Entre nós e redes: a ascensão de mulheres na burocracia federal brasileira
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/38820 http://lattes.cnpq.br/9832029933108489 |
Resumo: | Esta dissertação investiga como as redes sociais influenciam a nomeação de mulheres para cargos de liderança na administração pública federal brasileira. Embora as mulheres representem a maioria do funcionalismo público, permanecem sub-representadas nos níveis mais altos da hierarquia estatal. A literatura tem explicado esse fenômeno a partir da burocracia representativa, da divisão sexual do trabalho e do conceito de teto de vidro, além do debate sobre motivações técnicas e políticas nas nomeações públicas. No entanto, ainda são escassos os estudos que incorporam a dimensão relacional como elemento central para compreender os processos concretos de acesso ao poder. A pesquisa enfrenta essa lacuna ao analisar as redes sociais de mulheres da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), buscando responder à seguinte pergunta: como as redes sociais das mulheres influenciam sua nomeação para cargos de liderança no serviço público federal? O estudo adota abordagem metodológica mista, combinando análise de dados administrativos, survey com 46 servidoras e 24 entrevistas semiestruturadas com mapeamento de redes egocêntricas. As trajetórias foram organizadas a partir da combinação entre nível de cargo ocupado e padrão de mobilidade institucional, permitindo comparação entre quatro grupos analíticos. Os resultados mostram que a dimensão relacional é central para explicar a nomeação a cargos de alto escalão. Em contextos de alta discricionariedade, capital relacional qualificado é condição necessária para ascensão, pois garante proximidade com circuitos decisórios, confiança e visibilidade no momento da escolha. O capital técnico também é necessário, mas não suficiente: formação e experiência elevadas estão presentes em todos os grupos, e o que diferencia as trajetórias é a capacidade de fazer circular essa competência nas redes certas. A mobilidade institucional, isoladamente, não explica os desfechos; é a articulação entre capital técnico e relacional que permite converter circulação em ascensão. Ao mesmo tempo, a divisão sexual do trabalho limita o investimento em redes, produzindo estruturas menores e menos estratégicas. Por fim, a agência individual e intencionalidade ajudam a explicar por que, diante de condições semelhantes, algumas mulheres ascendem e outras não. Ao articular teorias de gênero, literatura sobre nomeações públicas e análise de redes sociais, o estudo contribui para refinar a compreensão dos processos de acesso à liderança na burocracia federal, incorporando a dimensão relacional como categoria analítica relevante. Para além da contribuição teórica, os achados oferecem subsídios para políticas de gestão de pessoas e iniciativas institucionais voltadas à promoção da equidade de gênero no Estado brasileiro. |
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Dratovsky, Luana de BarrosEscolas::EAESPMarques, Eduardo César LeãoOliveira, Michelle Vieira Fernandez devirtual::509Lotta, Gabriela Spanghero2026-05-12T20:48:29Z2026-03-20https://hdl.handle.net/10438/38820http://lattes.cnpq.br/9832029933108489Esta dissertação investiga como as redes sociais influenciam a nomeação de mulheres para cargos de liderança na administração pública federal brasileira. Embora as mulheres representem a maioria do funcionalismo público, permanecem sub-representadas nos níveis mais altos da hierarquia estatal. A literatura tem explicado esse fenômeno a partir da burocracia representativa, da divisão sexual do trabalho e do conceito de teto de vidro, além do debate sobre motivações técnicas e políticas nas nomeações públicas. No entanto, ainda são escassos os estudos que incorporam a dimensão relacional como elemento central para compreender os processos concretos de acesso ao poder. A pesquisa enfrenta essa lacuna ao analisar as redes sociais de mulheres da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), buscando responder à seguinte pergunta: como as redes sociais das mulheres influenciam sua nomeação para cargos de liderança no serviço público federal? O estudo adota abordagem metodológica mista, combinando análise de dados administrativos, survey com 46 servidoras e 24 entrevistas semiestruturadas com mapeamento de redes egocêntricas. As trajetórias foram organizadas a partir da combinação entre nível de cargo ocupado e padrão de mobilidade institucional, permitindo comparação entre quatro grupos analíticos. Os resultados mostram que a dimensão relacional é central para explicar a nomeação a cargos de alto escalão. Em contextos de alta discricionariedade, capital relacional qualificado é condição necessária para ascensão, pois garante proximidade com circuitos decisórios, confiança e visibilidade no momento da escolha. O capital técnico também é necessário, mas não suficiente: formação e experiência elevadas estão presentes em todos os grupos, e o que diferencia as trajetórias é a capacidade de fazer circular essa competência nas redes certas. A mobilidade institucional, isoladamente, não explica os desfechos; é a articulação entre capital técnico e relacional que permite converter circulação em ascensão. Ao mesmo tempo, a divisão sexual do trabalho limita o investimento em redes, produzindo estruturas menores e menos estratégicas. Por fim, a agência individual e intencionalidade ajudam a explicar por que, diante de condições semelhantes, algumas mulheres ascendem e outras não. Ao articular teorias de gênero, literatura sobre nomeações públicas e análise de redes sociais, o estudo contribui para refinar a compreensão dos processos de acesso à liderança na burocracia federal, incorporando a dimensão relacional como categoria analítica relevante. Para além da contribuição teórica, os achados oferecem subsídios para políticas de gestão de pessoas e iniciativas institucionais voltadas à promoção da equidade de gênero no Estado brasileiro.This dissertation investigates how social networks influence the appointment of women to leadership positions in the Brazilian federal public administration. Although women constitute the majority of the public workforce, they remain underrepresented at the highest levels of the state hierarchy. The literature has