Alterações histopatológicas e perfil de resposta imune de macrófagos M1 e M2 no tecido renal humano de infecções fatais pelo vírus da febre amarela
| Ano de defesa: | 2021 |
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Resumo: | A febre amarela (FA) é uma doença arboviral infecciosa causada por um vírus do gênero Flavivirus da família Flaviviridae, causando periodicamente surtos isolados ou epidemias em zonas das regiões tropicais da África e da América do Sul com relevante impacto em saúde pública. Essa arbovirose apresenta gravidade variável, podendo evoluir de formas leves para casos graves e fatais. Além disso, o vírus é caracterizado pelo viscerotropismo, causando o comprometimento de múltiplos órgãos, dentre eles, os rins. Os macrófagos, denominados no rim como células mesenquimais possuem um papel patogênico na inflamação e fibrose dos rins. Nosso estudo tem como objetivo compreender a polarização do perfil fenotípico M1 e M2 dos macrófagos no tecido renal lesionado de casos fatais acometidos pelo vírus da febre amarela (VFA). Para esse propósito, foram analisadas 11 biópsias de tecido renal obtidas de pacientes que vieram a óbito pelo VFA. As alterações histopatológicas foram observadas através do método de coloração hematoxilina-eosina (HE) e a detecção dos anticorpos propulsores das vias clássica e alternativa de ativação de macrófagos, através da quantificação da imunoexpressão de CD163, CD68, iNOS, arginase 1, IL-4, IL-10, INF-γ, INF-β, TNF-α, IL-13 e TGF-β. A imunoistoquímica foi baseada na formação do complexo biotina estreptavidina peroxidase. Para as análises estatísticas foram usados os testes não paramétricos Mann-Whitney e correlação de Spearman com nível de significância de 5% (p≤0,05). Os resultados demonstraram diferenças na expressão dos marcadores entre os casos fatais de FA e as amostras controle, sendo a marcação destes mais intensa na região cortical do parênquima renal. As imunoexpressões positivas, principalmente dos receptores CD68 e CD163 sugerem a presença de macrófagos ativados migrando para o foco infeccioso. Assim como o comportamento das enzimas arginase 1 e iNOS que respectivamente podem participar na resposta de reparo e destruição do vírus. O TGF-β também participa do processo de regeneração do tecido renal. As citocinas anti-inflamatórias IL-10, IL-4 e IL-13 revelaram um aumento significante, possivelmente com papel crucial no mecanismo de inativação de resposta de macrófagos inflamatórios, bem como na modulação fenotípica do macrófago M2. Já a expressão do INF-γ e INF-β demonstrou a importância da resposta inata no combate ao microrganismo. Além da expressão do TNF- α, de grande importância na sinalização no mecanismo de defesa do organismo. Sendo assim, nossos achados obtidos indicam que a polarização de macrófagos M1 e M2 possui um papel relevante na resposta imune renal ao vírus. |
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Melo, Juliana MarinhoMartins Filho, Arnaldo JorgeMartins, Lívia CaricioFuzii, Hellen ThaisVasconcelos, Pedro Fernando da CostaQuaresma, Juarez Antônio Simões2022-11-09T13:31:25Z2022-11-09T13:31:25Z2021MELO, Juliana Marinho. Alterações histopatológicas e perfil de resposta imune de macrófagos M1 e M2 no tecido renal humano de infecções fatais pelo vírus da febre amarela. 2021. 84 f. Dissertação (Mestrado em Virologia) - Instituto Evandro Chagas, Programa de Pós-Graduação em Virologia, Ananindeua, 2021. Disponível em: https://patua.iec.gov.br/handle/iec/4715.https://patua.iec.gov.br/handle/iec/4715A febre amarela (FA) é uma doença arboviral infecciosa causada por um vírus do gênero Flavivirus da família Flaviviridae, causando periodicamente surtos isolados ou epidemias em zonas das regiões tropicais da África e da América do Sul com relevante impacto em saúde pública. Essa arbovirose apresenta gravidade variável, podendo evoluir de formas leves para casos graves e fatais. Além disso, o vírus é caracterizado pelo viscerotropismo, causando o comprometimento de múltiplos órgãos, dentre eles, os rins. Os macrófagos, denominados no rim como células mesenquimais possuem um papel patogênico na inflamação e fibrose dos rins. Nosso estudo tem como objetivo compreender a polarização do perfil fenotípico M1 e M2 dos macrófagos no tecido renal lesionado de casos fatais acometidos pelo vírus da febre amarela (VFA). Para esse propósito, foram analisadas 11 biópsias de tecido renal obtidas de pacientes que vieram a óbito pelo VFA. As alterações histopatológicas foram observadas através do método de coloração hematoxilina-eosina (HE) e a detecção dos anticorpos propulsores das vias clássica e alternativa de ativação de macrófagos, através da quantificação da imunoexpressão de CD163, CD68, iNOS, arginase 1, IL-4, IL-10, INF-γ, INF-β, TNF-α, IL-13 e TGF-β. A imunoistoquímica foi baseada na formação do complexo biotina estreptavidina peroxidase. 