenciando-se apenas pela concentração e tipo de dopante nas regiões de canal, fonte e dreno, o que permitiu isolar a flutuação aleatória de dopantes (Random Doping Flutuation - RDF) como a principal fonte de variabilidade. Os resultados mostraram que os nanofios transistores sem junção apresentaram um coeficiente de variabilidade da tensão de limiar 39,9% maior do que os modo inversão, evidenciando maior sensibilidade à RDF devido à dopagem elevada do canal. Além disso, os transistores de nanofios sem junção apresentaram mobilidade e transcondutância aproximadamente 30% menores em relação aos nanofios transistores modo inversão, resultante do maior impacto do espalhamento por impurezas ionizadas e da resistência série. Observou-se ainda que a variabilidade da mobilidade de baixo campo é superior à da transcondutância máxima, indicando a influência adicional de parâmetros extrínsecos, especialmente a resistência série. A variabilidade dos parâmetros elétricos foi avaliada por meio do método Y-Function e de modelos teóricos baseados na variância da corrente de dreno. Em regime de condução forte, os resultados indicaram que, para nanofios sem junção, a variabilidade da corrente de dreno é dominada pela componente da resistência série em dispositivos largos e pela componente do fator de ganho de corrente em dispositivos estreitos. Para os nanofios modo inversão, observou-se comportamento oposto: a resistência série domina em dispositivos estreitos, enquanto o fator de ganho de corrente é predominante em dispositivos largos. Simulações tridimensionais, utilizando o método de campo de impedância (Impedance Field Method – IFM) permitiram avaliar a influência da temperatura na variabilidade da tensão de limiar em nanofios transistores modo inversão. Os resultados indicaram que a principal fonte de variabilidade para os nanofios modo inversão é a rugosidade de largura (Line Width Roughness - LWR) e de borda (Line Edge Roughness - LER), responsável por cerca de 70% da variabilidade total, enquanto a contribuição da RDF diminui com o aumento da temperatura, resultando em redução da variabilidade global. No contexto da integração 3D, o impacto do processo de pré-amorfização (Pre-Amorphization Implantation – PAI) na formação da região fracamente dopada próxima às regiões de fonte e dreno (Lightly Doped Drain – LDD) foi investigado em transistores SOI totalmente depletados processados em baixa temperatura. Estes dispositivos apresentaram uma resistência de acesso significativamente maior que os fabricados por processo convencional. Entretanto, a implementação de 15 nm de pré-amorfização promoveu redução de até 75% da resistência de acesso e melhor ativação de dopantes. Após correções considerando a resistência de acesso dependente da polarização de porta, a mobilidade e os coeficientes de degradação mostraram desempenho semelhante ao processo de referência, indicando que a resistência de acesso constitui o principal fator limitante, abrindo caminho para otimizações futuras |
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Silva, Lucas Mota Barbosa dahttp://lattes.cnpq.br/8323425577292100https://orcid.org/0000-0001-6472-4807Souza, Michelly de2026-06-09T15:52:49Z2025-12-10SILVA, Lucas Mota Barbosa da. <b> Desafios de variabilidade e integração 3D em transistores MOS para tecnologias FD SOI avançadas.</b> São Bernardo do Campo, 2026. 202 f. Tese (Doutorado em Engenharia Elétrica) - Centro Universitário FEI, São Bernardo do Campo, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.31414/EE.2025.T.132324.https://repositorio.fei.edu.br/handle/FEI/6164https://doi.org/10.31414/EE.2025.T.132324Este trabalho investiga desafios relacionados ao desenvolvimento de transistores MOS (Metal-Oxide-Semiconductor) SOI (Silicon-On-Insulator) totalmente depletados em tecnologias avançadas, com foco na variabilidade em transistores de nanofios e no desempenho de transistores obtidos através de processo de fabricação voltado à integração tridimensional sequencial (3D Sequential Integration). A variabilidade de transistores de nanofios foi estudada considerando duas arquiteturas diferentes: nanofios sem junção e nanofios modo inversão. O estudo envolveu a análise experimental de parâmetros como corrente de dreno, tensão de limiar, transcondutância, mobilidade de baixo campo e resistência série. Os dois tipos de transistores de nanofios compartilham o mesmo processo de fabricação, diferenciando-se apenas pela concentração e tipo de dopante nas regiões de canal, fonte e dreno, o que permitiu isolar a flutuação aleatória de dopantes (Random Doping Flutuation - RDF) como a principal fonte de variabilidade. Os resultados mostraram que os nanofios transistores sem junção apresentaram um coeficiente de variabilidade da tensão de limiar 39,9% maior do que os modo inversão, evidenciando maior sensibilidade à RDF devido à dopagem elevada do canal. Além disso, os transistores de nanofios sem junção apresentaram mobilidade e transcondutância aproximadamente 30% menores em relação aos nanofios transistores modo inversão, resultante do maior impacto do espalhamento por impurezas ionizadas e da resistência série. Observou-se ainda que a variabilidade da mobilidade de baixo campo é superior à da transcondutância máxima, indicando a influência adicional de parâmetros extrínsecos, especialmente a resistência série. A variabilidade dos parâmetros elétricos foi avaliada por meio do método Y-Function e de modelos teóricos baseados na variância da corrente de dreno. Em regime de condução forte, os resultados indicaram que, para nanofios sem junção, a variabilidade da corrente de dreno é dominada pela componente da resistência série em dispositivos largos e pela componente do fator de ganho de corrente em dispositivos estreitos. Para os nanofios modo inversão, observou-se comportamento oposto: a resistência série domina em dispositivos estreitos, enquanto o fator de ganho de corrente é predominante em dispositivos largos. Simulações tridimensionais, utilizando o método de campo de impedância (Impedance Field Method – IFM) permitiram avaliar a influência da temperatura na variabilidade da tensão de limiar em nanofios transistores modo inversão. Os resultados indicaram que a principal fonte de variabilidade para os nanofios modo inversão é a rugosidade de largura (Line Width Roughness - LWR) e de borda (Line Edge Roughness - LER), responsável por cerca de 70% da variabilidade total, enquanto a contribuição da RDF diminui com o aumento da temperatura, resultando em redução da variabilidade global. No contexto da integração 3D, o impacto do processo de pré-amorfização (Pre-Amorphization Implantation – PAI) na formação da região fracamente dopada próxima às regiões de fonte e dreno (Lightly Doped Drain – LDD) foi investigado em transistores SOI totalmente depletados processados em baixa temperatura. Estes dispositivos apresentaram uma resistência de acesso significativamente maior que os fabricados por processo convencional. Entretanto, a implementação de 15 nm de pré-amorfização promoveu redução de até 75% da resistência de acesso e melhor ativação de dopantes. Após correções considerando a resistência de acesso dependente da polarização de porta, a mobilidade e os coeficientes de degradação mostraram desempenho semelhante ao processo de referência, indicando que a resistência de acesso constitui o principal fator limitante, abrindo caminho para otimizações futurasThis work investigates the challenges related to the development of fully depleted SOI (Silicon-On-Insulator) MOS (Metal-Oxide-Semiconductor) transistors in advanced technologies, focusing on variability in nanowire transistors and on the electrical performance of devices fabricated using processes compatible with sequential three-dimensional (3D) integration. The variability of nanowire transistors was analyzed considering two distinct architectures: junctionless nanowires and inversion-mode nanowires. An experimental study was conducted to evaluate parameters such as drain current, threshold voltage, transconductance, low-field mobility, and series resistance. Both nanowire architectures share the same fabrication process and differ only in the doping concentration and type in the channel, source, and drain regions, allowing the isolation of random doping fluctuation (RDF) as a primary source of variability. The results show that junctionless nanowire transistors exhibit a threshold voltage variability coefficient approximately 39.9% higher than inversion-mode devices, reflecting their greater sensitivity to RDF due to the highly doped channel. In addition, junctionless nanowires present mobility and transconductance values about 30% lower than inversion-mode nanowires, mainly due to enhanced ionized impurity scattering and the impact of series resistance. The variability of low-field mobility was found to be higher than that of maximum transconductance, indicating a significant contribution from extrinsic parameters, particularly series resistance. Parameter variability was extracted using the Y-Function method and theoretical models based on drain current variance. In strong conduction, the results indicate that, for junctionless nanowires, drain current variability is dominated by the series resistance component in wide devices and by the current gain factor component in narrow devices. Conversely, for inversion-mode nanowires, series resistance dominates in narrow devices, while the current gain factor is the main source of variability in wide devices. Three-dimensional simulations based on the Impedance Field Method (IFM) were performed to evaluate the impact of temperature on threshold voltage variability in inversion-mode nanowire transistors. The results show that line width roughness (LWR) and line edge roughness (LER) constitute the dominant source of variability, accounting for approximately 70% of the total contribution, while the influence of RDF decreases with increasing temperature, leading to a reduction in overall variability. In the context of 3D integration, the impact of pre-amorphization implantation (PAI) on the formation of lightly doped drain (LDD) regions was investigated in fully depleted SOI transistors processed at low temperature. These devices exhibit significantly higher access resistance compared to those fabricated using conventional processes. However, the implementation of a 15 nm pre-amorphization layer resulted in up to a 75% reduction in access resistance and improved dopant activation. After corrections considering gate-bias-dependent access resistance, the mobility and mobility degradation coefficients of low-temperature devices were found to be comparable to those of the reference process, indicating that access resistance is the main performance-limiting factor and that further optimization is feasible.strained resourceConselho Nacional De Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqporpt_BRCentro Universitário FEI, São Bernardo do CampoVariabilidadeIntegração sequencial 3DSOITransistores de nanofiosTransistores totalmente depletadosVariability3D sequential integrationNanowire transistorsFully depleted transistorsDesafios de variabilidade e integração 3D em transistores MOS para tecnologias FD SOI avançadasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório do Conhecimento Institucional do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI)instname:Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI)instacron:FEIinfo:eu-repo/semantics/openAccessSouza, Michelly deGiacomini , Renato CamargoPereira, Cleiton FidelixVenuto, Vanessa PereiraDoria, Renan TrevisoliORIGINALfulltext.pdfapplication/pdf5549521https://repositorio.fei.edu.br/bitstreams/dc18b801-d112-460d-8198-ec90b9e6e49a/downloaddccbcdec87efc4a4a44bfbb312818b34MD51trueAnonymousREADTEXTfulltext.pdf.txtfulltext.pdf.txtExtracted texttext/plain103358https://repositorio.fei.edu.br/bitstreams/c791aee9-f809-420a-b7da-f42af7d25666/download3dcc3ac67d9c73ded65907471ab2ce06MD52falseAnonymousREADTHUMBNAILfulltext.pdf.jpgfulltext.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2427https://repositorio.fei.edu.br/bitstreams/7ff0b539-1995-4fdd-89cd-b0707a69320b/downloadaaa645120c9f97530a45f4df97367694MD53falseAnonymousREADFEI/61642026-08-03 18:57:25.33open.accessoai:repositorio.fei.edu.br:FEI/6164https://repositorio.fei.edu.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://sofia.fei.edu.br/pergamum/biblioteca/PRIhttps://repositorio-api.fei.edu.br/server/oai/requestcfernandes@fei.edu.bropendoar:2026-08-03T18:57:25Repositório do Conhecimento Institucional do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI) - Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI)false |
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