explained this phenomenon through the lenses of representative bureaucracy, the sexual division of labor, and the glass ceiling, as well as through debates on technical and political motivations in public appointments. However, few studies incorporate the relational dimension as a central element in understanding the concrete processes through which access to power occurs. This research addresses this gap by analyzing the social networks of women in the career of Public Policy and Government Management Specialists (EPPGG), seeking to answer the following question: how do women’s social networks influence their appointment to leadership positions in the federal public service? The study adopts a mixed-methods approach, combining analysis of administrative data, a survey with 46 civil servants, and 24 semi-structured interviews including egocentric network mapping. Career trajectories were organized according to the combination of leadership level attained and patterns of institutional mobility, allowing comparison across four analytical groups. The findings show that the relational dimension is central to explaining appointments to senior leadership positions. In contexts of high discretion, qualified relational capital emerges as a necessary condition for advancement, as it ensures proximity to decision-making circuits, trust, and visibility at the moment of appointment. Technical capital is also necessary but not sufficient: high levels of education and professional experience are present across all groups, and what differentiates trajectories is the ability to circulate and legitimize competence within strategic networks. Institutional mobility alone does not explain outcomes; rather, it is the articulation between technical and relational capital that enables the conversion of circulation into upward mobility. At the same time, the sexual division of labor constrains investment in networks, producing smaller and less strategic structures. Finally, individual agency—expressed through intentionality and the conscious activation of resources—helps explain why, under similar conditions, some women advance while others do not. By articulating gender theory, literature on public appointments, and social network analysis, this study refines the understanding of access to leadership in the federal bureaucracy, positioning the relational dimension as a relevant analytical category. Beyond its theoretical contribution, the findings offer insights for public human resource policies and institutional initiatives aimed at promoting gender equity within the Brazilian state.porAnálise de redes sociaisCapital socialAscensão femininaNomeações públicasLiderançaBurocracia federalEPPGGSocial network analysisSocial capitalWomen’s advancementPublic appointmentsLeadershipFederal bureaucracyAdministração públicaRedes sociaisLiderança em mulheresCapital social (Sociologia)Servidores públicos - NomeaçãoBurocraciaEntre nós e redes: a ascensão de mulheres na burocracia federal brasileirainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis-1info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVPublication904454f0-9215-42c7-af6b-0a1055bd238cvirtual::509-1904454f0-9215-42c7-af6b-0a1055bd238cvirtual::509-1LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Redes sociais Liderança em mulheres Capital social (Sociologia) Servidores públicos - Nomeação Burocracia |
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Esta dissertação investiga como as redes sociais influenciam a nomeação de mulheres para cargos de liderança na administração pública federal brasileira. Embora as mulheres representem a maioria do funcionalismo público, permanecem sub-representadas nos níveis mais altos da hierarquia estatal. A literatura tem explicado esse fenômeno a partir da burocracia representativa, da divisão sexual do trabalho e do conceito de teto de vidro, além do debate sobre motivações técnicas e políticas nas nomeações públicas. No entanto, ainda são escassos os estudos que incorporam a dimensão relacional como elemento central para compreender os processos concretos de acesso ao poder. A pesquisa enfrenta essa lacuna ao analisar as redes sociais de mulheres da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), buscando responder à seguinte pergunta: como as redes sociais das mulheres influenciam sua nomeação para cargos de liderança no serviço público federal? O estudo adota abordagem metodológica mista, combinando análise de dados administrativos, survey com 46 servidoras e 24 entrevistas semiestruturadas com mapeamento de redes egocêntricas. As trajetórias foram organizadas a partir da combinação entre nível de cargo ocupado e padrão de mobilidade institucional, permitindo comparação entre quatro grupos analíticos. Os resultados mostram que a dimensão relacional é central para explicar a nomeação a cargos de alto escalão. Em contextos de alta discricionariedade, capital relacional qualificado é condição necessária para ascensão, pois garante proximidade com circuitos decisórios, confiança e visibilidade no momento da escolha. O capital técnico também é necessário, mas não suficiente: formação e experiência elevadas estão presentes em todos os grupos, e o que diferencia as trajetórias é a capacidade de fazer circular essa competência nas redes certas. A mobilidade institucional, isoladamente, não explica os desfechos; é a articulação entre capital técnico e relacional que permite converter circulação em ascensão. Ao mesmo tempo, a divisão sexual do trabalho limita o investimento em redes, produzindo estruturas menores e menos estratégicas. Por fim, a agência individual e intencionalidade ajudam a explicar por que, diante de condições semelhantes, algumas mulheres ascendem e outras não. Ao articular teorias de gênero, literatura sobre nomeações públicas e análise de redes sociais, o estudo contribui para refinar a compreensão dos processos de acesso à liderança na burocracia federal, incorporando a dimensão relacional como categoria analítica relevante. Para além da contribuição teórica, os achados oferecem subsídios para políticas de gestão de pessoas e iniciativas institucionais voltadas à promoção da equidade de gênero no Estado brasileiro. |
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2026 |
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