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Já a expressão do INF-γ e INF-β demonstrou a importância da resposta inata no combate ao microrganismo. Além da expressão do TNF- α, de grande importância na sinalização no mecanismo de defesa do organismo. Sendo assim, nossos achados obtidos indicam que a polarização de macrófagos M1 e M2 possui um papel relevante na resposta imune renal ao vírus.Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Instituto Evandro Chagas. Programa de Pós-Graduação em Virologia. Ananindeua, PA, Brasil.porAlterações histopatológicas e perfil de resposta imune de macrófagos M1 e M2 no tecido renal humano de infecções fatais pelo vírus da febre amarelainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2021-12-21Núcleo de Ensino e Pós-GraduaçãoMS/SVS/Instituto Evandro ChagasMestrado AcadêmicoAnanindeua / PAPrograma de Pós-Graduação em VirologiaFebre Amarela / patologiaVírus da Febre Amarela / patogenicidadeInsuficiência RenalRim / anatomia & histologiaMacrófagos / imunologiainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Digital do Instituto Evandro Chagas (Patuá)instname:Instituto Evandro Chagas (IEC)instacron:IECORIGINALAlterações histopatológicas e perfil de resposta imune de macrófagos M1 e M2 no tecido renal humano de infecções fatais pelo vírus da febre amarela.pdfAlterações histopatológicas e perfil de resposta imune de macrófagos M1 e M2 no tecido renal humano de infecções fatais pelo vírus da febre amarela.pdfapplication/pdf5191547https://patua.iec.gov.br/bitstreams/5963fc46-3a52-4e01-be0b-72fd3736e7fc/download83a3bf3338c9b89ab0c4393aa9667ca7MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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A febre amarela (FA) é uma doença arboviral infecciosa causada por um vírus do gênero Flavivirus da família Flaviviridae, causando periodicamente surtos isolados ou epidemias em zonas das regiões tropicais da África e da América do Sul com relevante impacto em saúde pública. Essa arbovirose apresenta gravidade variável, podendo evoluir de formas leves para casos graves e fatais. Além disso, o vírus é caracterizado pelo viscerotropismo, causando o comprometimento de múltiplos órgãos, dentre eles, os rins. Os macrófagos, denominados no rim como células mesenquimais possuem um papel patogênico na inflamação e fibrose dos rins. Nosso estudo tem como objetivo compreender a polarização do perfil fenotípico M1 e M2 dos macrófagos no tecido renal lesionado de casos fatais acometidos pelo vírus da febre amarela (VFA). Para esse propósito, foram analisadas 11 biópsias de tecido renal obtidas de pacientes que vieram a óbito pelo VFA. As alterações histopatológicas foram observadas através do método de coloração hematoxilina-eosina (HE) e a detecção dos anticorpos propulsores das vias clássica e alternativa de ativação de macrófagos, através da quantificação da imunoexpressão de CD163, CD68, iNOS, arginase 1, IL-4, IL-10, INF-γ, INF-β, TNF-α, IL-13 e TGF-β. A imunoistoquímica foi baseada na formação do complexo biotina estreptavidina peroxidase. Para as análises estatísticas foram usados os testes não paramétricos Mann-Whitney e correlação de Spearman com nível de significância de 5% (p≤0,05). Os resultados demonstraram diferenças na expressão dos marcadores entre os casos fatais de FA e as amostras controle, sendo a marcação destes mais intensa na região cortical do parênquima renal. As imunoexpressões positivas, principalmente dos receptores CD68 e CD163 sugerem a presença de macrófagos ativados migrando para o foco infeccioso. Assim como o comportamento das enzimas arginase 1 e iNOS que respectivamente podem participar na resposta de reparo e destruição do vírus. O TGF-β também participa do processo de regeneração do tecido renal. As citocinas anti-inflamatórias IL-10, IL-4 e IL-13 revelaram um aumento significante, possivelmente com papel crucial no mecanismo de inativação de resposta de macrófagos inflamatórios, bem como na modulação fenotípica do macrófago M2. Já a expressão do INF-γ e INF-β demonstrou a importância da resposta inata no combate ao microrganismo. Além da expressão do TNF- α, de grande importância na sinalização no mecanismo de defesa do organismo. Sendo assim, nossos achados obtidos indicam que a polarização de macrófagos M1 e M2 possui um papel relevante na resposta imune renal ao vírus. |
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